Rabi

Rabi no hebraico para “meu mestre”. É uma designação quase formal, rabino, para os intérpretes da Torá oral. Os rabinos, que têm suas raízes nas práticas religiosas dos fariseus, surgiram originalmente como um pequeno movimento de escribas e mestres religiosos, especialmente no norte de Israel (região da Galiléia). Jesus também é chamado de “rabi” (ver Mt 26:49; Mc9: 5; Jo 1:38).

Arábia

Na Bíblia, a Arábia se refere às regiões habitadas por povos semitas árabes, normalmente os nômades e moradores de vilas em oásis nos desertos da Arábia.

Os árabes são chamados de “povo do Oriente” (Jz 6:3). Eram sociedades pastoralistas, linhageiras e divididas em clãs e tribos, algumas das quais são mencionadas na Bíblia: amalequitas, buzitas, dedanitas, hagaritas, ismaelitas, cadmonitas, quedaritas, queneus, meunitas, midianitas, naamatitas, sabeus e suitas.

Além das menções de passagens na Bíblia, é provável que os provérbios de Agur e de Lemuel, bem como a história de Jó, tenham origem e sejam ambientadas na Arábia.

Desde a última glaciação a Arábia vem se tornando um dos maiores e mais secos desertos do mundo. Esse processo se intensficou por volta 4000 a.C. levando à migração de povos para áreas mais úmidas no Crescente Fértil, oásis pela península arábica e na região montanhosa do sul, onde são hoje o Iêmem e Omã.

O reino de Dilmun, na região do golfo persa, desenvolveria contemporaneamente à Suméria e à civilização do vale do Indo. No entanto, até cerca de 1000 a.C. quando se disseminou o camelo domesticado, a maior parte desta região não suportava nenhuma população humana significativa. O deserto não permitia nem mesmo manter rotas de comércio.

A partir da Idade do Ferro surgem reinos de Sabá e de Maʿīn no sul e Dedã no norte. Já contemporâneos aos períodos helenista e romano, floresceram os reinos Nabateu e Ghassânida na região norte da península. Na região central destacavam-se cidades entrepostos e centros religiosos como Meca e Medina. A subistência dependia do pastoreio de ovelhas e do comércio incenso, intermediando rotas de caravanas desde as regiões costeiras do Oceano Índico à Crescente Fértil.

A região abrigou povos de culturas e origens diversas. Teorias de que a Arábia seria o berço da cultura semítica ou que reúne todos os árabes a só uma origem étnica hoje são descartadas pela antropologia, arqueologia e estudos genéticos.

A religião árabe variou muito em sua história. O culto do deus ‘il ou ‘ilah (equivalentes ao hebaico El e Eloá) era dominante, mas havia outros deuses em seu panteão. Todavia mais tarde surgiram formas de monoteísmo nativo (hanif), bem como formas de judaísmos e cristianismos, antes do advento do Islã no século VII d.C. Outras divindades incluíam o deus-lua Ilumquh dos sabeus, cuja esposa era a deusa do sol Shamsi, e seu filho era ‘Athtar, a estrela da manhã. Os nabateus possuíam um panteão com Dushara, o deus supremo; Allat, a deusa-mãe; Hadad, o deus da tempestade; Atargatis, a deusa-peixe; e Gad, o deus da sorte. Imagens de suas divindades esculpidas em pedra eram veneradas. Acreditavam que no deserto habitavam vários espíritos ou demônios, os jinn, de onde veio a palavra gênio. Seus rituais religiosos incluíam a circuncisão e peregrinação. Sacrifícios e consulta a oráculos sagrados (como o urim e tumim para os israelitas) eram papéis dos sacerdotes, os kāhin, como no hebraico kōhēn, os quais faziam ofertas de alimentos, animais e incenso em altares de pedra.

