Missio Dei

Missio Dei em latim é a missão de Deus. O conceito resume a intenção divina de salvar o mundo em um relacionamento especial em Deus, Jesus e o Espírito Santo. Deus Pai enviou Jesus para a redençao e veio o Espírito Santo para culminar essa obra.

O conceito é utilizado em missiologia. A base a Missio Dei está em João 20:21. Alguns entendem que missão de Deus é pregar a salvação em Jesus.

O missiólogo reformado David J. Bosch postulava que a Missio Dei compreendia tanto a salvação pessoal para além da vida quanto nessa vida atual aliviar os sofrimentos e injustiças, cumprindo os mandados de Jesus Cristo.

União com Cristo

A União com Cristo é um conceito que resume as diversas expressões encontradas no Novo Testamento (nas locuções “em Cristo, no Senhor”), principalmente nos escritos paulinos e joaninos. A identificação do crente do Novo Testamento com Cristo era central na teologia de Paulo (Rm 16:7; Gl 2:20).

De acordo com Paulo, a morte e ressurreição de Cristo é um pré-requisito para os crentes serem identificados com Cristo (Rm 6:8-10).

Na tradição católica romana a União com Cristo é entendida como uma união mística, sacramental e eclesiológica. Em razão disso, ensina que seus fiéis realmente absorvem o corpo físico e o sangue de Cristo quando participam da eucaristia .

Na tradição reformada a União com Cristo integra a ordem de salvação – ordo salutis.

As tradições ortodoxa, wesleyana, pentecostal e anabatista tendem a considerar a união com Cristo como a habitação de Deus nos crentes, cumprida na Igreja como seu corpo e esposa.

Teilhard de Chardin

Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955) foi um padre católico, paleontólogo e teólogo francês, pioneiro da ecoteologia.

Nascido em uma família nobre e parente distante de Voltaire, tornou-se jesuíta e estudou Bergson, física, química e geologia. Fez expedições de pesquisa à Espanha, à Etiópia, aos EUA, à Índia, a Java, à Birmânia e à África do Sul.

Devido suspeitas pelas autoridades católicas, nenhuma de suas obras teológicas foi publicada durante sua vida. Todavia, seu pensamento foi difundido por meio de palestras e textos mimeografados.

Sua teologia discorre acerca delação da matéria com o espírito. A teoria da evolução, a história geológica e a teodicéia cristã sintetizavam-se em uma visão holística do “ fenômeno do homem”. Haveria um estágio de desenvolvimento que leva à “noossfera ” (a camada consciência ou sentido, em analogia à biosfera). Essa “esfera”, por sua vez, prepara a chegada de um evento que chamava de “o Cristo cósmico”. A ponta extrema de toda evolução é o “ ponto ômega ”.

Em sua escatologia, o Cristo cósmico aparecerá no momento em que toda a consciência estiver reunida de acordo com o princípio da convergência dos centros. Nisso, cada ponto central reunirá cada consciência pessoal em uma cooperação cada vez mais intensa com os outros centros de consciência que se comunicam entre si. Isso dará origem à noossfera. A multiplicidade de centros refletindo a totalidade dos centros harmonizados contribui para a ressurreição espiritual ou manifestação do Cristo cósmico.

Lesslie Newbigin 

James Edward Lesslie Newbigin (1909-1998) foi um bispo missionário na Índia e missiólogo.

Ordenado pela Igreja da Escócia e depois credenciado pela Igreja Reformada Unida do Reino Unido. Newbigin partiu para a Índia como missionário. Em 1947, logo após a independência, foi fundada a Igreja do Sul da Índia, uma denominação unida com congregações e missões de origem congregacional, anglicana, metodista e presbiteriana.

Um dedicado ecumenista e teólogo sistemático, discorreu sobre a eclesiologia. Discutiu a natureza escatológica da igreja, seu caráter missionário, denúncia das estruturas injustas e agência para modificação social. Percebeu o status pós-cristão do Ocidente e o viu como um campo missionário para reconversão.

Brian McLaren

Brian D. McLaren (nascido em 1956) é um pastor, autor e líder do movimento da igreja emergente.

McLaren nasceu em uma família aderente ao movimento dos Irmãos. Nos anos 1980 tornou-se pastor em uma igreja evangelical, testemunhando seu crescimento.

Nos anos 2000 foi expoente de uma tendência evangelical ecumênica e progessista, defendendo uma “ortodoxia generosa” pluralista.

BIBLIOGRAFIA

McLaren, Brian. A Generous Orthodoxy: Why I Am a Missional, Evangelical, Post/Protestant, Liberal/Conservative, Mystical/Poetic, Biblical, Charismatic/Contemplative, Fundamentalist/Calvinist, Anabaptist/Anglican, Methodist, Catholic, Green, Incarnational, Depressed-yet-Hopeful, Emergent, Unfinished CHRISTIAN. Zondervan, September 2004.

