Regra de Granville Sharp

O reformador político, abolicionista e helenista inglês Granville Sharp (1735–1813) em 1798.

Notou o um fenômeno gramatical no grego similar à hendíade. Quando dois substantivos comuns singulares descrevem uma pessoa, sendo unidos por uma conjunção aditiva, possuíndo um artigo definido antes do primeiro substantivo, mas não o segundo, então ambos os substantivos se referem para à mesma pessoa.

A relevância dogmática dessa relação sintática foi encontrar uma alta cristologia em Tito 2:13 e 2 Pedro 1:1.

1QS – Regra da Comunidade

O manuscrito 1QS ou Regra da Comunidade (anteriormente Manual de Disciplina) é um dos primeiros encontrados nas cavernas do Mar Morto.

Era um documento importante da Comunidade de Qumran, pois instruía nas normas de admissão e pertencimento ao grupo

Possui quatro partes.

Inicia com instruções para a admissão de novos membros e para um festival anual de renovação do pacto.

A segunda parte expõe a doutrina dos dois espíritos: concepção dualista dos espíritos e filhos da luz contra os espíritos das trevas ou filhos da maldade.

Seguem as regras para a ordem da comunidade, incluíndo um catálogo de punições.

Termina com instruções para a oração e um salmo.

Redorno Maurutto

Redorno Maurutto (1914-1975) foi ministro da Congregação Cristã no Brasil.

Nascido em uma colônia italiana, Dobrada, próximo a Araraquara, em 1931 — junto de seu pai Ricardo — recebeu o evangelho pregado por Atílio Santello. Batizaram-se em Itápolis e deram início a uma obra de evangelização entre italianos em Pindorama. Ainda novo, em 1933 já era o responsável pelos cultos e seria ordenado em 1937.

Maurutto foi pioneiro de várias igrejas no interior paulista, na região central do estado.

Casou-se com Luiza Zittelli, de Itápolis, uma violinista na igreja.

Foi homenageado com ruas em seu nome em São José do Rio Preto, Pindorama e Taquaritinga.

BIBLIOGRAFIA
Alves, Leandro Alexandrino. “Origem Da Congregação Cristã No Brasil de Araraquara-SP (1932-1964).” Trabalho de Conclusão de Curso de graduação em História, Centro Universitário Central Paulista – UNICEP, 2011.

Câmara Municipal de Taquaritinga. Projeto de lei que denomina a rua com nome Redorno Maurutto. 2017

Teoria do resgate

A teoria do resgate é uma perspectiva sobre obra de rendenção de Jesus Cristo.

A teoria do resgate ensina que Jesus Cristo morreu como sacrifício de resgate, pago a Satanás (a visão mais dominante) ou a Deus Pai. A ênfase é sobre a morte de Jesus Cristo, o que ela significa e seu efeito na humanidade. O foco do resgate é libertar da escravidão do pecado. A morte de Jesus seria um pagamento para pagar a dívida da humanidade herdada a partir de Adão.

O resgate ou a redenção era o preço pago pela libertação de escravos ou da alforria. As bases bíblicas principais são Mt 20:28 e 1 Pe 1:18-19.

Pressupostos de escravidão e cativeiro na Bíblia aparecem como nossa escravidão sendo pecado, culpa, maldição (Gl 3:13), sujeição sob um domínio (1 Co 15:56). O resgate bíblico teria vários aspectos, como a libertação da escravidão, restauração à liberdade e ao privilégio de filhos de Deus, pagamento da redenção, preço pago a alguém com alguma reivindicação anterior.

Outros trechos para fundamentar essa teoria seriam 1 Tm 2:6, Tt2:14, Hb 9:12, Ef 1:7, Rm 3:24-25. Enquanto algumas passagens empregadas para embasar o resgate pago a Satanás são Cl 2:15 João 12:31; Hb 2:14-15, 9:12 .

