Massorá

Massorá parva (pequena) e massorá magna (grande) são notas marginais feitas pelos massoretas, copistas eruditos judeus medievais, no texto bíblico hebraico.

Por volta de 600 d.C., os massoretas desenvolveram um sistema de vogais e marcas de acento para registar com precisão a pronúncia e o significado das palavras bíblicas.

Os massoretas também marcaram situações contra erros de cópia e correções de erros existentes. Os massoretos empregavam técnicas e metodologias das anotações críticas alexandrinas e do cristianismo principalmente em Orígenes, Jerônimo e do Livro siríaco de Palavras e Leituras (Smohe w-qroyoto).

A massorá parva são notas detalhadas sobre variantes de escrita (ortografias), informações sobre a frequência de determinadas palavras e até mesmo orientações sobre onde consideravam necessária uma leitura diferente do texto consonantal transmitido.

A massorá magna são listas de passagens inteiras do texto bíblico com alguma variante ortográfica característica, uma sequência particular de palavras ou outra peculiaridade. Aparecem no topo e no pé das páginas dos manuscritos massoréticos.

Annie Marston

Annie Wright Marston, também Annie Westland Marston (1852 – 1937) foi uma autora, apoiadora de trabalho missionário, teóloga e professora de escola dominical inglesa.

Filha de um pastor e médico batista, envolveu-se com o movimento de Keswick. Em 1877, enquanto lecionava a escola dominical para meninas em Keswick, suas pupilas pediram versos da Bíblia para memorizar durante a semana. A prática teve tão grande retorno que Annie escreveu para Children’s Special Service Mission para publicar cartões ou filipetas com listas de versos bíblicos para a memorização infantil.

A prática de memorização de versos, seus cartões e sua recitação semanal antecedem os recitativos dos salmos presentes nas reuniões de jovens da Congregação Cristã.

A irmã de Annie, Eleanor Agnes Marston viajou como missionária em 1887 da Missão do Interior da China. Eleanor conheceu e casou-se com seu colega missionário Cecil Charles Polhill. Cecil era um dos chamados Cambridge Seven, jovens aristocratas que fizeram um voto de serem evangelistas e missionários. O casal desenvolveu várias missões evangelísticas e sociais na China e no Tibete, mesmo enfrentando violência. Cecil ainda visitaria Azusa Street e foi um dos pioneiros pentecostais no Reino Unido.

Veio de uma família ávida pela literatura. O avô Stephen Marson, também pastor batista, criou uma escola e biblioteca. O tipo John Marson e o primo Phillp Burke Marson foram literatos. Annie manteve a tradição familiar, sendo escritora de diversos gêneros.

Annie escreveu vários hinos que eram cantados nas convenções de Keswick. Autorou três livros didáticos que ensinavam geografia, história e antropologia da China, Índia e África para crianças. Inovou ao escrever sob a perspectiva das crianças desses países e sintetizar informações que ela recebia de primeira mão de seus contatos missionários.

Escreveu ainda outros livros (alguns sob pseudônimos) visando a educação moral das crianças, especialmente meninas.

Coautorou a biografia de sua irmã Eleonora e escreveu um livro sobre o Tibete.

Suas reflexões teológicas centravam-se na ação do Espírito Santo, ministério e missão — tópicos sobre os quais também publicou.

John Mill

John Mill (1645-1707) filólogo e crítico textual do Novo Testamento inglês. Viveu e é contado entre os “Caroline Divines”.

Em 1707 saiu seu Novum testamentum græcum, cum lectionibus variantibus MSS. exemplar, versionum, editionum SS. patrum et scriptorum ecclesiasticorum, et in easdem nolis, publicado em Oxford. Essa edição crítica levou trinta anos e avançou a erudição do Novo Testamento, pela inclusão do aparato com as leituras variantes.

Sua edição reimprimiu o texto de Stephanus de 1550, mas exibiu a evidência de 30.000 variantes textuais de manuscritos gregos, pais da igreja e outras versões antigas. O grande número de variantes foi bastante inquietante para alguns tradicionalistas, mas a defesa de Mill pelo filólogo Richard Bentley garantiu a recepção de seu trabalho e a continuidade da crítica textual como disciplina legítima no protestantismo inglês. Bentley argumentou que Mill não era responsável pelas diferenças entre os vários manuscritos, pois apenas as apontou.