Os geógrafos gregos e romanos dividiam a península arábica em três componentes. A Arabia Petrea ficava ao sul da Síria, Sinai e oeste do Jordão, com centro em Petra (a Selá bíblica). A localização da Arabia Deserta (Arabia Eremos em grego) varia: às vezes indicava a região norte do Deserto da Arábia, entre o Eufrates e o Jordão, às vezes era a região central da Pensínula. Já a Arabia Felix (Arabia Eudaimon em grego, uma tradução de El-Iêmen) referia-se à região então verde do sul da Península.

Apesar de as mais antigas inscrições em árabes remontarem do século VIII a.C., somente no período abássida em diante (séc. IX d.C.) os povos da árabia tornaram-se socieades letradas, ainda com restrições. As escritas mais antigas procedem do sabeu, da qual surgiram o ge’ez da Etiópia, o lihyânico, thamúdico e o safaítico, o nabateu, o cúfico e o árabe clássico — essas últimas derivadas e influenciadas pelo aramaico. As inscrições epigráficas nessas escritas ainda não foram totalmente coletadas e sistematizadas.

Suméria

Os sumérios foram uma civilização no sudeste do atual Iraque, cujo desenvolvimento de centros urbanos ocorreu anos 5.000 e 4.000 e atingiu o pico por volta de 2.000 a.C.

Inicialmente, a civilização suméria formou-se em torno de de templos, os quais eram centros administrativos e comerciais. Dentre elas estavam Kish (Tell el-Oheimir), Kid Nun (Jemdet Nasr), Nippur (Niffer), Lagash (Telloh), Eridu (Abu Shahrain), Shuruppak (Fara), Larsa (Senkere ) e Umma (Jocha), Uruk (Warka), Ur ou Ereque (Tell Muqayyir) — as duas últimas mencionadas na Bíblia.

Deve ser creditado aos sumérios a invenção progressiva da escrita. Passaram de sinais contábeis inscritos em argila para um sistema complexo de escrita chamado cuneiforme. No século XIX sua escrita cuneiforme foi decifrada e a arqueologia dos anos 1910 ao 1930 produziu tais descobertas fascinantes. Na década de 1950, com a publicação desse materal, ficou demonstrado que as raízes da cultura europeia e semítica remontavam à literatura da Idade do Bronze – ao Egito, à Anatólia, à Mesopotâmia e sobretudo da Suméria.

Na Bíblia, a Suméria é chamada de Sinar. Em Gn 10:10, o reino de Nimrode compreende Babel (Babilônia), Ereque (Uruk), Acade e Calné, na terra de Sinar. O rei Anrafel aparece como senhor de Sinar (Gn 14:1,9). Outras menções aparecem em Js 7:21; Is 11:11; Dn 1: 2; e Zc 5:11

Queda de Jerusalém

A expressão “queda de Jerusalém” se refere aos eventos quando a cidade foi conquistada.

Dentre as mais notórias ocasiões estão a conquista e destruição de Jerusalém pelos Babilônios no século VI a.C. e pelos romanos em 70 d.C.

CONQUISTA BABILÔNICA

O Império Assírio progressivamente ganhou poder sobre o Antigo Oriente Próximo por volta do século VIII a.C. Depois da destruição de Samaria em 722 a.C e a campanha de Senaqueribe contra Judá em 701 a.C., Jerusalém e o reino de Judá era um estado vassalo dos assírios.

Com a destruição de Nínive, a capital assíria, pelos babilônios e medos em 612 a.C., Judá ficou subitamente fora do domínio assírio. Contudo, em 609, os egípcios correram para apoiar a Assíria em sua resistência final. Josias (640-609 a.C.), rei de Judá, ansioso para se livrar totalmente da Assíria, tentou bloquear a rota dos egípcios em Megido; mas os egípcios o mataram (2Re 23:29-30; 2Cr 35:20-24).

Com a queda de Nínive, a elite de Judá via uma potencial vantagem se aliar com os egípcios. Os egípcios, novos suseranos de Judá, trocaram a coroa de um filho de Josias, Jeoacaz, e o deram a outro, Jeoiaquim (governou 609-598 a.C.) (2Re 23: 33-35).