Frequentemente o resgate é explicado ao lado da Teoria da Influência Moral. A teoria de Christus Victor é semelhante, com Cristo resgatando os pecadores, porém sem o pagamento. Tendo a humanidade ficada cativa desde Adão, a justiça exigia que Deus pagasse um resgate a Satanás. Entrentanto, Satanás não percebeu que Cristo não poderia ser mantido nos grilhões de morte. Uma vez que a morte de Cristo foi feita como resgate, a justiça foi satisfeita e Deus providenciou a libertação completa.

Esta teoria encontra suas raízes na Igreja Primitiva, particularmente em Orígenes do século III. Seu maior expoente na Antiguidade foi Gregório de Nissa.

Gregório fez uma analogia com um anzol em sua Oração Catequética. Uma vez que a humanidade estava sob o poder do diabo (ou morte) depois da Queda no Éden, a justiça de Deus exigia que Deus reconquistasse a humanidade através do pagamento de um resgate (Cristo) em vez de tomá-la de volta à força. Após a queda, ao invés de a humanidade retornar a um estado imutável e animal, o ser humano passou a ansiar em tornar-se cada vez mais perfeito, mais parecido com Deus, mesmo que a humanidade nunca entenda, muito menos alcance, a transcendência de Deus. A vinda de Cristo atendeu esse anseio enquanto o Diabo foi enganado em aceitar como resgate um pagamento que ele não poderia reter: a morte de Cristo. Portanto, o triunfo de Cristo removeu a barreira de acesso a Deus.

No dizer de Máximo, o Confessor:

O Senhor preparou Sua carne no anzol de Sua divindade como isca para o engano do Diabo, para que, como a serpente insaciável, o Diabo tomasse Sua carne em sua boca (já que sua natureza é facilmente superada) e estremeceria convulsivamente no gancho da divindade do Senhor e, em virtude da carne sagrada do Logos, vomitar completamente a natureza humana do Senhor, uma vez que ele a engoliu. Como resultado, assim como o diabo anteriormente atraiu o homem com a esperança da divindade e o engoliu, também o próprio diabo seria atraído precisamente com as vestes carnais da humanidade; e depois vomitaria o homem, que havia sido enganado pela expectativa de tornar-se divino, tendo o próprio diabo sido enganado pela expectativa de tornar-se humano. A transcendência do poder de Deus se manifestaria então através da fraqueza de nossa natureza humana inferior, que venceria a força de seu conquistador. Além disso, seria mostrado que é Deus quem, usando a carne como isca, vence o diabo, e não o diabo conquistando o homem, prometendo-lhe uma natureza divina.

Ad Thalassium 64

Em tempos recentes, C.S. Lewis usou a cena da morte do leão Aslan em suas Crônicas de Nárnia, algo que poderia ser visto como teoria do resgate conforme a analogia do azol de Gregório de Nissa. No entanto, em seus outros escritos teológicos, Lewis apresenta versões de uma teoria da recapitulação.

A principal controvérsia com esta teoria é o ato de pagar ao Diabo. Entretanto, nem todos os adeptos da teoria do resgate acreditam que quem foi pago foi o Diabo, mas neste ato de resgate Cristo liberta a humanidade da escravidão do pecado e da morte.

BIBLIOGRAFIA

Boaheng, Isaac. “A Theological Appraisal of the Recapitulation and Ransom Theories of Atonement.” E-Journal of Religious and Theological Studies 8, no. 4 (2022): 98-108. 

Gregório de Nissa. Oração Catequética.

Ray, Darby Kathleen. Deceiving the devil: Atonement, abuse, and ransom. Pilgrim Press, 1998.

Teoria da recapitulação

A teoria da recapitulação é uma das antigas perspectivas para explicar a obra de expiação ou reconciliação que Cristo proporcionou em benefício da criação.

