Targum

Targum são traduções da Bíblia Hebraica ao aramaico. Talvez sejam, junto da Septuaginta grega, as traduções mais antigas da Bíblia. São provavelmente originárias das traduções orais feitas pelos intérpretes da Lei após o exílio, quando o hebraico se tornava uma língua estrangeira para o povo de Israel (cf. Esdras e Neemias ).

Os targuns mais conhecidos são o Targum de Onkelos do Pentateuco e Targum de Jônatas dos Profetas. Há também um Targum Samaritano.

Theodosia Wingfield

Theodosia Wingfield, Viscondessa Powerscourt (1800 – 1836) foi uma escritora evangélica anglicana irlandesa.

Nascida em uma piedosa família anglicana da baixa nobreza, casou-se com o Visconde powerscourt em 1822, mas o casamento duraria um ano, com a morte do marido.

Ela viajou para Bruxelas e Paris em 1829 e 1830 para conhecer pregadores evangélicos. Wingfield participou das primeiras reuniões da Conferência Profética de Albury em Londres. Desde o final da década de 1820, adotou e foi uma das propagadoras do pré-milenismo e cria nas manifestações carismáticas.

Contribuia para periódicos evangélicos e editou livros religiosos. Suas 80 cartas foram publicadas e escreveu comentários devocionais acerca de Gn 22, Sl 22 e 23.

Theodosia organizou suas próprias conferências para interpretação de profecias bíblicas em Powerscourt entre 1830 e 1833. Nelas participaram J. N. Darby, George Muller e B. W. Newton.

Lady Powerscourt foi participante e estimuladora do avivamento evangélico irlandês das décadas de 1820-1830, que ocorria em pequenos grupos. Desse movimento emergiu os Irmãos de Plymouth. A partir de 1832, ela passou a reunir com os Irmãos na assembleia de Aungier Street em Dublim.

Temá

Temá, em hebraico תֵּמָא ou תֵּימָא, em arábe é Tayma ou Teima, é uma cidade oásis no noroeste do deserto da Arábia.

Na Idade do Ferro, Temá floresceu. Foi um oásis murado na encruzilhada das principais rotas do incenso. Nessa rota, caravanas viajavam do sul para o leste da Arábia, para o norte para a Síria e para o oeste da Mesopotâmia

Textos mercantis mesopotâmico mencionam Temá em relação a Dedã, Quedar e Sabá, locais que controlavam o comércio de incenso desde o século VIII a.C.

Na Bíblia, Temá é associada a Ismael, filho de Abraão com Agar (Gn 25: 13-15; 1 Cr 1: 29-30). Jó 6:19 fala das famosas “caravanas de Temá”, que às vezes são combinadas com “os mercadores viajantes de Sabá” além de outros versos (Is 21:14; Jr 25:23). Talvez seja a mesma Temã, local incerto e cidade importante para o povo de Edom.

Em 734 aC, Temã passou a pagar tributo ao rei assírio Tiglate-Pileser III. Dois séculos depois, o rei neobabilônico Nabonido saqueou Temá, massacrou sua população e fez dela sua residência por 10 anos antes da queda de Babilônia em 539 aC.

A prosperidade de Temá atingiu o pico no século V a.C, quando se tornou a capital de uma província persa. Em apenas um século depois, o comércio de incenso declinou drasticamente e a cidade perdeu sua relevância comercial. No século I a.C., a cidade estava sob o controle dos nabateus.

Temã

Temã ou Teman, em hebraico תֵּימָן,, teiman, “sul”, é uma região e cidade em Edom (Jr 49: 7, 20; Ez 25:13; Amós 1:12; Obad 1:9; Habacuque 3:3).

Temã recebe o nome de um descendentes de Esaú. Temã seria neto de Esaú e filho de Elifaz (Gn 36:11; 1 Cr 1:36).

Em Ezequiel 25:13, a referência a Temã em contraste com Dedã, um oásis árabe a sudeste de Edom, pode implicar que Temã se localizava no norte de Edom. No entanto, a localização de Temã permanece incerta, talvez seja o mesmo oásis de Tayma, no noroeste da Arábia, referido como Temá em Jó 6:19.

A cidade era referida por metonímia a toda Edom (Jr 49:7, 20; Obadias 1: 9; Habacuque 3:3).

Tiatira

Tiatira na Ásia Menor, agora a cidade turca de Akhisar, também é chamada em português de Tiátira.

Os gregos chamaram-na anteriormente de Pelopia e Semiramis. O nome Tiatira remonta do período selêucida, quando foi refundada por Seleuco Nicator. Situava-se no limite entre a Lídia e a Mísia, às margens do rio Lico, ficava à esquerda da estrada de Pérgamo a Sardes. Era um centro comercial e industrial têxtil.

Tiatira aparece ligada com Lídia, mercadora de púpura. (At 16:14). É também uma das sete igrejas do Apocalipse (Ap 2:18-29).

Troas

Troas ou Trôade, em grego Τρῳάς, era um porto na costa do mar Egeu da Ásia Menor, na foz do Dardanelos.

Cidada fundada em 300 a.C. no império selêucida, mas distante de sua capital Antioquia, logo ganhou sua independência como reino de Pérgamo.

No livro de Atos, Paulo passou por lá a caminho da Trácia e da Macedônia. Dez anos depois, após o tumulto em Éfeso, Paulo retornou e estabeleceu uma igreja cristã (2 Coríntios 2:12). Paulo teria deixado parte de seus pertences em Trôade (2 Timóteo 4:13).

