Westminster Sisters

Agnes Smith Lewis (1843–1926) e Margaret Dunlop Gibson (1843–1920), eruditas bíblicas britânicas especializadas em línguas semíticas. Conhecidas pela redescoberta dos manuscritos da Geniza da Sinagoga do Cairo.

Filhas gêmeas de um jurista afluente, falavam alemão, francês e italiano quando deciriram aprender mais línguas e viajaram pela Europa e Oriente Médio em 1868.

As irmãs viajaram para o mosteiro de Santa Catarina no Sinai em 1892 e descobriram uma das primeiras versões siríacas dos Antigos Evangelhos Siríacos. Continuaram a coletar manuscritos e livros, fazendo importantes avanços nos estudos do aramaico cristão palestiniano. Colaboraram com os eruditos europeus de sua época, juntando mais de 1.700 manuscritos.

Identifiacaram na Geniza da Sinagoga Ben Ezra no Cairo, os fragmentos do qual seria um dos maiores achados em estudos bíblicos.

Pesquisaram em colaboração com Universidade de Cambridge, a qual nunca lhes concedeu diplomas às irmãs. Todavia, receberam títulos honorários das universidades de Halle, Heidelberg, Dublin e St Andrews.

Sarah Trimmer

Sarah Trimmer (1741 – 1810) foi uma filantropa e biblista britânica.

Anglicana devota, fundou várias escolas dominicais e escolas de caridade em sua paróquia. Escreveu livros e manuais para iniciar suas próprias escolas, inspirando outras mulheres, como Hannah More, a estabelecer programas de escola dominical e a escrever para crianças e os pobres. Trimmer argumentava que as escolas dominicais deviam ensinar não apenas a ler a Bíblia, mas a raciocinar e tirar conclusões teológicas e políticas.

 Publicou o  A Help to the Unlearned (1805), um comentário de um volume publicado em 1805 para disseminar o conhecimento bíblico.

Grace Aguilar

Grace Aguilar (1816 – 1847) foi uma escritora e biblista britânica.

Nascida em uma família judia de ascendência portuguesa, Aquilar defendia a formação de escolas para a população pobre, tanto para meninos quanto meninas. Promoveu o estudo do hebraico entre mulheres judias e a ampla leitura das Escrituras em inglês mesmo entre os judeus.

Ao entrar em contato com um rabino e editor americano Isaac Leeser, arranjou para a publicação seu tratado teológico The Spirit of Judaism (1842) como o volume inicial de uma nova série de livros. O manuscrito original foi perdido no mar, mas Aguilar foi capaz de recriá-lo a partir de suas notas.

Em 1845 apareceu As Mulheres de Israel – uma série de retratos delineados de acordo com as Escrituras e Josefo.

Elizabeth Baxter

Mary Elizabeth Foster Baxter (1837-1926) escritora, missionária e biblista britânica.

Nascida em uma família de quakers em Worcestershire, na Inglaterra. Converteu-se aos 21 anos e dedicou-se ao ministério evangelístico. Casada com Michael P. Baxter em 1868, foram pais de Michael Paget Baxter. O casal fundou a Casa Bethshan em 1880 para cuidar da cura do corpo e da alma. Foram influenciados por Andrew Murray, D. L. Moody e Ira Sankey. Em razão disso, participaram ativamente do movimento “Higher Christian Life”, promovido por William E. Boardman e difundido pela Convenção de Keswick.

O casal apoiava as campanhas de Moody na Inglaterra, publicando um pequeno jornal chamado “Signs of Our Times”. O jornal se expandiu para se tornar “The Christian Herald”.

Em viagem em férias à Suíça, o casal começou a realizar reuniões evangelísticas. Durante uma viagem na Alemanha, Elizabeth teve a experiência de ser capaz de pregar em alemão o suficiente para ser entendida, embora ela soubesse apenas poucas palavras do idioma. Nesse período, Elizabeth conheceu o pastor Otto Stockmayer, Samuel Zeller e teve contato com as obras de Dorothea Trudel e Johann Blumhardt.