O evento primário da expiação é a entrada de Deus na vida humana na encarnação (João 1:14. 18; 12:46; Rm 5:15-21; Hb 2:10). Um dos textos centrais para essa doutrina é Efésios 1:10:

E o plano é este: no devido tempo, ele reunirá [anakephalaiōsasthai, recapitulará] sob a autoridade de Cristo tudo que existe nos céus e na terra. NVT

Recapitulação tem vários sentidos, mesmo dentro dos escritos de Irineu de Leão (c. 130 – c. 200), seu principal proponente. Referente à doutrina da expiação, segundo Irineu, Cristo recapitulou a história cósmica como o novo representante da humanidade. Não por menos recapitulare (anakefalaiosis) significa “recolocar a cabeça”. Tal como Adão, Jesus foi o representante da humanidade nesse grande plano da criação. Diferente do imperfeito Adão, Cristo era perfeito; portanto, capaz de redimir toda a criação.

Recapitulação também é o sumário, o apanhado geral ou a culminação de tudo que veio antes. Fazia parte do plano de redenção desde o princípio recapitular todas coisas por Cristo a partir da encarnação. A criação e a redenção consumam-se em uma união plena.


“Por causa de seu amor incomensurável, Ele se tornou o que somos para permitinos a nos tornarmos o que Ele é.”

Irineu. Contra as Heresias, 5.


Quando o Logos tornou-se humano a natureza humana foi restaurada porque a vinda de Cristo alterou drasticamente toda a história e pessoa humana.

Numa das primeiras compreensivas exposições sobre a expiação, Atanásio (c. 297 – 373) (A encarnação do Verbo 2,9; 4,20) aborda a recapitulação dentre outras teorias.

Vale notar que nem Irineu ou Atanásio ficaram restritos a uma teoria. Na realidade, Irineu descreve a salvação de três modos: como a conquista do inimigo da humanidade; como nos tornando participantes da incorruptibilidade; e como somos participantes na adoção como filhos. Observe em particular a ligação entre incorrupção e adoção. Ambos Irineu e Atanásio empregam terminologia sacrificial ao falar da obra de Cristo, mencionam a derrota de Satanás por Cristo e a libertação da humanidade do poder escravizador de Satanás. Finalmente, vale atentar-se que eles não articulararam a doutrina da reconciliação de forma sistemática.

A doutrina da recapitulação seria base para posteriores reformulações. Por considerar toda a criação redimida por Cristo, essa doutrina tem escopo atemporal e progressivo. Ou seja, não restringe os efeitos da obra reconciliatória em determinadas economias (fases) da história de salvação. Também, é base para a doutrina da teose e da soteriologia ortodoxa oriental.

Uma variante comum na era patrística é chamada de “teoria física”. Fundamentada no conceito neoplatônico de que todos os seres humanos estão conectados por meio de sua natureza comum ou physis, o Logos encarnou-se e assim restaurou a natureza humana à perfeição. Desse modo, o ser humano viveria uma vida sem pecado e totalmente centrada em Deus, restaurada automaticamente a natureza humana. No entanto, esta perspectiva tem uma dificuldade quando contradita pela contínua pecaminosidade e pelo problema do mal ainda facilmente atestáveis.

As doutrinas posteriores no cristianismo centraram a expiação (reconciliação) mais na morte e ressurreição de Cristo. Contudo, aspectos da teoria governamental e na soteriologia transformativa refletem elementos da teoria da recapitulação.

BIBLIOGRAFIA

Atanásio. A encarnação do Verbo.

Irineu. Contra as heresias.

Boersma, Hans. “Justification within Recapitulation: Irenaeus in Ecumenical Dialogue.” International Journal of Systematic Theology: IJST 22, no. 2 (2020): 169-90. 

Hart, Trevor A. “Irenaeus, Recapitulation and Physical Redemption” in Hart, Trevor A.; Thimell, Daniel P. (eds.) Christ in our place: the humanity of God in Christ for the Reconciliation of the World. Essays presented to professor James Torrance. Exeter: Paternoster, 1989.

