Tiro

Tiro (em fenício: 𐤑𐤓, romanizado: Ṣūr, em hebraico Tzor, significa “rocha”, grego Τύρος) no Líbano é uma das cidades continuamente habitadas mais antigas do mundo. (Cf. Is 23: 5-7).

Na idade do Ferro tornou-se um importante centro comercial e cidade-estado. Teve colônias pelo Mar Mediterrâneo, frequentemente chamado de Mar Tírio: ilhas do mar Egeu, Cartago, Sicília e na Córsega, na Espanha em Tartesso e em Gadeira (Cádiz). Junto do comércio floresceu uma indústria artesanal.

A cidade é elencada como parte da herança da tribo de Asser (Js 19:24–31). Contudo, os israelitas nunca a conquistaram (Js 13:3-4; 2 Sm 24:7). Durante a monarquia, Davi e Salomão tiveram uma aliança amigável com Hirão, rei de Tiro. (2 Sm 5:11; 1 Re 5:1-14; 9:11; 2 Cr 2: 3).

Tiro recebeu várias denúncias dos profetas que predisseram sua destruição (Is 23: 1; Jr 25:22; Ez 26; 28: 1-19; Joel 3:4 ; Am 1:9–10; Zc 9: 2–4).

Após a restauração, no tempo de Neemias o povo de Tiro fazia comércio no mercado de Jerusalém (Ne 13:16).

No Novo Testamento, Jesus refere-se a Tiro como um exemplo de cidade impenitente (Mt 11: 21–22; Lc 10:13), mas ministrou à sua população, como a mulher cananeia (Mt 15: 21–28).

A igreja foi estabelecida em Tiro (At 11:19). Paulo esteve por uma semana com os discípulos no retorno de sua terceira viagem missionária (At 21:2–4).

Embora hoje seja uma península, já foi uma ilha, cuja ponte terrestre foi construída no verão de 332 a.C. na conquista pelas forças de Alexandre, o Grande. A insularidade é atestada em Ez 27:32, que diz: “Quem era como Tiro, quando foi silenciada no meio do mar?” Antes da época de Hirão (cerca de 960 aC), Tiro tinha sido duas ilhas, mas ele uniu-as (Flávio Josefo).

BIBLIOGRAFIA

Katzenstein, H. J. “Tyre (Place)” Anchor Bible Dictionary, Vol. VI, pp. 686-692.

Tabernáculo

Um santuário de tenda portátil construído pelos israelitas depois da aliança com Deus no Sinai. A tenda do santuário também era conhecido como “tenda da congregação” e “tenda ou tabernáculo do testemunho”.

A primeira tenda da congregação foi armada fora do acampamento dos israelitas no deserto (Êx 33:7-11, 34:34-35). As pessoas consultavam os oráculos de Deus, embora apenas Moisés entrasse na tenda.

O segundo tabernáculo servia ao culto sacrificial. As instruções para sua construção (Êxodo 25: 1-27: 21) e o relato de sua construção (Êxodo. 35: 20-40: 33) indicam um esmero no material e forma. A Arca da Aliança repousava dentro do Tabernáculo, assim como os outros itens usados ​​na adoração.

Davi ergueu uma terceira tenda para a Arca da Aliança em Jerusalém (2 Sm 6:17).

Período do Segundo Templo

O período do Segundo Templo (539 a.C-70 d.C.) começa quando os israelitas na Judeia, Mesopotâmia e Egito se encontravam sob o domínio persa e puderam reconstruir o templo em Jerusalém e termina com a sua destruição pelos romanos.

Por seis séculos, os israelitas estiveram sob os impérios persa, grego, macabeu e romano.

A cultura religiosa desenvolveu uma série de características como a sacralização do texto da Bíblia, instituições como a sinagoga, a noção do próprio judaísmo como uma identidade religiosa, uma intensa expectativa messiânica, um sentimento de que as obras de inquidades levaram à opressão e diáspora.

O período do Segundo Templo é reconstruído por várias fontes literárias – como os Apócrifos e Pseudepígrafas; obras de autores que escreveram em grego, como o filósofo judeu do século I Filo de Alexandria e o historiador Flávio Josefo; o conjunto de textos descobertos nas cavernas do deserto da Judeia, principalmente os Manuscritos do Mar Morto; o Novo Testamento; e outras fontes.

As evidências arqueológicas de Jerusalém, Massada e outros locais ajudam a reconstruir uma imagem de como a cultura judaica emergiu dos resquícios da antiga cultura israelita e se desenvolveu no que mais tarde seria conhecido como cristianismo e judaísmo rabínico.

Tabuletas de Nuzi

Coleção com mais de 6.000 tabuletas descobertas no local da antiga cidade de Nuzi, um centro administrativo hurrita que floresceu por cerca de 150 anos durante a Idade do Bronze Tardia.