Sarah Monod

Alexandrine Elisabeth Sarah Monod (1836 – 1912) foi uma diaconisa, filantropa e feminista evangélica francesa.

Nasceu em Lyon, filha de Hannah Honyman e Adolphe Monod, uma família pastoral huguenote aderente ao réveil. A quarta de sete filhos, Sarah era a mais ativa no ministério desde sua infância.

Depois das mortes dos pais, Sarah juntou-se às Diaconisas de Reuilly em Paris. Com as diaconisas, serviu cuidando dos feridos na Guerra Franco-Prussiana (1870-1871).

Monod passou a dirigir as Diaconisas de Reuilly. Expandiu a atuação ministerial com programas de reeducação prisional e da campanha pelo abolicionismo — o movimento a favor de liberar a prostituição.

Na época, as regulamentações governamentais penalizavam as mulheres e facilitava abusos, tráfico internacional e facilitava a escravidão das prostitutas. O movimento buscava o direito das mulheres de terem acesso a um respeito moral e a uma família estável. Para garantir esse direito, o movimento abolicionista buscava desenvolver a autonomia das mulheres, assegurando direitos de adquirir habilidades e trabalho. Defendiam também a isonomia jurídica e moral no casamento, o que dificultaria os casos extraconjugais dos homens, então protegidos legalmente pelo monopólio masculino sobre os bens e direitos das esposas.

Considerando que as mulheres não tinham acesso à decisão política, Monod articulou a causa feminina através da rede de evangélicos avivados na Europa Continental e no Império Britânico. Boa parte dessa pauta alcançou sucesso na virada do século XX.

Junto de outras líderes feministas (muitas delas evangélicas, como Julie Siegfried, Isabelle Bogelot e Emilie de Morsier), Monod organizou um congresso internacional de mulheres em Paris, com participantes das Américas e da África.

O Conseil national des femmes françaises foi fundado em 1901, com Monod eleita presidente. Esta organização feminista conseguia reunir e articular mulheres de diversas posições políticas e religiosas, desde socialistas como Louise Saumoneau e Elisabeth Renaud até ativistas do conservadorismo católico como Marie Maugeret. Marcou a transição de uma agenda assistencialista para uma proatividade participatória na esfera pública para abordar os problemas sociais.

Sob sua liderança, o movimento avançou juridicamente nas novas as pautas. Estavam em prioridade dar às mulheres casadas o controle sobre seus salários, regulamentação do trabalho feminino, responsabilização da autoridade parental e políticas de reeducação para menores infratores.

Para garantir educação, oportunidades e ambiente moral, fundou pouco antes de sua morte,com Camille Vernes, o ramo francês da Associação Cristã das Moças, a Union chrétienne des jeunes filles.

Como autora, escreveu biografias (de seu pai e da diaconisa Malvesin), um devocional (oração e culto), além de traduções de literatura feminista cristã.

Devido à sua austeridade e influência, a jornalista Jane Misme dizia que Sarah se vestia como uma Quaker e que era a “papisa do protestantismo”.

Foi homenageada com um logradouro em seu nome em Paris, próximo ao Hospital das Diaconisas de Reuilly.

BIBLIOGRAFIA

Cadier-Rey, Gabrielle. “Autour d’un centenaire Sarah Monod.” Bulletin de la Société de l’Histoire du Protestantisme Français (1903-2015) (2012): 771-792.

Poujol, Geneviève. Un féminisme sous tutelle: les protestantes françaises, 1810-1960. Paris: les Éditions de Paris, 2003.

Clipping: Milagres do Espírito Santo

Em fevereiro e março de 1908 o jornal La Parola dei Socialisti em Chicago publicou duas reportagens sobre os cultos da missão pentecostal italiana de West Grand Avenue. Trata-se de um testemunho importante, ainda que em tons de polêmica, da vida comunitária e de culto.