Steenberg, M. C. Irenaeus on Creation: The Cosmic Christ and the Saga of Redemption. Vol. V. 91. Supplements to Vigiliae Christianae. Leiden: Brill, 2008. 

Williams, David T. “Another Look at Recapitulation.” Pharos Journal of Theology, 101 (2020).

Reforma na Itália

A Reforma protestante começou em 1520 nos estados italianos com a circulação de ideias luteranas e de outros reformistas.

O conflito entre guelfos e guibelinos, além da presença de dissidentes como os valdenses, bem como movimentos de reforma moral como o de Savonarola abriram caminho para a reforma na Itália. No entanto, a repressão foi pesada. Vários grupos de reformadores foram exilados e as comunidades protestantes italianas continuaram a existir no norte da Europa, da Suíça à Inglaterra e Polônia.

Associado ao movimento humanista, a Reforma italiana teve suas vertentes spirituali, filo-luterana, anabatista, não trinitária e pró-reformas suíça e francesa que mais tarde seriam identificadas com o calvinismo. Panfletos como O benefício de Cristo crucificado e a Bíblia Diodati são legados literários da Reforma italiana.

Teologicamente, a Reforma italiana contribuiu tanto à ao anglicanismo com uma proposta de uma reforma de via média reformista quanto à calvinismo com uma exegese informada pelo humanismo renascentista.

Seidel Menchi (1994) apresenta a seguinte cronologia da Reforma italiana:

  1. “Chamado teológico às armas” (1518-1542): circulação de ideias reformadoras entre uma elite discreta que esperava reformar o catolicismo internamente, convergindo entre o movimento filo-protestante e o espiritual. O círculo de Juan Valdés em Nápoles estava nessa fase.
  2. “Difusão espontânea” (1542-1555), quando a dissidência passou dos círculos da elite para os comerciantes e artesãos nos centros urbanos do norte da Itália.
  3. “Repressão” (1555-1571), durante os reinados dos papas Paulo IV e Pio V. Uma grande parte dos reformadores italianos emigram. Várias famílias de Lucca se refugiam principalmente na Suíça.
  4. “Extinção” (1571-1588), depois de os julgamentos por heresia diminuírem, a Inquisição voltou sua atenção para a magia e a feitiçaria.

VEJA TAMBÉM

  • Aônio Paleário
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  • Paolo Sarpi
  • Pier Paulo Vergerio
  • Pietro Mártire Vermigli
  • Vittoria Colonna

BIBLIOGRAFIA

Seidel Menchi, Silvana. “Italy.” In The Reformation in National Context. Edited by Robert Scribner, Roy Porter, and Mikuláš Teich, 181–201. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 1994. DOI: 10.1017/CBO9780511599569

Overell, M. Anne. Italian Reform and English Reformations, c. 1535–c. 1585. Routledge, 2016.

Overell, M. Anne. Nicodemites: faith and concealment between Italy and Tudor England. Brill, 2018.

Recepcionismo e presença mística

Recepcionismo é uma perspectiva doutrinária sobre a natureza do pão e do vinho na Santa Ceia na tradição anglicana e metodista.

O recepcionismo postula que o pão e o vinho permanecem inalterados durante a oração de consagração, mas que o crente por fé recebe o corpo e o sangue de Cristo na comunhão.

A presença mística é um entendimento derivado, encontrado entre metodistas, movimento de santidade (Holiness) e alguns reformados. Semelhante à postura luterana de que Cristo está presente “em, com e sob” o pão e no vinho, há uma visão integradora subjetiva (a lembrança da obra de Cristo por parte do comungante) e objetiva (comunicação eficaz por graça do Deus triuno).

