Tom Gregg

Tom Greggs é um teólogo sistemático britânico, professor de Divindade Marischal na Universidade de Aberdeen e diretor do Center of Theological Inquiry, em Princeton. Nascido em Liverpool, foi o primeiro membro de sua família a prosseguir estudos além dos 16 anos. Inicialmente, orientou sua formação para o ministério metodista.

Estudou teologia no Christ Church, em Oxford, e concluiu o doutorado no Jesus College, em Cambridge, sob a orientação de David Ford. Em 2019, foi eleito membro da Royal Society of Edinburgh.

Entre suas principais obras estão Barth, Origen, and Universal Salvation, publicado pela Oxford University Press em 2009, e The Breadth of Salvation, publicado pela Baker em 2020. Sua produção acadêmica situa-se no campo da teologia sistemática, com ênfase na tradição pós-barthiana, no universalismo cristão e na eclesiologia protestante.

Galgal

A palavra hebraica גַּלְגַּל galgal significa “roda que gira” aparece para referir-se ao carro celestial (Ezequiel 10:13).

A visão de Ezequiel descreve seres celestiais e um trono móvel, com rodas dentro de rodas, que se movem em sincronia e parecem estar cheias de olhos. A palavra galgal neste contexto sugere um movimento complexo e dinâmico. Sua image transmite ideias de majestade, onipresença e controle de Deus.

BIBLIOGRAFIA

Christman, Angela GR. ” What did Ezekiel see?”: Christian exegesis of Ezekiel’s vision of the chariot from Irenaeus to Gregory the Great. Vol. 4. Brill, 2005.

Elitzur, Yoel. “The Meaning of’Gilgal’.” Revue biblique 126.3 (2019): 321-343.

Evans, A. H. M. “The Movement of Ezekiel’s ‘Living Beings’ in 4Q403 Shirot ‘Olat Hashabbat. Part I: The Seventh Song.” Journal for Semitics 26.2 (2017): 647-62.

VEJA TAMBÉM

Ophanim

Gilberto Gorgulho

Gilberto da Silva Gorgulho (1933-2012), conhecido como Frei Gorgulho, foi um biblista brasileiro.

Sua contribuição para o estudo bíblico no Brasil inseri-se no movimento de leitura popular da Bíblia. Gorgulho foi um dos coordenadores, ao lado de Ivo Storniolo e Ana Flora Anderson, da edição em língua portuguesa da renomada Bíblia de Jerusalém, publicada pela Paulus em 2002 e atualizada em 2012. Além dessa obra de referência, Gorgulho foi coautor de outros livros e estudos bíblicos, incluindo trabalhos sobre os Evangelhos de Marcos e João, e o livro A Justiça dos Pobres – Mateus. Também se dedicou à preparação de “círculos bíblicos”, uma iniciativa que visava promover o estudo e a reflexão sobre a Bíblia em comunidades.

Além de sua produção bibliográfica na área da teologia e exegese bíblica, Gilberto da Silva Gorgulho foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e da Academia Goiana de Letras (AGL), além de Conselheiro do Conselho Estadual de Cultura de Goiás e fundador da Academia Itaberina de Letras e Artes (AILA).

Galicanismo

O Galicanismo designa um conjunto de doutrinas e práticas eclesiásticas e políticas que afirmavam a autonomia da Igreja Católica na França, conhecida como Igreja Galicana, em relação à autoridade papal.

Este movimento, com raízes que remontam à Idade Média, como evidenciado pela Pragmática Sanção de Bourges em 1438, buscou limitar a jurisdição do papado sobre os assuntos temporais e espirituais do reino francês. Esse posicionamento valorizava os direitos do monarca francês e as antigas liberdades e costumes da Igreja local. O galicanismo atingiu seu apogeu no século XVII, sob o reinado de Luís XIV, com a promulgação da Declaração do Clero da França em 1682, redigida em grande parte por Jacques-Bénigne Bossuet.

Estes Quatro Artigos Galicanos constituíram o cerne da doutrina. Primeiro, o poder papal era estritamente espiritual, não se estendendo aos soberanos temporais. Segundo, a autoridade dos concílios gerais era superior à do Papa, em linha com os decretos do Concílio de Constança. Terceiro, o exercício da autoridade apostólica papal deveria respeitar os cânones, regras e instituições estabelecidas e aceitas no Reino e na Igreja da França. Quarto, embora o Papa tivesse o papel principal nas questões de fé, seus julgamentos não eram irreformáveis a menos que tivessem o consentimento da Igreja universal.

Essa afirmação de autonomia frequentemente entrelaçava-se com o poder real, que via no galicanismo um instrumento para consolidar o controle sobre a Igreja dentro de suas fronteiras, influenciando nomeações episcopais e a administração dos bens eclesiásticos. As teses galicanas suscitaram forte oposição de Roma, com papas como Inocêncio XI condenando os Artigos. Apesar da resistência papal e das complexas negociações políticas subsequentes, os princípios galicanos exerceram influência considerável na França até a Revolução Francesa.

A Concordata de 1801, firmada entre Napoleão Bonaparte e o Papa Pio VII, redefiniu as relações Igreja-Estado, e o Primeiro Concílio Vaticano em 1870, com a definição da infalibilidade papal, efetivamente minou as bases teológicas do galicanismo, embora certos sentimentos e práticas de autonomia eclesial tenham persistido em alguns círculos.

Gibeatita

O termo “gibeatita” é uma designação para uma pessoa originária ou habitante de Gibeá. Na Bíblia, encontramos essa designação associada a :

  • Aiezer: é mencionado em 1 Crônicas 12:3 como o chefe de um grupo de benjamitas valentes que se juntaram a Davi em Ziclague. Ele é identificado como filho de Semaá, de Gibeá.
  • Joás: Irmão de Aiezer, também filho de Semaá, e igualmente designado como gibeatita (1 Crônicas 12:3).

A presença desses dois irmãos, Aiezer e Joás, como líderes militares que apoiaram Davi e serem chamados de gibeatitas, indica que Gibeá era uma localidade conhecida e que produziu guerreiros notáveis.

Existem diferentes cidades chamadas Gibeá na Bíblia, o que pode causar confusão. A mais proeminente delas é Gibeá de Benjamim, que tinha um significado histórico e complexo, especialmente em relação a eventos narrados no livro de Juízes e por ser a cidade do rei Saul.

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