Bertelli, Giuseppe (ed.), & Alves, Leonardo Marcondes. (2022). Miracles of the Holy Ghost–Apostolic Larceny– and Swindling of Imbeciles. Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.6481412

https://doi.org/10.5281/zenodo.6481412

Frank D. Macchia

Frank D. Macchia é um teólogo acadêmico ítalo-americano.

Frank Macchia vem de uma família pioneira na Christian Assembly de Gary Indiana, onde sua avó Antoinette Macchia e seu pai Michael Macchia Sr. foram ministros da Palavra.

Frank Macchia foi um dos primeiro pentecostais no mundo a obter um doutorado em teologia sistemática em uma universidade reconhecida. Concluiu seu doutorado em teologia na Universidade de Basel em 1989 pela pesquisa sobre os líderes avivalistas Johann e Christoph Blumhardt, examinando cura divina e libertação social, sob orientação de Jan Milíč Lochman.

Depois de algumas ocupações ministeriais em Illinois, Macchia dedicou-se à carreira acadêmica, princiaplmente como professor de teologia na Vanguard University na Calfórnia. É ministro ordenado das Assemblies of God.

Articulou a teologia pentecostal nos diálogos formais entre pentecostais e a Aliança Mundial de Igrejas Reformadas e na Comissão de Fé e Ordem do Conselho Nacional de Igrejas.

Foi presidente da Society for Pentecostal Studies e editor-chefe de sua revista, PNEUMA.

PENSAMENTO TEOLÓGICO

A teologia de Frank Macchia é construída sobre os temas do reino de Deus e da pneumatologia. Foi um dos teólogos pentecostais que mais aprofundou sobre a glossolalia, a qual dá ênfase primária na intensificação da presença de Deus que essa manifestação acompanha. Assim, sua teologia do batismo no Espírito Santo é menos focada com evidência inicial, examinando a integralidade da vida cristã dos batizados no Espírito.

Há uma preocupação em salientar o papel do Espírito Santo na obra de salvação, corrigindo a ausência de uma pneumatologia na doutrina da justificação como normalmente é tratada pela teologia sistemática protestante. Macchia salienta o papel cooperativo da Trindade na justificação. Relembra o papel do Espírito que decorre da ressurreição de Jesus para a justificação regeneradora, ao invés de uma soteriologia forense.

BIBLIOGRAFIA

Macchia, Frank D. Spirituality and social liberation: the message of the Blumhardts in the light of Wuerttemberg pietism. Scarecrow Press, 1993.

Macchia, Frank. “The Question of Tongues as Initial Evidence: A Review of Initial Evidence, Edited by Gary B. McGee,” Journal of Pentecostal Theology 2 (1993):

Macchia, Frank D. “Tongues as a Sign: Towards a Sacramental Understanding of Pentecostal Experience,” PNEUMA: The Journal of the Society for Pentecostal Studies 15, no. 1 (1993): 68-76.

Macchia, Frank. The Struggle for Global Witness: Shifting Paradigms in Pentecostal Theology. In Globalization of Pentecostalism, ed. Murray Dempster, Byron Klaus, and Douglas Petersen. 8-29. Irvine, CA: Regnum Press, 1999.

Macchia, Frank. Baptized in the Spirit: A Global Pentecostal Theology. Grand Rapids, MI: Zondervan, 2006.

Macchia, Frank D. Justified in the Spirit: Creation, Redemption, and the Triune God. Vol. 2. Wm. B. Eerdmans Publishing, 2010.

Macchia, Frank D. The Trinity, practically speaking. InterVarsity Press, 2012.

Macchia, Frank D. “Pneumatological Feminist/Womanist Theologies: The Importance of Discernment.” Pneuma 35.1 (2013): 61-73.

Thomas, John Christopher, and Frank D. Macchia. Revelation. Wm. B. Eerdmans Publishing, 2016.

Macchia, Frank D. Jesus the Spirit baptizer: Christology in light of Pentecost. William B. Eerdmans Publishing Company, 2018.