RECEPCIONISMO NA TRADIÇÃO ANGLICANA

O recepcionismo era a teologia eucarística predominante nos dois primeiros séculos do Anglicanismo, visível nos 39 Artigos de Religião:

ARTIGO XXVIII – DA CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor não só é um sinal de mútuo amor que os cristãos devem ter uns para com os outros; mas antes é um Sacramento da nossa Redenção pela morte de Cristo, de sorte que para os que devida e dignamente, e com fé o recebem, o Pão que partimos é uma participação do Corpo de Cristo; e de igual modo o Cálice de Bênção é uma participação do Sangue de Cristo.

A Transubstanciação (ou mudança da substância do Pão e Vinho) na Ceia do Senhor, não se pode provar pela Escritura Sagrada; mas antes repugna às palavras terminantes da Escritura, subverte a natureza do Sacramento, e tem dado ocasião a muitas superstições. O Corpo de Cristo é dado, tomado, e comido na Ceia, somente dum modo celeste e espiritual. E o meio pelo qual o Corpo de Cristo é recebido e comido na Ceia é a Fé.

O Sacramento da Ceia do Senhor não foi pela ordenança de Cristo reservado, nem levado em procissão, nem elevado, nem adorado.

A postura anglicana combinou matrizes filósoficas do nominalismo e do realismo. Rejeitou os polos extremos de realismo (transubstanciação) e o nominalismo (memorialismo). Tido por vezes como uma hesitação em precisar seus termos teológicos, essa corrente doutrinária recebeu tal designação em 1867.

RECEPCIONISMO E PRESENÇA MÍSTICA NA TRADIÇÃO METODISTA

Na formulação dos 25 Artigos de Religião do Metodismo, John Wesley revisou os artigos de fé anglicanos, mas manteve esse entendimento, dentro da Ceia do Senhor como graça e meio de graça:

Artigo 18 — Da Ceia do Senhor
A ceia do Senhor não é apenas um sinal do amor que os cristãos devem ter uns pelos outros, mas é um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo; de modo que, para aqueles que corretamente, dignamente e com fé recebem o mesmo, o pão que partimos é uma participação do corpo de Cristo; e da mesma forma o cálice de bênção é uma participação do sangue de Cristo.

A transubstanciação, ou a mudança da substância do pão e do vinho na ceia de nosso Senhor, não pode ser provada pela Sagrada Escritura, mas é repugnante às palavras claras da Escritura, derruba a natureza de um sacramento e deu ocasião a muitas superstições .

O corpo de Cristo é dado, tomado e comido na ceia, somente de uma maneira celestial e espiritual. E o meio pelo qual o corpo de Cristo é recebido e comido na ceia é a fé. O Sacramento da Ceia do Senhor não foi reservado pela ordenança de Cristo, levado, exaltado ou adorado.

Gradativamente o metodismo americano e o movimento de santidade adotaram uma posição memorialista, ainda que entendimentos da ceia como mistério e recepcionismo persistam.

Diferente dos reformadores magistrais, o recepcionismo considera o lado do comungante tanto quanto dos elementos na Santa Ceia. Assim, o entendimento metodista evoluiu para uma união mística com Cristo na Ceia. Essa celebração remete à vida Cristo, mas não é primariamente uma lembrança ou memorial. Tampouco é transubstanciação, embora valorizem o pão e o vinho como meios tangíveis essenciais pelos quais Deus opera. A presença divina ocorre de forma temporal e relacional. Na Santa Ceia da igreja, o passado, presente e futuro do Cristo vivo se reúnem pelo poder do Espírito Santo para que possam receber e incorporar Jesus Cristo como a graça do salvador para o mundo inteiro.

PRESENÇA MÍSTICA NA TRADIÇÃO REFORMADA

Apesar da teoria da presença real de Calvino e o memorialismo de Zwínglio sejam predominantes, entre reformados alemães nos Estados Unidos há uma vertente que adere à presença mística. A chamada Teologia de Mercersburg chegou a esse entedimento reavaliando as posturas históricas da Igreja e aproximando-se da posição luterana.