O profeta Jeremias recusou essa política. Em vez disso, pregou a submissão aos babilônios e a promessa de uma nova aliança e restauração — algo inédito no ambiente político e religioso do Antigo Oriente Próximo. Jeremias predisse a derrota militar resultando na destruição do templo (Jr 7, Jr 26) e no exílio. Além do Livro de Jeremias, as óstracas de Láquis registram a tensão que antecedeu a investida babilônica.

Quando Nabucodonosor derrotou os egípcios em 605 a.C. na batalha de Carquemis assumiu o controle de Judá. Em 598 a.C. os babilônios sitiaram Jerusalém para reprimir a rebelião de Jeoiaquim, que morreu antes que conseguissem tomar a cidade. Em 597 a.C., seu filho Joaquim e a elite de Judá, incluindo o profeta Ezequiel, foram levados ao exílio (2Re 24:12-16).

Nabucodonosor nomeou Zedequias, outro filho de Josias, como rei. Zedequias também se rebelou e o exército babilônico sitiou Jerusalém novamente e em 586 a.C. os babilônios destruíram a cidade, arrasaram seu templo e exilaram grande parte da população para a Babilônia (2Re 25; Jr 52). O livro das Lamentações e o Salmo 137 retratam a dor dessa perda. O livro de Habacuque é uma reclamação contra esse período violento.

DESTRUIÇÃO ROMANA

A Primeira Guerra Judaica-Romana de 66-73 d.C. foi uma rebelião do povo israelita contra sua ocupação romana. Depois do cerco de Jerusalém no ano 70 d.C. o exército romano capturou a cidade e destruiu-a e seu templo.

A revolta começou com protestos contra os pesados tributos romanos. Depois dos administratores romanos fugirem da cidade, o exército romano estacionado na Síria foi enviado para reprimir a revolta.

A Legião Síria foi emboscada e derrotada por rebeldes judeus na Batalha de Bete Horon com 6.000 romanos massacrados. Os rebeldes organizaram um governo provisório composto pelo ex-sumo sacerdote Ananus ben Ananus, José ben Gurion e Josué ben Gamla. José ben Mateus (Flávio Josefo) foi nomeado comandante da Galileia e Eleazar ben Hanania como comandante em Edom.

O general Vespasiano recebeu ordens de Nero de reprimir a revolta e, junto de seu filho Tito, invadiu a Galileia em 67. Tito cercou Jerusalém por sete meses. Os zelotas e sicários foram os últimos a lutarem dentro dos muros da cidade. O menorá (castiçal de sete braços) e a mesa do pão da proposição foram levados em triunfo para Roma. O templo foi queimado.

Os escritos de Flávio Josefo são os principais testemunhos desse período.

João Batista

Filho de Zacarias e Isabel. Parente de Jesus Cristo (Lc 1:36), embora não explicitamente denominado como primo. Pregavam o batismo para arrependimento dos pecados. Decapitado por Herodes Antipas a pedido de Salomé (Mc 1:14; Mc 6: 17-29).

Vestido asceticamente com uma dieta restrita (Mt 3: 4; Mc 1: 6), é retratado como um profeta que saiu do deserto para proclamar o advento do reino de Deus (Mt 3:1-12; Mc 1:4-8; Lc 3:1-20).

Descendente de sacerdotes, filho de Zacarias e Isabel (Lc 1:5-80; 3: 2), batizava e anunciova a vinda de alguém que seria maior do que ele e que batizaria com o Espírito. Assumiu um papel anti-tipo de Elias (Mt 11:7-15; Mt 17: 10-13; Mc 9: 11-13; Mal 4:5-6).

Os discípulos de João Batista em parte seguiram Jesus Cristo (como André e talvez o João do Evangelho) e em parte mantiveram uma existência distinta. Em Atos os cristãos encontram discípulos de João que foram recebidos na igreja. Priscila e Áquila encontram Apolo (At 18:24 -28), e Paulo encontrou doze desses discípulos, talvez associados com Apolo (At 19: 1-7).

