Tom Gregg

Tom Greggs é um teólogo sistemático britânico, professor de Divindade Marischal na Universidade de Aberdeen e diretor do Center of Theological Inquiry, em Princeton. Nascido em Liverpool, foi o primeiro membro de sua família a prosseguir estudos além dos 16 anos. Inicialmente, orientou sua formação para o ministério metodista.

Estudou teologia no Christ Church, em Oxford, e concluiu o doutorado no Jesus College, em Cambridge, sob a orientação de David Ford. Em 2019, foi eleito membro da Royal Society of Edinburgh.

Entre suas principais obras estão Barth, Origen, and Universal Salvation, publicado pela Oxford University Press em 2009, e The Breadth of Salvation, publicado pela Baker em 2020. Sua produção acadêmica situa-se no campo da teologia sistemática, com ênfase na tradição pós-barthiana, no universalismo cristão e na eclesiologia protestante.

William J. Abraham

William J. Abraham (1947–2021) foi um teólogo norte-irlandês, filósofo analítico e pastor metodista.

braham atuou nas áreas de filosofia da religião, epistemologia religiosa, renovação e evangelismo eclesial. Grande parte de sua trajetória acadêmica foi nos Estados Unidos, onde ocupou a cátedra Albert Cook Outler de Estudos Wesleyanos na Perkins School of Theology, da Southern Methodist University, de 1995 até sua aposentadoria em 2021. Também lecionou na Seattle Pacific University e foi professor visitante na Harvard Divinity School. Seu trabalho acadêmico abrangia teologia sistemática, teologia política e missiologia.

Ele publicou mais de vinte livros e escreveu mais de cem artigos e resenhas. Entre suas obras notáveis está Canon and Criterion in Christian Theology: From the Fathers to Feminism, reconhecida por sua relevância nos estudos teológicos. Abraham foi associado ao Movimento Confessional dentro da Igreja Metodista Unida e foi um defensor do teísmo canônico, uma abordagem que buscava renovar igrejas protestantes tradicionais a partir dos cânones da igreja ecumênica antiga.

Ele defendia a integração do rigor acadêmico com a prática ministerial, considerando que a formação teológica deveria promover também o desenvolvimento espiritual de futuros ministros. Sua atuação na igreja incluiu a criação de programas voltados para o mentoreamento de pastores, como a Comunidade Policarpo na Southern Methodist University. Ele via o evangelismo como algo inseparável de uma base teológica sólida.

Recebeu diversas honrarias ao longo de sua carreira, incluindo o prêmio Altshuler de Professor Distinto na SMU, pelo destaque no ensino.

John Wesley

John Wesley (1703-1791) foi um clérigo anglicano e um dos fundadores do movimento metodista. Sua teologia enfatizou a importância da santidade pessoal, justificação pela fé e a busca de uma vida cristã devota e disciplinada.

A doutrina de Wesley sobre a perfeição cristã não demandava a impecabilidade absoluta. Porém, corações completamente cheios de amor por Cristo levaria ao desdém pelo pecado intencional. A santidade e felicidade andavam juntas como benefícios gêmeos da obra de perdão e purificação de Cristo.

Wesley tinha uma forte ênfase na justiça social e acreditava que os cristãos tinham a responsabilidade de cuidar dos pobres e marginalizados. Ele escreveu vários livros, incluindo “Sermons on Multiple Occasions” (1746) e “A Plain Account of Christian Perfection” (1766).

J. Kwabena Asamoah-Gyadu

Johnson Kwabena Asamoah-Gyadu é um teólogo metodista ganense e pesquisador acerca do pentecostalismo, mídias digitais, cristianismo africano e acerca da religião em esferas virtuais. Estudou em Gana e na Universidade de Birmingham. Leciona e lidera o Trinity Theological Seminary em Legon.

Metodismo

O metodismo é uma ramificação do cristianismo protestante surgida de um avivamento no século XVIII na Grã-Bretanha e América do Norte.

O nome “metodistas” deriva-se do estilo de vida estritamente metódico que levou à alcunha de seus primeiros membros.

Os irmãos Charles Wesley e John Wesley, junto com George Whitefield, iniciaram um movimento de reavivamento dentro da Igreja Anglicana, pregando a necessidade de conversão pessoal e de lidar com os principais problemas sociais no início da industrialização.

Organizaram grupos que se reuniam, liam a Bíblia e oravam juntos. Tais grupos autodenominavam “Clube Santo”. Costumavam visitar pessoas que passavam por momentos difíceis, expandindo assim sua atuação e membresia.

A Igreja Anglicana não aceitou o avivamento, então os pregadores metodistas passaram a fazer reuniões campais, em praças, nas minas e nas fábricas. Popularizam o cântico de hinos, além da a pregação e a oração espontâneas.

Somente no século XIX o Metodismo se tornou uma denominação própria. Isso foi em em decorrência da rejeição por autoridades anglicanas e pela necessidade de organizar os membros (anglicanos ou não) depois da ruputura causada pela independência dos Estados Unidos .

A teologia metodista resulta da intepretação de Wesley acerca do arminianismo e do avivamento pietista alemão. Uma minoria, sobretudo em Gales e entre seguidores de Whitefield, adere a uma forma de calvinismo.

Seus principais documentos doutrinários são o Credo dos Apóstolos e do Credo Niceno, os Artigos de Religião de John Wesley, uma revisão dos artigos anglicanos, reunidos nos livros de disciplina dos metodistas. A ênfase principal não está nas opiniões e doutrinas, mas no espírito e na conduta de vida.

As principais denominações de tradição metodista e wesleyana estão organizadas no Conselho Metodista Mundial (WMC). As principais são a Igreja Metodista Unida nos Estados Unidos (recentemente dividida em Igreja Metodista Global e Conexão Metodista da Liberação), a Igreja Metodista Livre, a Igreja Metodista do Brasil, além do Movimento de Santidade, o que inclui a Igreja do Nazareno e o Exército de Salvação.

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