Nuzi, escavada entre 1925 e 1933, localiza-se na moderna Yorghan Tepe, a 13 km a sudoeste de Kirkuk, no norte do Iraque.

Os arquivos de Nuzi incluem contratos, registros de venda, testamentos, vendas de escravos, listas de racionamento, memorandos, atas de julgamento e textos escolares.

Quando os primeiros textos de Nuzi foram publicados, houve uma empolgação de que eles continham informações sobre o período dos patriarcas. Entretanto, constatou-se mais tarde que muitos dos costumes eram comuns às outras épocas ou que os supostos paralelismos seriam interpretações equivocadas dada a incompetência técnica dos primeiros estudiosos a publicar as tabuletas. Contudo, Nuzi permanece um recurso histórico, linguístico e arqueológico importante para o período.

Taggar-Cohen, Ada. “Law and Family in the Book of Numbers: The Levites and the Tidennutu documents from Nuzi.” Vetus Testamentum 48 (1998): 74–94.

Inscrição de Tel Dan

A inscrição Tel Dan, composta em aramaico antigo em uma estela de basalto, contém uma celebração de vitória do rei da Síria.

Foi descoberta entre 1993 e 1994 durante escavações em Tel Dan (Tell el-Qadi), próximo ao Monte Hermom, ao norte do moderno Israel e a sudoeste de Damasco. Este sítio arqueológico teria sido a antiga cidade de Dã ou Laís.

A inscrição de Tel Dan, estimada ser ou do final do século IX ou do século VIII a.C., contém uma das possíveis primeiras menções à “Casa de Davi“.

Tabuletas de Alalak

As tabuletas de Alalak são cerca de quinhentas tabuinhas da Idade do Bronze Final encontradas no sítio arqueológico de Tel Atchana, a antiga Alalakh (hitita Alalach) uma antiga cidade-estado, no vale do rio Amuq, na atual província turca de Hatay, próximo à Antioquia e da Síria.

Alalak foi fundada pelos amorreus no início da Idade do Bronze Médio no final do terceiro milênio a.C. O primeiro palácio foi construído por volta de 2.000 a.C, contemporâneo da Terceira Dinastia de Ur. Na crise do século XII a cidade foi destruída e nunca reocupada.

O sítio arqueológico começou a ser escavado na década de 1930. Foram encontrados a Inscrição de Idrimi — a autobiografia de um rei pastoralista — além de outros textos acadianos de conteúdo jurídico, administrativos, contábeis, além de listas de palavras, presságios e conjurações.

Templo de ’Ain Dara

O templo ‘Ain Dara, utilizado de 1300 a 740 a.C., foi o exemplo mais bem preservado da arquitetura de templo siro-hitita. Alguns pesquisadores apontam suas semelhanças (debatíveis) com o Templo de Salomão descrito na Bíblia, junto de outros paralelos arquitetônicos de Hazor em Israel e Tel Tayinat na Turquia.

Tel ‘Ain Dara é um sítio arqueológico de vários períodos localizado no noroeste de Alepo, na Síria, próximo ao rio Afrin. A ocupação mais intensa ocorreu durante a Idade do Ferro.

Arquitetonicamente, o templo seguia o modelo levantino de templo in antis. Sua planta baixa consistia de um pátio, pórtico e um prédio quase cúbico com uma ante-sala e um santo-dos-santos. Um corredor circundava em forma de U esse salão principal. O templo era decorado com imagens de leões e esfinges e relevos geométricos. Uma série de soleiras de calcário nas portas principais possuiam entalhes de pegadas humanas gigantes.

O local, cujo nome original é desconhecido, pertenceu ao Império Hitita no final do segundo milênio. Foi controlado pelo estado arameu de Bit Agusi até ser incorporado ao Império Neo-Assírio.

As datas precisas de construção, os modos de culto e mesmo quais divindades eram adoradas do templo permanecem desconhecidos. O templo de ‘Ain Dara foi seriamente danificado por um ataque aéreo em janeiro de 2018.

BIBLIOGRAFIA

Ali Abu Assaf, Der Tempel von ‘Ain Dara, Damaszener Forschungen 3.Mainz: Philipp von Zabern, 1990.

Teísmo aberto

Doutrina pela qual Deus não controla meticulosamente o universo, nem exaustivamente conhece o futuro. Tampouco sua presciência seria absoluta, infalível ou inevitável.

Teólogos pós-evangelicais americanos nos anos 1990 como Gregory Boyd, John Sanders e Clark Pinnock propuseram a doutrina do teísmo aberto.

De certa forma, seria uma versão cristianizada, buscando suporte bíblico, para as pressuposições do teísmo do processo de Whitehead e do teísmo finito de Bertocci.

BIBLIOGRAFIA
Clark Pinnock et al., The Openness of God. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1994.