Fontes adicionais sobre João Batista aparece em Josefo (Antiquidades 18.5.2) e a literatura pseudo-Clementina também contém informações sobre seus discípulos. Hoje a comunidade dos mandeus, baseada no Iraque e em diáspora, mantém o legado de João Batista, considerando-o como seu profeta maior.

Pôncio Pilatos

Prefeito romano da Judeia, quinto governador da província que o exerceu por dez anos (c.26-36 d.C.). Durtante seu mandato ocorreram os ministérios públicos de João Batista e Jesus. Os escritos de Filo e Flávio Josefo incluem relatos de incidentes não relatados no Novo Testamento, a maioria dos quais apresenta Pilatos como insensível à religião israelita e rápido para reprimir o povo com violência(Lucas 13: 1) .

Nos Evangelhos é retrado com tons desde neutros até simpáticos no julgamento e a crucificação de Jesus (Mt 27:1-2; Mt 11-26:1; Marcos 15:1-15; Lucas 23:1-25; João 18:28-19:16; Atos 3:13; Atos 4:27; Atos 13:28; 1Tm 6:13).

Pilatos “se maravilha” com o silêncio de Jesus em face de acusações hostis, mas ele se curva à vontade da multidão ao enviar Jesus à cruz e libertar Barrabás, um assassino conhecido. Pilatos lava as mãos publicamente diante da multidão em uma tentativa de se exonerar da culpa por permitir que a morte de um inocente (Mt 27:24).

Hamurabi

Rei babilônico que compilou um conjunto de leis chamadas como Código de Hamurabi do período amorita ou Antigo Império Babilônico na Idade do Bronze.

No passado, alguns eruditos bíblicos pensavam que Hamurabi fosse o rei Anrafel, rei de Sinar de Gn 14:1-17, mas tal associação foi rejeitada. Embora não seja citado na Bíblia, teria sido aproximadamente contemporâneo da era patriarcal retratada em Gênesis. Seu código legal é uma importante fonte para a pesquisa bíblica, retrando as normas e costumes do Antigo Oriente Médio sob influência mesopotâmica.

A data de seu reinado varia conforme a cronologia adotada (alta cronologia 1848–1806 a.C.; cronologia média 1792–1750 d.C.; baixa cronologia 1728–1686 a.C.; baixa cronologia de James 1627–1584 a.C.).

Baal

A palavra semítica baal, da raiz  b’l (hebraico בעל; acadiano bēlu [m]), significa como substantivo comum “dono”, “marido”, “senhor” e “mestre”. Também é um substantivo próprio para referir-se a diversas divindades semíticas, como Marduque recebe o apelativo Bel em acadiano.

Como substantivo próprio refere-se ao deus Baal com domínio sobre as forças naturais, o clima e relações sexuais quando associado com sua consorte Astarte. Outros deuses além desse Baal específico, também eram chamados de “baals” (baalim), além manifestações locais: Baal-Berith em Siquém (Jz 9:4); Baal de Peor em Sitim (Nm 25:3); Baal Zebube de Ecrom na Filístia (2Rs 1:2-3), de onde vem Belzebu; Baal de Hamom (Ct 8:11). Jezabel introduziu em Samaria a adoração de Baal, deus de Tiro, o qual seria Baal Meqart ou Baal Shamen (1Rs 18:19).

Há dezoito menções a baal sem especificar quem seria. Para complicar, até mesmo o Deus de Israel é, em raras ocasiões, chamado de baal. É nesse sentido que o termo parece em nomes de judeus, como o célebre Baal Shem-Tov (c. 1698 – 1760), o fundador do movimento hassídico. Dentre os versos mais notórios dessa referência de Deus como baal são os seguintes (traduções literais):

Ou o teu Criador [é] o teu Baal, YAHWEH Sabaoth é o seu nome, e o teu Redentor é o Santo de Israel, Deus de toda a terra, é chamado.