RECEPCIONISMO NO MOVIMENTO PENTECOSTAL ITALIANO

A linguagem recepcionista aparece na formulação original dos pontos de doutrina aprovados em Niagara Falls, mas alterados em 1933. No entanto, faltam subsídios para afirmar quais as posturas teológicas de seus formuladores à epoca de sua redação.

VIII. Cremos que na santa ceia o corpo de Cristo é dado, recebido, comido em um modo celeste e espiritual. É que esse meio pelo qual é recebido e comido é a fé. Luc. 22:19; 1 Cor. 11:24.

VEJA TAMBÉM

Santa Ceia

Transubstanciação

Consubstanciação

Presença real

Memorialismo

BIBLIOGRAFIA

Douglas, Brian. A Companion to Anglican Eucharistic Theology. 2 V. Boston: Brill, 2012.

Nevin, John Williamson. The Mystical Presence: A Vindication of the Reformed or Calvinistic Doctrine of the Holy Eucharist. JB Lippincott, 1867.

United Methodist Church. This Holy Mystery: A United Methodist Understanding of Holy Communion. General Conference of The United Methodist Church, 2004.

Roberto Silvestre Bento

Roberto Silvestre Bento (1940-2021) foi advogado, jurista e teólogo brasileiro.

Nascido em Igarapava, São Paulo, graduou-se em Direito e foi professor da Universidade Federal de Uberlândia. Como advogado, atuou como diretor do Núcleo Juridico do Banco do Brasil em Uberlândia.

Membro da Congregação Cristã no Brasil em Uberlândia, Minas Gerais, Roberto Bento refletiu sobre eclesiologia, teologia ministerial e escatologia, além de temáticas devocionais. Publicou por sua conta quatro livros teológicos e um jurídico.

BIBLIOGRAFIA

https://derlibento.wixsite.com/livrosroberto

Bento, Roberto Silvestre. Cardápio de Reflexões. Uberlândia, n.d.

Bento, Roberto Silvestre. O Governo Da Igreja. Uberlândia, n.d.

Bento, Roberto Silvestre. O Resgate Do Cooperador de Jovens e Menores. Uberlândia, n.d.

Bento, Roberto Silvestre Sequências Escatológicas. Uberlândia, n.d.

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Horvat Rosh Zayit

Horvat Rosh Zayit, em árabe Khirbet Ras Zetun (“Ruína da Ponta da Oliveira”), é um sítio arqueológico do início do período israelita situado na Floresta Segev na Baixa Galileia.

Escavações realizadas sob a direção do arqueólogo Zvi Gal encontraram uma grande fortaleza (16 x 15,5 metros) do século 10 a.C. Possui um pátio central cercado por salas, todas cercadas por imponentes fortificações sem portão. A entrada na fortaleza parece ter sido feita com a ajuda de escadas de madeira. Entre os itens encontrados dentro do complexo estavam dezenas de vasos de barro contendo sementes de trigo e jarros para armazenar vinho e azeite.

O sítio não deve ser confundido com Tel Zayit, onde foi encontrado o Abecedário de Zayt, próximo a Jerusalém.

A proximidade com uma vila árabe ainda hoje chamada de Cabul (a 2 km do sítio) fez com que Gal identificasse este sítio com a Terra de Cabul de 1 Reis 9:11-13.

11 (para o que Hirão, rei de Tiro, trouxera a Salomão madeira de cedro e de faia e ouro, segundo todo o seu desejo). Então, deu o rei Salomão a Hirão vinte cidades na terra de Galileia. 12 E saiu Hirão de Tiro a ver as cidades que Salomão lhe dera, porém não foram boas aos seus olhos. 13 Pelo que disse: Que cidades são estas que me deste, irmão meu? E chamaram-nas: Terra de Cabul, até hoje.

BIBLIOGRAFIA

Gal, Zvi. “The Iron Age ‘Low Chronology’ in Light of the Excavations at Ḥorvat Rosh Zayit.” Israel Exploration Journal 53, no. 2 (2003): 147-50.