Em 1886, os Baxters abriram uma casa de treinamento missionário, formando centenas de missionários. Estabeleceram as Missões Gerais Kurku e Central Hills e Ceilão e Índia na Índia. Na década de 1890, Elizabeth viajou pelo Canadá e pelos Estados Unidos. Em 1894, também conheceu e tornou-se amiga de Carrie Judd (mais tarde Montgomery), que havia aberto sua própria casa de recuperação em Nova York. Mais tarde, viajaria para as missões na Índia.

Publicou mais de quarenta livros, além de tratados volantes e panfletos. Seu Women in the Word (1897) faz um panorama com vários perfis de mulheres nas Escrituras.

Johann Tobias Beck

J. T. Beck (1804- 1878) foi um teólogo alemão notório por sua posição biblicista, realista e existencial.

Filho de uma família de classe média de Württemberg, estudou na Universidade de Tübingen de 1822 a 1826. Influenciado pelo pietismo radical e por Johann Albrecht Bengel; serviu como ministro em várias paróquias em Württemberg. Em 1836 passou a lecionar Universidade de Basel, mas em 1843 ele voltou para Tübingen.

Críticos dos hegelianos e das posições liberais e conservadoras teológicas de sua época, Beck era expoente de uma escola teológica própria. A Escola de Württemberg contrastava tanto com a escola crítica de Tübingen representada por Ferdinand Christian Baur quanto a escola historicista de F. Delitzsch e C. F. Keil. Para Beck, ambas eram demasiadamente especulativas.

A base para teologia não seria o “conhecimento especulativo” somente “conhecimento para a fé”. Qualquer coisa que não fosse biblicamente fundamentado não se qualifica como verdadeiro conhecimento de Deus. Ao invés de olhas as Escrituras como um objeto a ser examinado em seu contexto do passado histórico, Beck buscou encontrar nela a História de Salvação. Nisso, os eventos e testemunhos humanos que dariam origem ao texto bíblico canônico são irrelevantes à fé, pois o encontro do crente com esse plano divino na história documentada na Bíblia levaria à ação e paradoxos que forçariam a conhecer relacionamente a Deus. A razão humana ou a síntese feita pela Igreja poderiam até produzir ou não conhecimento verdadeiro, mas a exegese espiritual (pneumática) da Bíblia resulta da obra do Espírito Santo. Dessa forma, a teologia sistemática aos moldes da História de Salvação produzirá o conhecimento real de Deus.

Beck antecede muito da teologia dialética. Por exemplo, introduziu Søren Kierkegaard aos alunos em Tübingen e depois Karl Barth veria nele um interlocutor.

BIBLIOGRAFIA

Einleitung in das System der christlichen Lehre (1838, 2a ed. 1870)
Die christliche Lehrwissenschaft nach den biblischen Urkunden (1841)
Umriss der biblischen Seelenlehre (1871)
Christliche Reden (6 band, 1834-1870)
Leitfaden der christlichen Glaubenslehre (1869)
Christliche Liebeslehre (1872)
Erklärung der zwei Briefe Pauli an Timotheus (1879)
Pastorallehren nach Matthäus und der Apostelgeschichte (1880)
Vorlesungen über christliche Ethik (3 band, 1882-83)
Erklärung der Offenbarung Johannes 1–12 (1883)
Erklärung des Briefs an die Römer (1884)
Erklärung der Briefe Petri (1896)

Anselmo

Anselm da Cantuária (1033-1109) foi filósofo, teólogo e arcebispo medieval.

Nasceu perto de Aosta, na fronteira da Borgonha com a Lombardia. Aos 23 anos iniciou uma viagem de três anos aparentemente sem rumo até se estabelecer na Normandia em 1059. Entrou para abadia beneditina de Bec, sob direção de Lanfranc, um brilhante professor de dialética.

Mais tarde, Anselmo foi eleito abade de Bec e o transformo em um centro intelectual. Escreveu suas obras Monologion (1075–1076), Proslogion (1077–1078) e seus quatro diálogos filosóficos: De grammatico (c. 1059–1060), De veritate, De libertate arbitrii e De casu diaboli (1080–1086).