Isaías 54: 5

Não como o concerto que fiz com seus pais, no dia [que] tomei pela mão para trazê-los fora da terra do Egito que eles romperam meu concerto, e eu era Baal para eles, diz YAHWEH.

Jeremias 31:32

EL zeloso e [que] vinga,
YAHWEH vinga,
YAHWEH e Baal furioso vingará,
YAHWEH aos seus inimigos
e reservará
Ele [a vingança e a fúria] aos adversários.

Naum 1: 2


E aconteceu, naquele dia, uma afirmação de YAHWEH: Tu me chamarás – meu marido, e não me chamas mais – meu Baal.

Oseias 2:16

A denúncia ao culto a Baal aparece consistemente no período pré-exílico. Aparece no incidente de Peor (Nm 25), no ciclo de Elias e Jezabel (1Rs 16-22), na destruição do templo de Baal em Jerusalém na revolta contra Atalia (2Rs 11:18) e no conflito entre os adoradores de Yahweh e os seguidores de Baal (Jz 6:25-32; 1Rs 18:16- 40).

Otniel

Otniel ou Otoniel filho de Quenaz, em hebraico: עָתְנִיאֵל בֶּן קְנַז, foi o primeiro dos juízes bíblicos. A etimologia de seu nome é incerta, mas pode significar “Deus/Ele é minha força” ou “Deus me ajudou”.

É chamado de “Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe” (Josué 15:17). Quando Calebe promete a mão de sua filha Acsa a quem conquistar a terra de Debir, Otniel aceita o desafio, tornando-se genro de Calebe.

Depois da morte de Josué, os israelitas voltaram ao pecado e foram dominados por Cuchã-Risataim, rei de Aram-Naaraim (Mesopotâmia) por oito anos. Os israelitas clamaram a Deus, Otniel foi levantado para ser seu libertador. Sob Otniel, a paz durou quarenta anos. (Jz 3:7-11).

É mencionado nas genealogias de 1 Cr 4:13; 27:15. Apesar de ser o único juiz ligado à tribo de Judá, seu parentesco do Calebe leva a deduzir que seria um quenezeu, descendente de Jefoné (Js 14:6, 14; Nm 32:12).

Abigail

Abigail, em hebraico אביגיל. São duas mulheres desse nome que aparecem nos livros de Samuel.

  1. Abigail, esposa de Nabal. Intercedeu junto a Davi para salvar a vida de seu marido (1 Sm 25:23–31). Nabal morreu em dez dias depois. Davi então se casou com a inteligente e bela Abigail.
  2. Abigail, mãe de Amasa, o comandante-chefe do exército de Absalão (2 Sm 17:25). Chamada irmã de Zeruia, portanto, seria tia de Joabe. O Texto Massorético chama Abigail de filha de Naás. Em Crônicas (1 Cr 2: 13–16), Abigail e Zeruia são chamadas de irmãs de Davi.

BIBLIOGRAFIA

MANESCHY, M. C.; ÁLVARES, M. L. M. Abigail: protagonismo feminino em contexto patriarcal, a partir de uma personagem bíblica. Anais do V Encontro Amazônico sobre Mulheres e Relações de Gêneros, p. 82. UFBPA, Belém, 2019. http://encontroamazonico.org/anais-do-evento.html

NICOL, George G. “David, Abigail and Bathsheba, Nabal and Uriah.” Scandinavian Journal of the Old Testament : SJOT 12, no. 1 (1998): 130-45. DOI 10.1080/09018329808585131

ZION, Noam; ZUCKER, David J. “Abigail and Abel’s Wise Woman.” The Jewish Bible Quarterly 49, no. 4 (2021): 263-72.

ZUCKER, David J.; ZION, Noam. Abigail of Maon and the Wise Woman of Abel: Speaking Truth to Power. Women in Judaism[s. l.], v. 17, n. 2, p. 1–26, 2020. Disponível em: https://search-ebscohost-com.ezproxy.vid.no/login.aspx?direct=true&db=rfh&AN=ATLAiGU0210906000051&site=ehost-live. Acesso em: 22 fev. 2022.