Joanã

  1. Um dos heróis gaditas que se juntou a Davi no deserto de Judá (1 Cr 12:12).
  2. O primogênito do rei Josias (1 Cr 3:15).
  3. Joanã, filho de Careá, um dos líderes judeus durante o governo de Gedalias, a quem Nabucodonosor havia nomeado governador em Jerusalém (2 Re 25:23; Jr 40:8). Joanã alertou Gedalias sobre os planos de Ismael contra ele, umas foi ignorado (Je 40:13, 16). Atacou o assassino do governador e resgatou os cativos (41: 8, 13, 15, 16). Ele e seus seguidores fugiram para Tapanes, no Egito (43: 2, 4, 5), levando Jeremias .

Período dos juízes

O período anterior à monarquia e posterior à conquista de Canaã. Coincide com o final da idade de Bronze e início da idade do Ferro, quando os israelitas viviam em uma sociedade tribal. Os livros de Juízes e Rute, bem como parte dos livros de Josué e 1 Samuel, são ambientados nesse período.

Os juízes (sophetim) eram líderes militares que apareceram para enfrentar opressores específicos. Não há alusão de que suas autoridades alcançavam todo o povo de Israel ou que sucederam um a outro.

Livro de Josipon

O Sefer Josippon, também conhecido como Pseudo-Josefo, é uma crônica hebraica medieval. Deriva-se de uma tradução livre latina das obras de Flávio Josefo, a Bellum Iudaicum, a qual tinha sido feita pelo autor conhecido como Pseudo-Hegésipo.

Composta no final do primeiro milênio por algum judeu da comunidade grega do sul da Itália, ganhou aceitação entre os bizantinos. Contudo, somente integrou o cânone amplo na Igreja Ortodoxa Etíope.

Não há novidade de conteúdo com valor histórico, mas Josipon ilustra o processo de reescrita e transmissão de literatura bíblica e parabíblica.

O livro de Josipon cobre a história hebraica de Adão à queda de Massada em 74 dC, com foco no período do Segundo Templo. Outras fontes foram a Vulgata, incluindo os livros dos Macabeus, a tradição judaica e algumas fontes pseudo-históricas latinas.

Livro de Jubileus

Obra parabíblica composta em hebraico nos meados do século II a.C. Chamada de Leptogenesis (Gênesis menor), é uma paráfrase de Gênesis e do Êxodo até a revelação da Lei, narrado em segunda pessoa.

É canônico entre ortodoxos e Beta Israel etíopes e parece ter tido autoridade na comunidade de Qumran.

O livro registra uma preocupação com os festivais.

Justificação

Justificação é o ato transformativo de capacitar a vida em retidão ou justiça, palavras que traduzem os termos bíblicos de dikaiosynē ou tzedek.

Nos sentidos bíblicos, na justificação ocorre a correção de um ato errôneo. Em todo Antigo Testamento há um anseio de sanar as injustiças dos ímpios (Sl 37), e o próprio ser humano se justificar (Jó 32:2; Jó 33:32; Is 43:9), visto que Deus se apresenta como demandando justiça (Dt 32:4; Sl 11:7; Sl 146:6-8; Is 5:16), especialmente para o vulnerável (Sl 10:14-18; Sl 72:1-2; Pv 31:8-9). Em contrapartida, há uma preocupação de demonstrar que Deus age em justiça (Jó 32:2; Sl 51:4).

Diante a impureza moral e ritual, a expectativa messiânica era de que o messias possibilitasse a justificação em um reino de justiça (Sl 97). O Novo Testamento retrata Jesus Cristo cumprindo essa expectativa pelo sangue de sua morte (Rm 3:24-25) e pela sua ressurreição foram para justificação (Rm 4:25), possibilitando que a humanidade obtenha paz com Deus (Rm 5:1) e implantando o seu reino de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14:17).

Diversas teorias soteriológicas tentam explicar como Jesus Cristo foi oferecido pelo pecado (2 Co 5:21), para que a humanidade mediante a fé nele fosse justificada (Rm 3:26). Metáforas como resgate, regeneração, restauração, redenção, processo penal, participação da natureza divina integram a doutrina da justificação à doutrina da salvação.

Cruxificação

A crucificação — em grego σταυρόω, stauroō, “colocar postes”; em latim cruci affigare, “amarrar a uma cruz”; em hebraico תלה, , “pendurar”; צלב,“pendurar”– era uma forma de tortura e execução no mundo antigo.

A cruxificação prendia uma pessoa em um poste de madeira ou árvore usando cordas ou pregos. Foi o método utilizado na execução de Jesus.

Jericó

Jericó era uma idade a oeste do rio Jordão e ao norte do Mar Morto. Uma das mais antigas ocupações urbanas da história, controlava um ponto de passagem da região do Jordão para as colinas centrais de Efraim e Judá. Chamada de “Cidades das Palmeiras” (Dt 34:3; Jz 1:16; 3:13).

Foi conquistada por Josué (Js 6) e visitada por Elias e Eliseu (2 Re 2).

Josué teria amaldiçoado as ruínas (vide Herem) contra quem a reconstruísse: “à custa de seu primogênito lançará os alicerces, e à custa de seu filho mais novo levantará as suas portas'” (Js 6:26). A maldição de Josué foi cumprida durante o reinado do rei Acabe. “Nos seus dias, Hiel de Betel edificou Jericó. Ele lançou os alicerces à custa de Abirão, seu primogênito, e ergueu as suas portas às custas de seu filho mais novo, Segube, de acordo com a palavra de o Senhor, o que ele falou por meio de Josué, filho de Num”. (1 Re 16:34).

Jerusalém

Jerusalém era centro político, econômico e religioso do antigo Israel.

Antiga cidade cananita ocupada pelos jebuseus. Chamada anteriormente de Salém, tornou-se capital do antigo Israel pela conquista de Davi, por volta de 1000 a.C. (2 Sm 5).

Em Jerusalém foi construído o primeiro templo sob Salomão (c.966) (1 Reis 5) e depois o Segundo Templo reconstruído pelo exilados (c 520 a.C.).

Os eventos finais da vida de Jesus e os iniciais da Igreja primitiva ocorreram em Jerusalém. Foi destruída pelos romanos em 70 a.C.

O termo Jerusalém passou a representar a cidade eterna, morada de Deus meio ao reino restaurado.