Tom Gregg

Tom Greggs é um teólogo sistemático britânico, professor de Divindade Marischal na Universidade de Aberdeen e diretor do Center of Theological Inquiry, em Princeton. Nascido em Liverpool, foi o primeiro membro de sua família a prosseguir estudos além dos 16 anos. Inicialmente, orientou sua formação para o ministério metodista.

Estudou teologia no Christ Church, em Oxford, e concluiu o doutorado no Jesus College, em Cambridge, sob a orientação de David Ford. Em 2019, foi eleito membro da Royal Society of Edinburgh.

Entre suas principais obras estão Barth, Origen, and Universal Salvation, publicado pela Oxford University Press em 2009, e The Breadth of Salvation, publicado pela Baker em 2020. Sua produção acadêmica situa-se no campo da teologia sistemática, com ênfase na tradição pós-barthiana, no universalismo cristão e na eclesiologia protestante.

Thomas F. Torrance

Thomas F. Torrance (1913-2007) foi um teólogo e professor escocês que fez contribuições significativas nos campos da teologia sistemática e do diálogo ciência-teologia. Ele é mais conhecido por seu trabalho na tradição teológica reformada e seu envolvimento com as teorias científicas contemporâneas.

Torrance começou sua carreira acadêmica com graduação em clássicos e teologia pela Universidade de Edimburgo. Mais tarde, ele obteve um PhD em teologia pela Universidade de Basel, onde estudou com o renomado teólogo suíço Karl Barth.

O pensamento teológico de Torrance situa-se na teologia neo-ortodoxa de Barth e pela tradição reformada Ateologia cristã deve ser fundamentada na revelação de Deus em Jesus Cristo e que a missão da igreja é testemunhar essa revelação no mundo.

As contribuições de Torrance à teologia cristã incluem seu trabalho sobre a relação entre teologia e ciência. Argumentou que a ciência e a teologia são formas complementares de entender o mundo e que o estudo da ciência pode ajudar os cristãos a entender melhor a criação de Deus.

Os livros de Torrance incluem “Theological Science” (1969), “The Christian Doctrine of God: One Being Three Persons” (1996) e “The Mediation of Christ” (1992). Nessas obras, ele explora as implicações da Encarnação para a teologia cristã, a natureza de Deus e a relação entre teologia e ciência.

Pelo seu trabalho sobre teologia e ciência, foi homenageado com inúmeros prêmios e distinções, incluindo o Prêmio Templeton de Progresso na Religião em 1978.

TF Torrance veio de uma família de teólogos e eruditos. Seu irmão mais velho, James B. Torrance (1913-2003), também foi teólogo e ministro da Igreja da Escócia. James Torrance ensinou na Universidade de Aberdeen e era conhecido por seu trabalho sobre a doutrina do Espírito Santo e a relação entre ciência e teologia.

O sobrinho de Torrance, Alan Torrance, também é um proeminente teólogo. Alan Torrance é professor de Teologia Sistemática na Universidade de St. Andrews, na Escócia, e escreveu extensivamente sobre a teologia de Karl Barth, a doutrina da Trindade e a relação entre teologia e ciência.

Outro membro da família Torrance, Margaret Torrance, é historiadora e estudiosa da literatura escocesa. Escreveu sobre as obras de Robert Burns e editou várias coleções de literatura escocesa.

BIBLIOGRAFIA

Colyer, Elmer M. How to read TF Torrance: Understanding his trinitarian and scientific theology. Wipf and Stock Publishers, 2007.

Munus Triplex

Munus Triplex ou os três ofícios de Cristo é um conceito teológico que ensina que Cristo cumpre três ofícios como Salvador: Profeta, Sacerdote e Rei.

Cristo é o Profeta que ensina e revela a verdade de Deus; o Sacerdote que se oferece em sacrifício pela remissão dos pecados; e o Rei que reina sobre toda a criação.

A doutrina tem raízes na Idade Média e tornou-se padrão na Reforma Protestante. Foi abraçado por várias tradições teológicas, incluindo reformada, luterana e anglicana. Foi um conceito estruturante na teologia de Karl Barth.

