Antigo Oriente Próximo

O Antigo Oriente Próximo (abreviado como AOP), em inglês Ancient Near East (abreviado como ANE), refere-se à região no nordeste da África (Egito, partes da Líbia e Sudão) e sudoeste da Ásia (Turquia, Síria, Jordânia, Israel, Palestina, Líbano, Chipre, Iraque, Irã, estados do Golfo, Arábia Saudita e Iêmem).

O recorte temporal varia para o “Antigo”. O termo pode se referir aos períodos desde o surgimento da vida urbana até o final Idade do Ferro II no século VI a.C. ou mesmo até a emergência do Islã.

É uma região geograficamente estratégica como ponte terrestre conveniente. Possui rotas marítimas fáceis, transitáveis no verão ou inverno, tanto nas estações secas quanto nas chuvosas. Em quanto isso, o trânsito ao norte do Mar Cáspio era difícil no inverno. A Eurásia central era muito seca no verão. Os desertos restringiam a circulação em rotas especiais no Irã e no norte da África, tanto a leste como a oeste do vale do Nilo.

O abastecimento de água e o clima eram ideais para a introdução da agricultura. Oásias e vales verdes são margeados por pastos naturais. Várias espécies de grãos cresceram selvagens e havia pântanos e riachos que podiam ser facilmente drenados ou represados para semear trigo selvagem e cevada. A semente só tinha que ser espalhada sobre uma superfície suficientemente úmida para garantir algum tipo de colheita em condições normais.

Foi o berço de várias civilizações, como os sumérios e acadianos na Mesopotâmia, os egípcios, hitititas na Anatólia, persas no Irã, dentre outros.

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Crescente fértil

Região em forma de lua crescente no Oriente Médio que, em tempos antigos, se estendia do Egito e do Vale do Nilo ao longo da costa leste do Mar Mediterrâneo, passando pelos vales dos rios Tigre e Eufrates até o Golfo Pérsico. Foi a parte mais fértil do Oriente Médio e o berço das primeiras civilizações. O termo foi popularizado pelo arqueólogo James Henry Breasted (1865–1935).

A Crescente Fértil, dependento do autor, refere-se aos atuais Iraque, sudoeste do Irã, Kwaite, sul da Turquia, Síria, o Chipre, Israel, Palestina, Líbano, Jordânia, Egito e Sudão.

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Mesopotâmia

A Mesopotâmia é a terra dividida pelos rios Tigre e Eufrates. Localiza-se nas nações atuais do Iraque, Síria, Turquia, Kwaite e Irã.

Na Bíblia aparece em hebraico אֲרַ֥ם נַֽהֲרַ֖יִם, como Aram Naaraim (lugar alto entre dois rios) ou em grego Μεσοποταμία (terra entre rios) em Gn 24:10; Dt 23:4; Jz 3: 8; 1 Cr 19: 6; na sobrescrição do Sl 60; Jz 3:10 (subentendido); At 2:9; 7:2.

HISTÓRIA

A civilização mesopotâmica surgiu ao longo das margens dos rios Tigre e Eufrates, em uma área plana, cujas inundações depositavam sedimentos ricos em nutrientes, continha terras pantanosas e repletas de peixes e aves. Nessa região rica, a concentração de pessoas leva à fundação de primeiras cidades nas quais viviam pessoas com atividades não diretamente relacionadas com a produção de alimentos.

Por volta de 3200 a.C. o povo sumério desenvolveu uma sociedade urbana, abastecida por agricultura de cereais e suprida pelo comércio. Entre eles emergiu a escrita cuneiforme para fins contábeis, surgindo primeiros textos como os quirógrafos (recibos) escritos em tabuletas de argila.

Nessas cidades, desenvolveram tijolos queimados ao fogo entre 3500–3100 a.C., época em que começaram usar o betume como liga. Por volta do ano 3000 a.C. passaram a utilizar a roda com eixo para transportes. A tecnologia de alvenaria permitiu que a cultura mesopotâmica fizesse construção monumentais, mas a lenha para queima dos tijolos permanecia escassa, sendo mais comuns os tijolos secos ao sol.

Os mesopotâmicos construíram seus edifícios sobre os restos de outras construções. Analogamente, sobre o mesmo território uma sucessão de povos foram hegemônicos: sumérios, acadianos, guti, renascimento sumério (Uruk III), assírios, Mari, amoritas, hurritas, hititas, elamitas, caldeus ou neobabilônicos, persas, gregos, romanos, partas e árabes.

Creta

Em grego Κρήτη, uma grande ilha no Mar Mediterrâneo a aproximadamente 160 km a sudeste do Peloponeso, no limite sul do Mar Egeu.

Creta é mencionada no relato da viagem marítima de Paulo a Roma (At 27) e como o local do ministério de Tito (Tt 1:5).

Paulo é registrado citando o poeta cretense Epimênides de Cnossos (c. século VI a.C.) em At:28 e Tt 1:12-13.

Mizpá

Mizpá, em hebraico “torre de vigia”, refere-se à:

(1) terra de Mizpá (Js 11:3; Js 11:8); norte da Palestina, perto do Monte Hermon. Depois que Jabim, rei de Hazor, foi derrotado por Josué, fugiu para o leste, para o vale de Mizpá, antes morada dos heveus;

(2) Mizpá de Gileade, o nome dado ao local da aliança entre Labão e Jacó quando Jacó retornou à Canaã (Gn 31:49). Alí, os israelitas fizeram um pacto com Jefté (Jz 11:11);

(3) Mizpá de Judá, uma das cidades da Sefelá (Js 15:38).

(4) Mizpá de Moabe, um local desconhecido onde Davi colocou seus pais sob a proteção do rei de Moabe quando Saul o perseguia (1Sm 22:3).

(5) Mizpá de Benjamim, cidade na fronteira de Judá com Israel e ponto de reunião das tribos israelitas para lutar contra os benjamitas de Gibeá (Jz 20: 1-48). Local parte do circuito anual de Samuel quando julgava sobre Israel (1Sm 7:16-17). O rei Asa fez de Mizpá uma cidade fortificada depois da luta violenta entre Israel e Judá (1Re 15: 17-22). Após a queda de Jerusalém (587 a.C.), Mizpá tornou-se a capital da província babilônica sobre o antigo território de Judá. Gedalias foi nomeado governador da província, mas foi assassinado em Mizpá por Ismael.

Decápolis

Decápolis em grego são as “dez cidades” greco-romanas visitadas por Jesus na região sul e leste do Mar da Galileia (Mc 5:20; 7:31).

Elas seriam Citópolis, Pella, Hipo, Dion, Gerasa, Filadélfia, Rafana, Canata, Gadara e Damasco. Contudo, vale atentar-se que essa lista variam ligeramente conforme os autores da Antiguidade.

Efraim

Efraim foi (1) um dos filhos de José; (2) a meia-tribo de seus descendentes; (3); nome nome alternativo (às vezes referido como Samaria) para o reino do norte de Israel, localizado na região na região montanhosa central ao norte de Jerusalém.

Em Efraim situa-se Siquém, Siló e Betel, bem com os montes Ebal e Gerezim.