Theios aner

Em grego theios aner significa homem divino. O termo aparece na filosofia grega referente a uma pessoa relacionada aos deuses e capaz e de realizar milagres e atos sobrenaturais.

BIBLIOGRAFIA

Holladay, Carl. Theios Aner in Hellenistic Judaism: A Critique of the Use of This Category in New Testament Christology. Missoula: Scholars, 1977.
Kingsbury, J. D. “The ‘Divine Man’ as the Key to Mark’s Christology: The End of an Era?” Interpretation 35 (1981): 243-57.
Blackburn, B. Theios Aner and the Markan Miracle Traditions: A Critique of the Theios Anēr Concept as an Interpretative Background of the Miracle Traditions Used by Mark. Tübingen: Mohr, 1991.
Tiede, David L. The Charismatic Figure as Miracle Worker. Missoula: SBL, 1972.
Liefield, Walter L. “The Hellenistic ‘Divine Man’ and the Figure of Jesus in the Gospels.” Journal of the Evangelical Theological Society.

Tiro

Tiro (em fenício: 𐤑𐤓, romanizado: Ṣūr, em hebraico Tzor, significa “rocha”, grego Τύρος) no Líbano é uma das cidades continuamente habitadas mais antigas do mundo. (Cf. Is 23: 5-7).

Na idade do Ferro tornou-se um importante centro comercial e cidade-estado. Teve colônias pelo Mar Mediterrâneo, frequentemente chamado de Mar Tírio: ilhas do mar Egeu, Cartago, Sicília e na Córsega, na Espanha em Tartesso e em Gadeira (Cádiz). Junto do comércio floresceu uma indústria artesanal.

A cidade é elencada como parte da herança da tribo de Asser (Js 19:24–31). Contudo, os israelitas nunca a conquistaram (Js 13:3-4; 2 Sm 24:7). Durante a monarquia, Davi e Salomão tiveram uma aliança amigável com Hirão, rei de Tiro. (2 Sm 5:11; 1 Re 5:1-14; 9:11; 2 Cr 2: 3).

Antes da época de Hirão (cerca de 960 aC), Tiro tinha sido duas ilhas, mas ele uniu-as (Flávio Josefo).

Tiro recebeu várias denúncias dos profetas que predisseram sua destruição (Is 23: 1; Jr 25:22; Ez 26; 28: 1-19; Joel 3:4 ; Am 1:9–10; Zc 9: 2–4).

Após a restauração, no tempo de Neemias o povo de Tiro fazia comércio no mercado de Jerusalém (Ne 13:16).

Embora hoje seja uma península, já foi uma ilha, cuja ponte terrestre foi construída no verão de 332 a.C. na conquista pelas forças de Alexandre, o Grande. A insularidade é atestada em Ez 27:32, que diz: “Quem era como Tiro, quando foi silenciada no meio do mar?”

No Novo Testamento, Jesus refere-se a Tiro como um exemplo de cidade impenitente (Mt 11: 21–22; Lc 10:13), mas ministrou à sua população, como a mulher cananeia (Mt 15: 21–28).

A igreja foi estabelecida em Tiro (At 11:19). Paulo esteve por uma semana com os discípulos no retorno de sua terceira viagem missionária (At 21:2–4).

BIBLIOGRAFIA

Katzenstein, H. J. “Tyre (Place)” Anchor Bible Dictionary, Vol. VI, pp. 686-692.

Tabernáculo

Um santuário de tenda portátil construído pelos israelitas depois da aliança com Deus no Sinai. A tenda do santuário também era conhecido como “tenda da congregação” e “tenda ou tabernáculo do testemunho”.

A primeira tenda da congregação foi armada fora do acampamento dos israelitas no deserto (Êx 33:7-11, 34:34-35). As pessoas consultavam os oráculos de Deus, embora apenas Moisés entrasse na tenda.

O segundo tabernáculo servia ao culto sacrificial. As instruções para sua construção (Êxodo 25: 1-27: 21) e o relato de sua construção (Êxodo. 35: 20-40: 33) indicam um esmero no material e forma. A Arca da Aliança repousava dentro do Tabernáculo, assim como os outros itens usados ​​na adoração.

Davi ergueu uma terceira tenda para a Arca da Aliança em Jerusalém (2 Sm 6:17).

Período do Segundo Templo

O período do Segundo Templo (539 a.C-70 d.C.) começa quando os israelitas na Judeia, Mesopotâmia e Egito se encontravam sob o domínio persa e puderam reconstruir o templo em Jerusalém e termina com a sua destruição pelos romanos.

Por seis séculos, os israelitas estiveram sob os impérios persa, grego, macabeu e romano.

A cultura religiosa desenvolveu uma série de características como a sacralização do texto da Bíblia, instituições como a sinagoga, a noção do próprio judaísmo como uma identidade religiosa, uma intensa expectativa messiânica, um sentimento de que as obras de inquidades levaram à opressão e diáspora.

O período do Segundo Templo é reconstruído por várias fontes literárias – como os Apócrifos e Pseudepígrafas; obras de autores que escreveram em grego, como o filósofo judeu do século I Filo de Alexandria e o historiador Flávio Josefo; o conjunto de textos descobertos nas cavernas do deserto da Judeia, principalmente os Manuscritos do Mar Morto; o Novo Testamento; e outras fontes.

As evidências arqueológicas de Jerusalém, Massada e outros locais ajudam a reconstruir uma imagem de como a cultura judaica emergiu dos resquícios da antiga cultura israelita e se desenvolveu no que mais tarde seria conhecido como cristianismo e judaísmo rabínico.