Dotã

Dotã (hebraico: דֹתָן), localidade mencionada duas vezes na Bíblia.

O filhos de Jacó tangiram suas ovelhas para Dotã. E, por sugestão de Judá, os irmãos venderam José aos mercadores ismaelitas (Gn 37:17). També foi a residência de Eliseu (2 Re 6:13) e o cenário de uma visão de carros e cavalos de fogo cercando a montanha da cidade (2 Re 6:17).

Atualmente, é identificada com Tel Dothan ou Tel al-Hafireh, próximo à cidade palestina de Bir al-Basha, no norte da Cisjordânia.

Tiro

Tiro (em fenício: 𐤑𐤓, romanizado: Ṣūr, em hebraico Tzor, significa “rocha”, grego Τύρος) no Líbano é uma das cidades continuamente habitadas mais antigas do mundo. (Cf. Is 23: 5-7).

Na idade do Ferro tornou-se um importante centro comercial e cidade-estado. Teve colônias pelo Mar Mediterrâneo, frequentemente chamado de Mar Tírio: ilhas do mar Egeu, Cartago, Sicília e na Córsega, na Espanha em Tartesso e em Gadeira (Cádiz). Junto do comércio floresceu uma indústria artesanal.

A cidade é elencada como parte da herança da tribo de Asser (Js 19:24–31). Contudo, os israelitas nunca a conquistaram (Js 13:3-4; 2 Sm 24:7). Durante a monarquia, Davi e Salomão tiveram uma aliança amigável com Hirão, rei de Tiro. (2 Sm 5:11; 1 Re 5:1-14; 9:11; 2 Cr 2: 3).

Tiro recebeu várias denúncias dos profetas que predisseram sua destruição (Is 23: 1; Jr 25:22; Ez 26; 28: 1-19; Joel 3:4 ; Am 1:9–10; Zc 9: 2–4).

Após a restauração, no tempo de Neemias o povo de Tiro fazia comércio no mercado de Jerusalém (Ne 13:16).

No Novo Testamento, Jesus refere-se a Tiro como um exemplo de cidade impenitente (Mt 11: 21–22; Lc 10:13), mas ministrou à sua população, como a mulher cananeia (Mt 15: 21–28).

A igreja foi estabelecida em Tiro (At 11:19). Paulo esteve por uma semana com os discípulos no retorno de sua terceira viagem missionária (At 21:2–4).

Embora hoje seja uma península, já foi uma ilha, cuja ponte terrestre foi construída no verão de 332 a.C. na conquista pelas forças de Alexandre, o Grande. A insularidade é atestada em Ez 27:32, que diz: “Quem era como Tiro, quando foi silenciada no meio do mar?” Antes da época de Hirão (cerca de 960 aC), Tiro tinha sido duas ilhas, mas ele uniu-as (Flávio Josefo).

BIBLIOGRAFIA

Katzenstein, H. J. “Tyre (Place)” Anchor Bible Dictionary, Vol. VI, pp. 686-692.

Gezer

Localidade bíblica e sítio arqueológico (Tel Gezer) na fronteira do sopé da Judeia e Shefelá e estrategicamente perto do cruzamento da Via Maris (a via costeira) com a estrada que leva a Jerusalém, Gezer foi um importante centro cananeu na Idade Média do Bronze (c. 1500 a.C.). É mencionada na Estela de Menerptá, no templo de Karnak, nas cartas de Amarna e possivelmente nos relevos cuneiformes do palácio de Tiglate-Pileser em Nimrud.

A cidade aparece no contexo da conquista de Canaã sob Josué (Js 10:33; Js 21; Jz 1:29) e da luta de Davi com os filisteus (2 Sm 5:25). Salomão recebeu a cidade como dote da filha de Faraó e fortificou-a, junto com Jerusalém, Megido e Hazor (1 Reis 9:15-16).

Tel Gezer foi um dos primeiros sítios arqueológicos escavados na Palestina. Inicialmente escavado na década de 1900, 0s arqueólogos Gezer identificaram 26 estratos que vão do Calcolítico tardio ao período romano. O Calendário de Gezer está entre os mais antigos textos distintivamente em hebraico encontrado. O lugar alto (bamah), um conjunto de dez monolitos, é identificado como centro cerimonial. A interpretação inicial de que esse centro cerimonial realizava sacrifícios infantis (cf. Gn 22, Jr 32:35; 2 Cr 28: 1-4; Ez 20: 26-29) hoje é rejeitada, mas certamente era um centro de relevância política e cultual.

Antigo Oriente Próximo

O Antigo Oriente Próximo (abreviado como AOP), em inglês Ancient Near East (abreviado como ANE), refere-se à região no nordeste da África (Egito, partes da Líbia e Sudão) e sudoeste da Ásia (Turquia, Síria, Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre, Iraque, Irã, estados do Golfo, Arábia Saudita e Iêmem).