Jürgen Moltmann

Jürgen Moltmann (nascido em 1926) é um teólogo reformado alemão

Moltmann serviu o exército alemão durante a 2a Guerra Mundial, sendo feito prisioneiro, quando experimentou uma forma revitalização espiritual. Decidiu seguir carreira teológica e foi professor de Teologia Sistemática na Universidade de Tübingen;

Moltmann propôs uma teologia da esperança, em termos e quase contemporâneo a Rubem Alves e emergência da teologia da libertação latino-americana. Fundado nas experiências de sofrimento, sua teologia é baseada na visão de que Deus sofre com a humanidade, ao mesmo tempo em que promete à humanidade um futuro melhor por meio da esperança da ressurreição.

Também é proponente de um modelo trinitarianismo social. A ação de Deus no mundo é funcionalmente trintária.

Moltmann oferece uma teoria de recapitulação redentiva. Deus em Cristo morreu na cruz, levantando assim a questão da impassibilidade de Deus – o conceito de que Deus não pode sofrer. O abandono de Jesus por Deus seria uma degradação à situação de pecado, com o propósito de recriar e aperfeiçoar a vontade humana no triunfo sobre o pecado.

Suas principais obras são Theology of Hope (1964), The Crucified God (1972) e The Church in the Power of the Spirit (1975).

Versões hebraicas do Novo Testamento

Apesar de raras, traduções do Novo Testamento para o hebraico surgiram por vários motivos. Originalmente feitas para fins privados, polêmicos ou servindo conversos, o Novo Testamento foi traduzido do grego, latim ou outras línguas para o hebraico.

Traduções de Mateus. Há pelo menos 50 versões do Evangelho de Mateus para o hebraico. A maioria datam do Renascimento em diante.

Mateus de Du Tillet. Contém reminiscências de uma antiga versão hebraica, talvez remontando da Antiguidade Tardia. Heb.MSS.132 da Biblioteca Nacional, em Paris. O manuscrito foi obtido pelo bispo Jean du Tillet dos judeus italianos em uma visita a Roma em 1553, e publicado em 1555.

Sefer Nestor ha-Komer . “O Livro de Nestor, o Sacerdote”, século VII. Contém citações significativas de Mateus, aparentemente de um texto latino.

Toledot Yeshu. “Vida de Jesus”, século VII. Uma paráfrase polêmica.

Mateus de Shem Tov ben Isaac ben Shaprut. Feita em Aragão em 1385.

Mateus de Sebastian Münster, 1537, versão impressa do Evangelho de Mateus, dedicado ao rei Henrique VIII da Inglaterra.

Mateus de Ezekiel Rahabi, Friedrich Albert Christian e Leopold Immanuel Jacob van Dort , 1741-1756. Edição hoje perdida.

Travancore Hebrew New Testament of Rabbi Ezekiel. Um exemplar comprado por Claudius Buchanan em Cochim, Índia.

Mateus de Elias Soloweyczyk , 1869.

Epístolas aos Hebreus de Alfonso de Zamora (1526).

Bíblia dodecaglota de Hütter. O Novo Testamento completo publicado por Elias Hütter, em sua edição poliglota em doze idiomas. Feita em Nuremberg, em 1599, 1600, em dois volumes.

A partir do século XIX surgiram várias edições completas do Novo Testamento em hebraico, boa parte publicadas pelas sociedades bíblicas e traduzidas diretamente do grego.

Versões coptas

As versões coptas da Bíblia feitas no conjunto de dialetos egípcios pós-helenistas figuram, talvez, entre as primeiras a serem traduzidas.

A língua copta é derivada do egípcio antigo. Durante o período helenístico começou-se a utilizar o alfabeto unical grego, mais sete caracteres retirados do demótico egípcio. Como língua corrente, foi a língua majoritária do Egito até o final do primeiro milênio d.C., quando gradativamente foi suplantada pelo árabe. No século XVII deixou de ser falada no cotidiano, mas permaneceu como língua litúrgica dos cristãos coptas.

Tanto o Antigo e o Novo Testamento foram traduzidos para cinco dos dialetos do copta: boárico (norte), faiúmico , saídico (sul), acmímico e mesoquêmico (meio do Egito). Quase em sua totalidade foram utilizados papiros.

São testemunhas importantes para a história textual. O cânon é semelhante às outras grandes versões, mas a ordem dos livros diferem em alguns casos.

A ordem dos livros no cânon boárico são evangelhos (João, Mateus, Marcos, Lucas), epístolas paulinas (Hebreus entre 2 Tessalonicenses e 1 Timóteo), epístolas católicas, Atos e Apocalipse (embora o Apocalipse conste em relativamente poucos manuscritos).

As versões em saídico são evangelhos (João, Mateus, Marcos, Lucas), epístolas paulinas (Hebreus entre 2 Coríntios e Gálatas ), epístolas católicas , Atos e Apocalipse .

Donald Bloesch

Donald George Bloesch (1928–2010) foi um teólogo evangelical congregacionalista americano.

Bloesch criticava tanto o misticismo fundamentado primordialmente nas experiências quanto um racionalismo que confiava no conhecimento intelectualizado. Estudou exaustivamente vertentes teológicas globais e apresentou uma síntese da teologia evangelicalista.

Criticava tanto vertentes nos polos liberais e fundamentalistas do protestantismo americano. Bloesch era tido como “evangélico progressista” ou “ortodoxo ecumênico” e visto como “conservador” dentro da Igreja Unida de Cristo, da qual era membro e ministro ordenado.