Em 1093, Anselmo foi nomeado arcebispo da Cantuária, a sé principal da Inglaterra. Quando Anselmo viajou a Roma em 1097 sem sua permissão, o rei William não permitiu seu retorno. Depois da morte do rei em 1100, seu sucessor, Henrique I, autorizou o retorno de Anselmo. Mas seria novamente exilado de 1103 a 1107.

Suas obras como arcebispo da Cantuária incluem a Epistola de Incarnatione Verbi (1094), Cur Deus Homo (1095–1098), De conceptu virginali (1099), De processione Spiritus Sancti (1102), a Epistola de sacrifício azymi et fermentati (1106– 1107), De sacramentis ecclesiae (1106–17) e De concordia (1107–8). Anselmo morreu em 21 de abril de 1109.

O pensamento de Anselmo provocou uma grande mudança teológica no ocidente. Na busca da comprensão de Deus como um ser, rompeu com a tradição apofática ao propor examinar a essência divina como um ser.

Seu método é primordialmente lógico-dedutivo. A lógica de Anselmo segue a recepção latina deAristóteles mediada por Porfírio e Boécio. Subscrevia ao realismo na questão dos universais, argumentando que os gêneros e as espécies não desapareceriam se afastados todas as suas instâncias.

Promoveu assim, o argumento ontológico para a razoabilidade da existência de Deus. Com base nos atributos divinos inferidos a priori e dedutivamente, revisitou a teoria do resgate da expiação. Propôs a doutrina da satisfação para o ato expiatório, pois considerava ímpia a noção de resgate como uma transação comercial paga a Satanás. Assim, justificou porque era necessário que Deus se tornasse humano para satisfazer a justiça divina, maculada pelo pecado original.

Desse modo, pode-se resumir o pensamento da teologia de Anselmo que Deus é o ser com os máximos atributos possíveis. Sendo o mais justo, teria que ter sua justiça divina satisfeita. Essa seria a razão pela qual Deus se tornou humano e morreu pelos pecados dos seres humanos. Pelo pecado, a humanidade ofendeu a honra de Deus, e a justiça de Deus exige satisfação por essa ofensa. Porém, somente alguém totalmente santo e puro poderia realizar essa satisfação do pecado. Por isso, Jesus Cristo foi Deus encarnado. Sua morte fiel permitiu satisfazer a necessidade divina por justiça.

A soteriologia forense e a noção de justiça de Anselmo foram concebidas em uma matriz cultural do direito franco-germânico medieval. Hasting Rashdall (1919) vê a soteriologia de Anselmo como um advogado lombardo em uma corte feudal.

Nesse ambiente cutural, Anselmo concebia a justiça de Deus de forma múltipla. A justiça divina, em um aspecto, seria distinguir o bem e o mal. Em outro aspecto, ontológico, a própria justiça de Deus como caráter próprio da divindade.

O argumento ontológico de Anselmo foi criticado pelo monge Gaunilo (século XI) com o exercício de pensamento da ilha perfeita. Se alguém imagina uma ilha perfeita, há de existir uma mais perfeita ilha, porém não correponde necessariamente a ilha existente e a imaginada. Nessa linha, Lutero, os reformadores radicais e, mais recentemente, Barth e a teologia não realista rejeitaram muito da teologia dos atributos, especialmente atributos a priori ou não revelados em Jesus Cristo como categorias lógicas arbitrárias.

O legado de Anselmo é notável na teoria da expiação vicária ou substituição penal desenvolvida por Lutero e Calvino.

BIBLIOGRAFIA

Anselmo. Proslogion.

Anselmo. Cur Deus homo

McGrath, Alister E. Iustitia Dei: a history of the Christian doctrine of justification. Cambridge University Press, 2005.

Rashdall, Hasting. The Idea of Atonement in Christian Theology. Londres: Macmillan, 1919.

Williams, Thomas, “Saint Anselm”, The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Winter 2020 Edition), Edward N. Zalta (ed.), URL = <https://plato.stanford.edu/archives/win2020/entries/anselm/&gt;.

Domenico Fulginiti

Domenico Fulginiti (1884-1967) foi ministro do evangelho e pioneiro do pentecostalismo na Calábria.

