Marie Dentière

Marie Dentière (n. 1495-d. c. 1561) reformadora, escritora e teóloga francesa.

Nascida na nobreza, na família d’Ennetières, deixou o convento agostiniano em Tournai e se juntou aos reformadores franceses em Estrasburgo em 1521. Casou-se com o huguenote Simon Robert e juntos acompanharam William Farel para o Valais suíço, onde Robert se tornou pastor.

Após tornar-se viúva, casou-se com Antoine Froment (n. 1509–d. 1581) em 1533 e mudou-se para Genebra em 1535. Na cidade, teria escrito um panfleto com a história da reforma genebrina. O casal estava entre os seguidores de João Calvino quando assumiu a liderança da Igreja Reformada no final de 1536.

Escreveu a Epistre tres utile, endereçada a Marguerite de Navarre, apareceu com o nome de um impressor falso em Genebra em 1539. A maioria das cópias foi confiscada e o impressor, Jean Girard, foi preso. Nessa epístola apresenta uma defesa das mulheres, inclusive o direito de as mulheres de interpretar e ensinar as Escrituras. Afirma os ensinamentos de Farel e Calvino sobre a salvação somente pela fé e rejeita a missa católica, o clero e o papado.

Dentière era mencionada casualmente como “a esposa de Froment” (uxor fromentis) na correspondência dos reformadores suíços.

Bel e o Dragão

Bel e o Drão é uma coletânea de passagens em que Daniel denuncia a fraude de dois cultos idólatras.

Esses textos fazem parte das Adições a Daniel, presentes na versão grega de Daniel. É considerado apócrifos no protestantismo, mas estão incluídas no cânone católico romano e ortodoxo grego.

Daniel demonstra ao rei Ciro que a estátua de Bel não pode realmente comer oferendas de comida. Depois, Daniel mata uma serpente (dragão) sagrada. Os adoradores jogam Daniel na cova dos leões, onde ele é milagrosamente alimentado por Habacuque, presumivelmente o mesmo do livro de Habacuque.

Henry Drummond

Nome de dois líderes evangélicos britânicos no século XIX.

  1. Henry Drummond (1786 – 1860), banqueiro inglês, parlamentar e um dos fundadores da Igreja Católica Apostólica (irvingitas).

Drummond estudou, mas sem graduar-se, em Oxford. Entrou para o Parlamento em 1810.

Em 1817 estava em viagem em Genebra e encontrou-se com Robert Haldane. Durante essa estada, contribuiu para o nascimento do réveil – o avivamento continental.

De volta à Inglaterra, Drummod envolveu-se com o movimento irvingita. Emtre 1826 e 1830 recebeu em sua propriedade as Conferências Albury Park sobre profecia bíblica. Cerca de 30 a 40 pessoas vinha a Albury Park para oração, cantar hinos, ler e discutir textos proféticos da Bíblia. Tais conferências ajudaram a propagar o pré-milenismo e o moderno sionismo cristão.

No outono de 1833, Drummond e outros do círculo de Irving fundaram a Igreja Católica Apóstolica. Essa denominação considerava-se a restauração da igreja primitiva, com seus dons e cargos.

Drummond foi apontado apóstolo para a Escócia e Suíça. Construiu um magnífico templo em sua propriedade em Albury Park 1840, onde viveu até sua morte.

2. Henry Drummond (1851 – 1897) evangelista e biólogo escocês.

Nascido em uma família de classe média, estudou na Universidade de Edinburgh. Influenciado por D. L. Moody e Ira Sankey, entrou para o ministério da Igreja Livre da Escócia.

Como palestrante acadêmico e pregador itinerante viajou pelas Ilhas Britânicas, América do Norte e Austrália. Fez trabalho de campo na África Central.

Drummond conciliava o evolucionismo darwinista com as doutrinas evangélicas. Como biólogo, era um proponente do altruísmo (como Kropotkin) como um dos fatores na evolução das espécies.

Seu ministério evangelístico era voltado principalmente para as juventudes.

Dorothy Wright

Dorothy Gregg Wright (1897-1986), uma pioneira pentecostal em Chicago e educadora cristã.

Dorothy Wright foi auxiliar do ministério de Cora Harris Mcilravy em Chicago. Nessa função, foi diretora da Elbethel Christian Work e co-pastora do Elbethel Christian Center.

Em 1934 Dorothy Wright foi convidada pela Congregazione Cristiana para ministrar a escola dominical para as novas gerações de língua inglesa.

BIBLIOGRAFIA

https://www.chicagotribune.com/news/ct-xpm-1986-07-30-8602240787-story.html

REV. DOROTHY GREGG WRIGHT Chicago Tribune • Jul 30, 1986 at 12:00 am https://www.familysearch.org/ark:/61903/1:1:QV57-7W7B?cid=fs_copy

“Wright, Dorothy Gregg 1970, 1977 – Elbethel”. Folder 75. David DuPlessis Collection. David Allan Hubbard Library. Fuller Theological Seminary.

Dorothy Ripley

Dorothy Ripley (1767–1832) foi uma evangelista britânica, que viajou nove vezes como missionária aos Estados Unidos, a primeira em 1801 e a última quando morreu em 1831 na Virgínia.