Macchia, Frank D. “Baptism in the Holy Spirit-and-Fire: Luke’s Implicitly Pneumatological Theory of Atonement.” Religions 9.2 (2018): 63.

Macchia, Frank D. The Spirit-Baptized Church: A Dogmatic Inquiry. Bloomsbury Publishing, 2020.


Sobre Macchia

de Jong, Marinus. Thy Kingdom Come: Frank Macchia and Jürgen Moltmann on the Spirit and the Kingdom. University of Oxford, 2013.

Harris, I. Leon. “Holy Spirit as communion: Colin Gunton’s pneumatology of communion and Frank Macchia’s pneumatology of Koinonia.” University of Aberdeen, 2014. 

Stephenson, Christopher A. Types of Pentecostal theology: Method, system, spirit. Oxford University Press, 2013.

Værnesbranden, Torgeir. “Baptism in the Spirit : a theological analysis of the phenomenon of Spirit baptism” Mestrado em Teologia, MF, Oslo, 2020.

Mamon

Mamon (em grego μαμωνᾶς e em hebraico מָמוֹן) as riquezas ou sua personificação. O nome aparece em textos originalmente hebraicos (Sirácida 31:8; Pirkei Avot 2:12) ou de forma não traduzida em textos gregos (novamente Sirácida 31:8; Mt 6:24; Lc 16.9, 11, 13). Em aramaico aparece no Targum Jonathan Oseias 5:11; 1 Sm 8:3; 12:3b. Klein vê uma possível associação com אמן, confiança, firmeza.

Nas partes citadas de Mateus e Lucas, Jesus refere-se a Mamon como o apego idólatra às riquezas mundanas.

Margareth Fell

Margareth Fell (1614-1702), foi pregadora, missionária e uma das fundadoras da Sociedade Religiosa de Amigos (Quakers)

Fell escreveu o panfleto “Justificativa da Fala das Mulheres”, que argumentava em favor das mulheres como pregadoras. Lutou pela liberdade religiosa e esteve presa por suas convicções.

” Vemos, então, que Jesus [reconhecia/possuía?] o Amor e a Graça que aparecia nas Mulheres, e não os deprezava, e que, conforme o que está registrado nas Escrituras, ele recebeu tanto amor, bondade, compaixão e ternura para com ele das Mulheres quanto de quaisquer outros, tanto durante sua vida, quanto após eles terem exercido sua crueldade sobre ele (…).”

BIBLIOGRAFIA

http://www.quakersintheworld.org/quakers-in-action/14/Margaret-Fell

https://plato.stanford.edu/entries/margaret-fell/

Citação traduzida do panfleto mencionado.

Esboço oriundo do grupo Mulheres na Bíblia

Margery Kempe

Margery Kempe (c. 1378-depois de 1438). Pregadora e mística inglesa, cuja memória deve-se à sua autobiografia The Book of Margery Kempe.

Kempe casou-se e tornou-se mãe de 14 filhos durante sua vida. Depois de sofrer uma depressão pós-parto e uma sucessão de fracassos nos negócios, ela passou uma experiência de conversão. Revestida de dons da palavras de conhecimento, chorava, sentia a presença divina como um fogo. Ao retornar de uma peregrinação à Terra Santa manifestava com “rugidos” nos cultos — o que pode ser descrito como glossolalia.

Na época o movimento dos lolardos propagavam o ensino bíblico e a pregação leiga. Semelhante aos lolardos, Kempe percorreu a Inglaterra ensinando, conversando e conclamando ao arrependimento.

Questionada pelo Arcebispo de Yorque, o segundo na hierarquia da Igreja da Inglaterra, Kempe defendeu seu dever de proclamar o evangelho. O clero pressionava para que ela fosse queimada como herege.

O arcebispo começou a inquirição: “Ouvi dizer que você é uma mulher muito má.” Margery, confiante que obedecia ao mandado de Deus, respondeu: “Também ouvi dizer que você é um homem mau. E se você for tão perverso quanto as pessoas dizem, nunca chegará ao céu, a menos que se arrependa enquanto estiver aqui.”