Nos anos 1920 emigrou aos Estados Unidos onde se converteu em uma igreja pentecostal afro-americana em Reading, Pennsylvania.

Sem conhecer o movimento pentecostal italiano originário de Chicago, retornou à Itália onde deu iníciou a um núcleo de crentes em Gasperina, Calábria, em 1926.

Depois de um período novamente nos Estados Unidos, retornou definitivamente à Itália. Mas em 1935, dada a perseguição fascista aos crentes pentecostais, foi preso.

Depois da liberação da Itália, continuou a evangelizar. Igrejas em Gasperina, San Vito sullo Jonio e Satriano eram atendidas por ele. Em outras localidades teve início a Obra por crentes que ele evangelizou.

Em 1944 entrou em contato com outros crentes da Itália e ele e as igrejas que ele atendia se uniram ao movimento pentecostal italiano.

Em seu ministério foi instrumental na conversão da família de Giuseppe Manafò, depois dirigente da Igreja Pentecostal Italiana de Montreal, e de Guido Scalzi, autor e ministro ítalo-americano.

Louis A. DeCaro

Louis A. DeCaro (1920-2009) foi ministro do evangelho na Igreja Cristã da América do Norte (Christian Church of North America, CCNA) e autor de uma história denominacional e do movimento pentecostal italiano (DeCaro, 1977).

Nasceu em New Brighton, PA, filho de Frank e Mary (Fascia) DeCaro e cresceu na Christian Assembly de New Brighton e Beaver Falls, onde atendia o ancião Frank Maruso.

Em 1954 casou-se com Clara Jayne DeCapita, uma fotógrafa e depois professora, e nesse mesmo ano iniciou seu ministério na Christian Assembly de Akron, Ohio.

Louis DeCaro serviu em uma série de funções de gestão no Concílio Geral da Igreja Cristã da América do Norte. Depois de Akron, ainda atendeu as igrejas de Califórnia, PA, Niagara Falls, NY e Beaver Falls, PA. Ainda fez missões em Des Moines, Iowa.

Erudito, era um ávido leitor e um escritor proficiente. Por esse motivo, em 1977, por ocasião dos 50 anos da Convenção de Niagara Falls e dos 70 anos do avivamento de Chicago, foi comissionado para escrever um livro da história da obra ítalo-americana.

Em 1981 aposentou-se e o casal foi viver em Lehigh Acres, Flórida. Seu filho Louis A DeCaro, Jr seguiu o caminho paterno e se tornou ministro reformado, autor e historiador.

Seu livro se tornou o texto base para a formação de ministros da CCNA. Com base em documentos e história oral aborda as raízes imediatas e a manifestação do Espírito Santo em Chicago, a expansão internacional do movimento e o desenvolvimento de estruturas denominacionais.

BIBLIOGRAFIA

DeCaro, Louis A. Our Heritage: The Christian Church of North America. Sharon, PA: The General Council, 1977.

DeCaro, Louis A. “In the exercise of his will” : a Biblical Study of the Atonement.  Cathedral Parkway Press, 2007.

DeCaro, Louis A. Israel Today: Fulfillment Of Prophecy? Baker Book House, 1974. Phillipsburg, N.J. : Presbyterian and Reformed Pub. Co., 1979

DeCaro, Louis A. Nice poems. 1972.

DeCaro, Louis A. The Tithe. 1958.

Key Yuasa

Key Yuasa (1936-2021) ministro da Igreja Evangélica Holiness e expoente na pesquisa sobre a Congregação Cristã no Brasil e do pensamento teológico de Louis Francescon.

Nascido no Brasil em uma família de ministros do evangelho japoneses, Key Yuasa estudou Teologia pelo Seminário Presbiteriano de Campinas, quando o currículo da instituição incluia também formação em ciências humanas e sociais. Formou-se em 1959 e no ano seguinte parte para Genebra para estudos pós-graduados. Retornou ao Brasil em 1963 e foi ordenado ministro da Igreja Evangélica Holiness em 1967. Em seu ministério esteve no México (onde se casou com Tereza Konno), Estados Unidos e Peru.