Ripley era quaker, mas era filha de um pregador leigo metodista. Nascida em Whitby, Inglaterra, cresceu entre os metodistas. Em 1797 sentiu compelida pelo Espírito Santo a pregar o evangelho aos povos escravizados no sul dos Estados Unidos. Compromissada em seu ministério, decidiu nunca se casar.

Ela viajou extensivamente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha como evangelista no circuito de reuniões campais e nas igrejas que lhe franqueavam os púlpitos. Embora seu ministério não fosse ligado a denominação alguma, o movimento que ela influenciou no Reino Unido resultou no Metodismo Primitivo, valorizando a participação da irmandade leiga nos cultos e na administração das igrejas.

Seu ministério foi voltado para os muitos desprivilegiados. Pregou aos indígenas Oneida, a homens e mulheres nas prisões, nas igrejas afroamericanas e às populações escravizadas no sul dos Estados Unidos.

Vivendo de fé e doação voluntária, muitas vezes foi acusada de ser uma mulher lasciva e até de se prostituir. No entanto, conseguiu publicar seis livros, cuja renda permitiu seu ministério e atendimento aos necessitados. Os títulos são Extraordinary Conversion and Religious Experience of Dorothy Ripley (1810); The Bank of Faith and Works United (1819); An Account of Rose Butler (1819); Letters Addressed to Dorothy RIpley (1807),  An Address to All Difficulties.

Ripley ganhou uma audiência com o presidente Thomas Jefferson para pedir sua permissão para ministrar aos escravos, pregar aos senhores de escravos e fundar uma escola para educar os libertos. Durante a reunião, ela repreendeu Jefferson por manter gente em cativeiro. Mais tarde, em março de 1806, Ripley foi convidada a pregar em um culto na igreja no edifício do Capitólio. Seria a primeira mulher a fazê-lo. Apesar da audiência lotada, Ripley concluiu que poucos ali haviam nascido de novo e fez uma exortação insistente que “o corpo de Cristo era o pão da vida e Seu sangue a bebida dos justos”.

BIBLIOGRAFIA

Everson, Elisa Ann, “A Little Labour of Love”: The Extraordinary Career of Dorothy Ripley, FemaleEvangelist in Early America. Dissertation, Georgia State University, 2007.
https://scholarworks.gsu.edu/english_diss/17

Dotã

Dotã (hebraico: דֹתָן), localidade mencionada duas vezes na Bíblia.

O filhos de Jacó tangiram suas ovelhas para Dotã. E, por sugestão de Judá, os irmãos venderam José aos mercadores ismaelitas (Gn 37:17). També foi a residência de Eliseu (2 Re 6:13) e o cenário de uma visão de carros e cavalos de fogo cercando a montanha da cidade (2 Re 6:17).

Atualmente, é identificada com Tel Dothan ou Tel al-Hafireh, próximo à cidade palestina de Bir al-Basha, no norte da Cisjordânia.

Diáspora

Diáspora ou dispersão, em grego διάσπορα, ou em hebraico golah, refere-se às comunidades israelitas fora de seu território dos antigos reinos de Judá e Israel.

No Período do Segundo Templo havia mais israelitas fora da Palestina, como parte da Diáspora.

As deportações foram a causa inicial da Diáspora. Os assírios levaram os israelitas de Samaria em 722 a.C., e os babilônios levaram alguns de Jerusalém em 586 a.C. Os Ptolomeus relocaram muitos para a Cirenaica. Mais tarde, Pompeu levaria muitos para Roma como escravos.

Adicionalmente, o aumento da população na Palestina pressionou a procurarem outros lugares. Centros urbanos no Egito, Ásia Menor, Mesopotâmia e outros lugares no Levante passaram a ter suas comunidades de israelitas nas quais as sinagogas ofereciam continuidade religiosa, legal e social.

Junto da Diáspora veio o sentimento de antissemitismo. Cícero tratava os judeus com ódio e medo. Tibério perseguiu a colônia judia em Roma. Cláudio decretou a expulsão dos judeus de Roma.

Os judeus da Diáspora mantinham fortes laços com Jerusalém e o Templo. Peregrinações frequentes eram feitas a Jerusalém para as festas . Nas sinagogas a leitura das Escrituras ocorriam em grego (LXX), em aramaico (Targum) e hebraico. Os padrões éticos da religião israelita atraíam gentios, com muitos convertendo formalmentes — os prosélitos — ou simplesmente acompanhando preceitos morais israelitas — os tementes a Deus.

A Diáspora foi crucial para a difusão do cristianismo. A esperança messiânica para a restauração e ajuntamento do povo de Israel era viva entre os judeus da Diáspora.

Decápolis

Decápolis em grego são as “dez cidades” greco-romanas visitadas por Jesus na região sul e leste do Mar da Galileia (Mc 5:20; 7:31).

Elas seriam Citópolis, Pella, Hipo, Dion, Gerasa, Filadélfia, Rafana, Canata, Gadara e Damasco. Contudo, vale atentar-se que essa lista variava ligeramente conforme os autores da Antiguidade.