Abdom

Abdom ou Abdão, em hebraico עַבְדּוֹן ‘Abdon, “servil” ou “serviço”, nome de alguns personagens e uma localidade do Antigo Testamento.

  1. Abdom, filho de Hilel, efraimita da família dos piratonitas. É o décimo primeiro juiz mencionado no Livro dos Juízes (Juízes 12:13-15). Teve quarenta filhos e trinta netos, cujo descendentes montaam 70 jumentas. Reestabeleceu a ordem na região central de Israel após o conflito ente Jefté e os gileaditas.
  2. Abdom ou Ebrom em Js 19:28, vila dos levitas no território de Aser (Js 21:30; 1 Cr 6:74).
  3. Abdom filho de Jeiel, pai de Gibeom (1 Cr 9:35, 36), um dos benjamitas. Alguns manuscritos da LXX dão o nome “Jeiel”, que não está no Texto Massorético (cf. 1 Cr 9:35).
  4. Abdom filho de Mica, enviado pelo rei Josias à profetisa Hulda para consultar sobre o Livro da Lei descoberto no no templo (2 Cr 34:20), chamado Acbor em 2 Rs 22:12, provavelmente por erro de copista.

Seerá

Seerá é uma mulher que aparece apenas em 1 Crônicas 7:24, filha de Berias, filho de Efraim.

Seerá construiu três cidades: Baixa e Alta Bete-Horom e Uzém-Seerá.

BIBLIOGRAFIA

Olojede, Funlola. “Chronicler’s Women – a Holistic Appraisal.” Acta Theologica 33, no. 1 (2013): 158–74. https://doi.org/10.4314/actat.v33i1.8.

Olojede, Funlola.“Unsung Heroines of the Hebrew Bible : A Contextual Theological Reading from the Perspective of Woman Wisdom.” Dissertation, Stellenbosch : University of Stellenbosch, 2011.

Ainoã

Ainoã, em hebraico אֲחִינֹעַם‎ “meu irmão [é] agradável”. Nome de duas mulheres na Bíblia.

  1. Ainoã, esposa de Saul, filha de Aimaás. Provável mãe de Jônatas, Isvi, Malquisua, Merabe e Mical.
  2. Ainoã, a segunda das esposa do rei Davi. Originária de Jezreel e mãe de Amom.

Com base em 2 Sm 12:8, alguns intérpretes sugerem que seja a mesma pessoa. Outros biblicistas não consideram esse argumento convincente, dada a vedação de casar com sogra (Lv 20:14) e a passagem citada teria ocorrido no reinado de Isbaal.

BIBLIOGRAFIA

Edelman, Diana. “Ahinoam (Person)”, The Anchor Yale Bible Dictionary. (David Noel Freedman. ed.) New York: Doubleday, 1992, 1:118.

Acsa

Acsa, em hebraico עַכְסָה. Filha de Calebe e esposa de Otniel depois da captura de Quiriate-Sefer (Js 15: 16–17). Acsa demandou e recebeu de Calebe terras no sul, pois havia fontes de água (Js 15: 18-19).

BIBLIOGRAFIA

Fewell, Danna Nolan, and Gale A. Yee. “Deconstructive criticism: Achsah and the (e) razed city of writing.” Judges and method. New approaches in biblical studies (1995): 119-145.

Fleishman, Joseph. “A Daughter’s Demand and a Father’s Compliance: The Legal Background to Achsah’s Claim and Caleb’s Agreement.” Zeitschrift Für Die Alttestamentliche Wissenschaft 118, no. 3 (2006): 354–73.

Klein, Lillian R. “Achsah: What price this prize?.” Judges (1999): 18-26.

Ratner, Tsila. “Playing the father’s games: The story of Achsah, daughter of Caleb, and the princess’s blank sheet.” Journal of Modern Jewish Studies 3.2 (2004): 147-161.

Abiail

Abiail, em hebraico אֲבִיהַיִל, é nome comum a homens e mulheres na Bíblia.

  1. Abiail, sobrinha de Davi via seu irmão Eliabe (2 Cr 11:18).
  2. Abiail, um levita e ancestral de Zuriel (Nm 3:35).
  3. Abiail, tio de Mardoqueu e pai da rainha Ester (Et 2:15; 9:29).
  4. Abiail, filho de Huri, descendente de Gade (1 Cr 5:14).
  5. Abiail, esposa de Abisur e mãe de Abã e Molide (1 Cr 2:29).

Zilpa

Zilpa, em hebraico: זִלְפָּה, de significado incerto.

Uma das servas de Labão, dada a sua filha Leia. Depois de Leia ter tido quatro filhos deu Zilpa a Jacó como concumbina. Zilpa foi mãe de Gade e Aser, patriarcas dessas tribos em Israel.

Zilpa aparece exclusivamente no livro de Gênesis 29:24; 30:9–13, 18; 31:33; 32:22; 33:1–2, 5–6; 35:26; 37:2; 46:18.

BIBLIOGRAFIA

Juliana Claassens, L. “Reading Trauma Narratives: Insidious Trauma in the Story of Rachel, Leah, Bilhah and Zilpah (Genesis 29-30) and Margaret Atwood’s The Handmaid’s Tale.” Old Testament Essays 33.1 (2020): 10-31.

Reiss, Moshe; Zucker, David J.. “Co-opting the secondary matriarchs: Bilhah, Zilpah, Tamar, and Aseneth.” Biblical interpretation 22, no. 3 (2014):307-324.