Os resultados de suas pregações são notórias. Um certo Thomas Marchale ficou totalmente comovido com lágrimas quando “nosso Senhor visitou seu coração com graça”. Estando no campo, ele chorou e caiu. Um dos padres que a baniu de sua igreja depois foi ler o Evangelho na missa quando “nosso Senhor também o visitou… com tanta graça e tanta devoção… que ele chorou espantosamente”.

Analfabeta, Kempe ditou seu livro a escribas. Indagada de onde veio o conhecimento com qual pregava, Margery reividicava a guia do Espírito Santo.

O livro aparentemente teve popularidade no século XV, mas somente seria encontrado em 1912 e publicado em 1940. É uma das mais antigas autobiografias em língua inglesa.

BIBLIOGRAFIA

Midiã

Midiã era uma região antiga localizada no noroeste da Arábia ou sul do Levante, habitada pelos midianitas, os descendentes de Midiã, filho de Abraão por meio de sua concubina Quetura (Gn 25:1-6).

Comparado com outros povos do antigo Oriente Próximo, o conhecimento sobre Midiã e os midianitas é limitado.

A localização geográfica exata do território dos midianitas é desconhecida. Tradicionalmente Midiã aparece situado a leste do Golfo de Aqaba, na Transjordânia e leste da península do Sinai. Ptolomeu (Geografia, 7.7) menciona um lugar chamado Modiana, na costa da Arábia; talvez seja a mesma Madyan dos geógrafos árabes.

A datação cronológica também é imprecisa. As referências bíblicas aos midianitas se concentram nas histórias do Êxodo, Juízes. Eles não são mencionadas nas fontes neo-assírias.

Outros povos bíblicos localizados a leste e sudeste do antigo Israel (Amon, Moabe e Edom) tiveram informações acrescidas pela arqueologia. Já para os midianitas, o que se sabe sobre eles deriva-se quase exclusivamente da Bíblia ou de tradições tardias quando eles já não existiam.

As evidências bíblicas e arqueológicas indicam que a adoração a Yahweh era corrente em Midiã, mas isso não impediu confrontos militares entre israelitas e midianitas. Moisés refugiou-se entre os midianitas (Ex 2:21-22, 18:2-5), casando-se com Zípora, filha de Jetro (Jeter ou Hobabe), sacerdote de Yahweh.

Em Nm 10, Moisés pede a Hobabe que guie os israelitas em sua jornada para a terra de Canaã. Apesar da recusa deste último, Moisés o exorta a atender ao seu pedido, prometendo-lhe uma porção no bem futuro que Deus tem reservado para o Seu povo. Nesse ponto, porém, a narrativa é interrompida.

Outro notável incidente com os midianitas é registrado em Números 25:1–18, na apostasia de Baal-Peor. Também é aludida em Sl 106, Js 22 e Os 9:10. O casamento misto e a prostituição diante de Baal-Peor resulta na intervenção de Fineias e depois em guerra (Nm 31:7-18).

No período dos juízes, os midianitas teriam dominado Israel por seis anos. Após o ciclo de Gideão (Jz 6-8), os midianitas foram subjugados diante dos filhos de Israel (Jz 8:28). Somente em alusões a essa vitória – Sl 83, Is 9:4; 10: 6, e Hc 3: 7 – que Midiã volta a ser mencionada na Bíblia.

Achados arqueológicos dos séculos 13 e 12 a.C. indicam uma cultura material que possivelmente seria midianita. A cerâmica associada a esta cultura é denominada “cerâmica midianita” ou “Qurayyah”.

Os sítios arqueológicos em Timna, ao norte de Eilat, coincide com as antigas minas de cobre sob controle egípcio e um templo para a deusa egípcia da mineração, Hathor. Na segunda metade do século XII a,C, com o enfraquecimento do poder egípcio, supostamente os midianitas dominaram a região. Indícios de uma tenda de culto foi encontrada e o templo egípcio de Hathor foi remodelado. A mutilação do rosto de Hathor e o resto dos objetos destruídos encontrados entre os penhascos ​​de Timna poderiam indicar o possível culto a Yahweh de forma aniconista.

VIDE
Hipótese Midianita

Quenitas

Recabitas