Estabelecido no Brasil desde os finais dos anos 1970, combinou suas atividades pastorais com a pesquisa do movimento pentecostal italiano. Suas notas e colaborações com outros pesquisadores internacionais, sobretudo Walter Hollenweger, permitiram dar uma perspectiva brasileira aprofundada nos estudos do pentecostalismo.

Como pesquisador teve acesso aos processos judiciais, documentos e famílias pioneiras do avivamento pentecostal italiano em Chicago. Depois de 30 anos de pesquisa, defendeu sua tese de doutorado em teologia na Universidade de Genebra em 2001 sobre a biografia teológica de Louis Francescon.

Atuando além de sua denominação, Yuasa colaborou com outras igrejas da Obra evangélica nipo-brasileira e com a Aliança Evangélica Brasileira, fraternidade nacional alinhada ao Pacto de Lausana. Sua preocupação com a história e com a formação intelectual do público evangélico brasileiro levou-o a traduzir um dos textos básicos de Justo L. González, E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo.

A candura de sua personalidade combinada com o rigor investigativo tornou-o uma referência e inspiração nesse campo de estudos.

BIBLIOGRAFIA

Yuasa, Key. “Louis Francescon: A Theological Biography – 1866-1964. Tese de Doutoramento. Université de Genève, 2001.” Doctoral thesis on Theology, Université de Genève, 2001. (A tradução em português está no prelo em 2021).

Susanna Colantonio

Susanna Maria Antonietta Colantonio Lewen (1891-1980), também chamada Susie Colantonio, foi evangelista e pregadora ítalo-americana. Foi uma das primeiras pessoas após o avivamento de Chicago partir para a Itália e formar um núcleo de crentes batizados pelo Espírito Santo.

Nascida em Chicago do casal de abruzzenses Michele Colantonio (1857 – 1949) e Fiorangela “Florence” Balzano (1872-1917). Sua família converteu-se a Cristo e participava da Primeira Igreja Presbiteriana Italiana de Chicago, da qual sua tia Rosina Balzano Francescon, irmã de Fiorangela, ocupava funções de liderança.

A família retornou para a Itália, quando Susanna tinha 15 ano. Duas vilas, Castel San Vincezo e Castellone al Volturno, província de Isérnia, Abruzzos, foram evangelizadas pela família. Na região foi formada uma igreja ligada aos valdenses.

Após seu retorno a Chicago, Susanna estranhou as mudanças em sua igreja e começou a frequentar a escola dominical na missão North Avenue de William Durham e a Congregação Italiana então sem nome reunida na West Grand Avenue. Depois de experimentar a efusão no Espírito Santo com diversos sinais, seus pais presbiterianos proibíram-na de congregar.

Em casa, continuou a buscar os dons do Espírito Santo, quando teve seu batismo com sinal de falar em novas línguas. A partir disso, seus pais decidiram voltar para a Itália, o que aconteceu por volta do início de 1908.

No sítio da família em Castellone al Volturno ela começou a pregar Atos 2 sobre o derramamento do Espírito Santo nos últimos dias. Depois de alguma resistência paterna, toda a família aceitou seu testemunho e começaram a realizar cultos. Alguns dias depois Susanna batizou várias pessoas em um riacho do sítio.

Susie permanceu por quatro anos, pastoreando ovelhas na fazenda da família. Mantinha sua fé pela leitura da Bíblia e cânticos. Testemunhou vários milagres de atendimento de necessidade de alimentos e curas.

Tendo já esquecido a língua inglesa e rejeitado seu repatrio aos EUA por razões médicas, compareceu ao consulado americano. Nessa ocasião, teve sua habilidade de falar inglês fluentemente renovada.

Retornou sozinha os Estados Unidos e conheceu um ex-monge franciscano. Após conduzi-lo a Cristo, casaram-se em 1914 no Michigan. Seu marido John Dean Lewen (Lewan ou Lewandowski) (1895-1951) trabalhava como gráfico e depois tornou-se ministro do evangelho. O casal viajou muito os Estados Unidos dando testemunho e exortando as congregações pentecostais.

BIBLIGRAFIA

FamilySearch


Colantonio Lewen, Susanna M., The Story of My Life, Chicago: s.d.