Tarpelitas são mencionados no livro de Esdras 4:9 como se referindo a um grupo de povos que escreveram uma carta contra os judeus que estavam reconstruindo Jerusalém, durante o reinado do rei persa Artaxerxes I.
Autor: Círculo de Cultura Bíblica
Sucatitas
Sucatitas refere-se a um grupo específico de escribas queneus que habitavam a cidade de Jabez, conforme mencionado em 1 Crônicas 2:55. Estavam associados com os tiratitas e os simeatitas.
Tirateus
Os tiratitas ou tirateus eram um subgrupo específico de escribas queneus que residiam em Jabez. São mencionados em 1 Crônicas 2:55 juntos com os tirateus, os simeatitas e os sucatitas.
Simeatitas
Os simeatitas eram um subgrupo específico de escribas queneus que residiam em Jabez. São mencionados em 1 Crônicas 2:55 juntos com os tirateus, os simeatitas e os sucatitas.
Cronista
Cronista (Autor Hipotético de Crônicas, Esdras e Neemias). Originalmente proposto como um único autor para os livros bíblicos de Crônicas (1 e 2), Esdras e Neemias, o conceito do “Cronista” representava uma figura literária a quem se atribuía a redação final dessas obras, com base em semelhanças de estilo, vocabulário, interesses teológicos (especialmente o foco no templo, na linhagem davídica e no culto levítico) e na perspectiva histórica pós-exílica. A teoria do Cronista ganhou força ao reconhecer a unidade temática e o propósito teológico subjacente nesses livros, que reinterpretavam a história de Israel para a comunidade judaica restaurada após o exílio babilônico.
No entanto, o consenso acadêmico contemporâneo evoluiu significativamente. Embora a inegável ligação entre Crônicas, Esdras e Neemias seja reconhecida, a visão predominante agora é que esses livros são obras compósitas, resultantes de um complexo processo redacional que envolveu múltiplas mãos, diferentes fontes e possivelmente diversas camadas de edição ao longo do tempo. Análises linguísticas detalhadas revelaram variações de estilo e vocabulário, enquanto estudos teológicos apontaram para nuances e diferentes ênfases entre os livros. A forma como as fontes mais antigas são utilizadas e adaptadas também demonstra abordagens editoriais distintas.
Assim, em vez de um único “Cronista”, há ainda uma possibilidade de uma “escola cronística” ou de um movimento literário e teológico que produziu e editou esses textos. Essa perspectiva reconhece a unidade geral de propósito e temática, mas atribui a forma final dos livros a um processo mais colaborativo e diacrônico. A pesquisa atual se concentra em identificar as diferentes camadas redacionais, as possíveis comunidades ou grupos por trás da produção desses livros e as diversas fontes que foram incorporadas ao longo do tempo, buscando uma compreensão mais matizada da formação dessas importantes obras do Antigo Testamento. O termo “Cronista” ainda é usado como uma convenção para se referir à tradição literária e teológica subjacente a esses livros, mas com a ressalva de que sua produção foi um processo mais complexo do que se imaginava inicialmente.