O recorte temporal varia para o “Antigo”. O termo pode se referir aos períodos desde o surgimento da vida urbana até o final Idade do Ferro II no século VI a.C. ou mesmo até a emergência do Islã.

É uma região geograficamente estratégica como ponte terrestre conveniente. Possui rotas marítimas fáceis, transitáveis no verão ou inverno, tanto nas estações secas quanto nas chuvosas. Em quanto isso, o trânsito ao norte do Mar Cáspio era difícil no inverno. A Eurásia central era muito seca no verão. Os desertos restringiam a circulação em rotas especiais no Irã e no norte da África, tanto a leste como a oeste do vale do Nilo.

O abastecimento de água e o clima eram ideais para a introdução da agricultura. Oásias e vales verdes são margeados por pastos naturais. Várias espécies de grãos cresceram selvagens e havia pântanos e riachos que podiam ser facilmente drenados ou represados para semear trigo selvagem e cevada. A semente só tinha que ser espalhada sobre uma superfície suficientemente úmida para garantir algum tipo de colheita em condições normais.

Foi o berço de várias civilizações, como os sumérios e acadianos na Mesopotâmia, os egípcios, hitititas na Anatólia, persas no Irã, dentre outros.

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Crescente Fértil

Levante

Mesopotâmia

Crescente fértil

Região em forma de lua crescente no Oriente Médio que, em tempos antigos, se estendia do Egito e do Vale do Nilo ao longo da costa leste do Mar Mediterrâneo, passando pelos vales dos rios Tigre e Eufrates até o Golfo Pérsico. Foi a parte mais fértil do Oriente Médio e o berço das primeiras civilizações. O termo foi popularizado pelo arqueólogo James Henry Breasted (1865–1935).

A Crescente Fértil, dependento do autor, refere-se aos atuais Iraque, sudoeste do Irã, Kwaite, sul da Turquia, Síria, o Chipre, Israel, Palestina, Líbano, Jordânia, Egito e Sudão.

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Levante

Antigo Oriente Próximo

Mesopotâmia

A Mesopotâmia é a terra dividida pelos rios Tigre e Eufrates. Localiza-se nas nações atuais do Iraque, Síria, Turquia, Kwaite e Irã.

Na Bíblia aparece em hebraico אֲרַ֥ם נַֽהֲרַ֖יִם, como Aram Naaraim (lugar alto entre dois rios) ou em grego Μεσοποταμία (terra entre rios) em Gn 24:10; Dt 23:4; Jz 3: 8; 1 Cr 19: 6; na sobrescrição do Sl 60; Jz 3:10 (subentendido); At 2:9; 7:2.

HISTÓRIA

A civilização mesopotâmica surgiu ao longo das margens dos rios Tigre e Eufrates, em uma área plana, cujas inundações depositavam sedimentos ricos em nutrientes, continha terras pantanosas e repletas de peixes e aves. Nessa região rica, a concentração de pessoas leva à fundação de primeiras cidades nas quais viviam pessoas com atividades não diretamente relacionadas com a produção de alimentos.

Por volta de 3200 a.C. o povo sumério desenvolveu uma sociedade urbana, abastecida por agricultura de cereais e suprida pelo comércio. Entre eles emergiu a escrita cuneiforme para fins contábeis, surgindo primeiros textos como os quirógrafos (recibos) escritos em tabuletas de argila.

Nessas cidades, desenvolveram tijolos queimados ao fogo entre 3500–3100 a.C., época em que começaram usar o betume como liga. Por volta do ano 3000 a.C. passaram a utilizar a roda com eixo para transportes. A tecnologia de alvenaria permitiu que a cultura mesopotâmica fizesse construção monumentais, mas a lenha para queima dos tijolos permanecia escassa, sendo mais comuns os tijolos secos ao sol.

Os mesopotâmicos construíram seus edifícios sobre os restos de outras construções. Analogamente, sobre o mesmo território uma sucessão de povos foram hegemônicos: sumérios, acadianos, guti, renascimento sumério (Uruk III), assírios, Mari, amoritas, hurritas, hititas, elamitas, caldeus ou neobabilônicos, persas, gregos, romanos, partas e árabes.

Creta

Em grego Κρήτη, uma grande ilha no Mar Mediterrâneo a aproximadamente 160 km a sudeste do Peloponeso, no limite sul do Mar Egeu.

Creta é mencionada no relato da viagem marítima de Paulo a Roma (At 27) e como o local do ministério de Tito (Tt 1:5).

Paulo é registrado citando o poeta cretense Epimênides de Cnossos (c. século VI a.C.) em At:28 e Tt 1:12-13.