As referências bíblicas para a doutrina Munus Triplex podem ser encontradas em todo o Antigo e Novo Testamento, como:

  • Profeta: Deuteronômio 18:15; Mateus 13:57; João 6:14; Hebreus 1:1-2.
  • Sacerdote: Salmo 110:4; Hebreus 4:14-16; 9:11-14.
  • Rei: Salmo 2:6; Mateus 28:18; Colossenses 1:15-20.

Em Zacarias 6:12-13 há a expectativa de um rei justo que fundiria seu papel com o sacerdócio do templo.

Hans Küng

Hans Küng (1928 -1921) eticista e teólogo católico suíço.

Pesquisador e docente da Universidade de Tübingen, serviu como conselheiro teológico durante o Concílio Vaticano II. Durante seu doutorado buscou conciliar as doutrinas católica e de Barth a respeito da justificação.

Foi crítico contra o celibato clerical e a condenação do magistério católico acerca dos métodos contraceptivos. Em 1978, depois de rejeitar a doutrina da infalibilidade papal, foi proibido de lecionar teologia católica.

A Igreja

Hans Küng publicou A Igreja (Die Kirche) em 1967, questionando doutrinas católicas sobre a natureza, estrutura e missão da Igreja, buscando reinterpretá-las à luz das Escrituras, da história e das reformas do Concílio Vaticano II. Küng critica a Igreja pré-conciliar como excessivamente institucionalizada e hierárquica, distanciando-se do ideal cristão primitivo de uma comunidade carismática guiada pelo Espírito. Para Küng, a Igreja deve retornar a uma forma mais dinâmica e inclusiva, como sugerido no Novo Testamento e reafirmado na Lumen Gentium de 1964, que descreve a Igreja como o ‘Povo de Deus’.

Küng fundamenta sua eclesiologia na proclamação bíblica do Reino de Deus. Ele argumenta que Jesus não buscou criar uma instituição, mas formar uma comunidade baseada na solidariedade e na resposta ética ao chamado divino. Os evangelhos apresentam Jesus formando um movimento que transcende fronteiras sociais e religiosas, voltado para a transformação das relações humanas. Na tradição apostólica e nas epístolas paulinas, a Igreja aparece como uma ‘koinonia’, uma comunhão de fé e serviço, com liderança definida mais pela diaconia que pelo domínio.

Küng traça a evolução da Igreja desde suas origens carismáticas até as estruturas institucionais que emergiram no período pós-apostólico. Ele vê essa transição como uma ruptura com o ethos comunitário inicial, à medida que o episcopado e, posteriormente, o papado centralizaram o poder, criando uma elite clerical cada vez mais distante do laicato. Esse processo culminou no século XIX, com o Concílio Vaticano I definindo a infalibilidade e a jurisdição suprema do papa, reforçando um modelo centralizado de autoridade.

Para Küng, esse modelo hierárquico é uma construção histórica, não uma exigência divina, e pode ser reformado. Ele propõe uma forma de governo mais colegiada, com maior participação do laicato na vida eclesial, rejeitando o monopólio clerical sobre o ensino e os sacramentos. Küng também critica a ideia de uma Igreja autossuficiente e triunfalista, defendendo que a missão cristã deve incluir o diálogo com outras tradições cristãs e não cristãs, assim como um compromisso com a justiça social e a paz.

Ao final, Küng descreve a Igreja como um povo peregrino, sempre em processo de reforma. Para ele, a Igreja deve retornar à simplicidade evangélica, rejeitando o legalismo e as estruturas de poder que obscurecem sua verdadeira missão. Küng afirma que as estruturas eclesiásticas são criações humanas, sujeitas a mudanças históricas e culturais. Essa visão tem impacto significativo no debate sobre sinodalidade, descentralização e participação leiga na Igreja contemporânea.

Karl Barth

Karl Barth (1886-1968) foi um teólogo reformado suíço, principal proponente da neo-ortodoxia ou da teologia dialética.

Barth acreditava que a teologia deveria estar enraizada na Bíblia e focada na revelação de Deus por meio de Jesus Cristo. Assim, rejeitou a tentativa da teologia liberal de reconciliar o cristianismo com a cultura moderna, argumentando que a Palavra de Deus transcende o conhecimento e a compreensão humanos.

Seu trabalho mais famoso é a maciça Dogmática Eclesiástica.

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