Filippo Grilli

Filippo Grill (Grilli) (1861 – 1939) foi um pastor valdense natural de Prali, Piemonte. Grilli foi treinado na Faculdade Teológica Valdense em Florença sob a influência do evangélico Paolo Geymonat.

Em 1891, Grilli foi ordenado e a Igreja Valdense comissionou-o para ministrar no trabalho missionário conjunto com os presbiterianos em Chicago. Em Chicago, foi nomeado pastor da Primeira Igreja Presbiteriana Italiana até 1914, sendo assalariado pelo presbitério de Chicago da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

Em Chicago, Grilli casou-se com uma sueca Albertina Bengston (1866-1929) em 1895, com quem teve cinco filhos.

Dessa época, Ottolini recorda-o como um “homem piedoso e devoto”. Grill também desenvolveria missão evangelística em torno de Chicago e St. Louis, levando muitos italianos a Cristo. Os convertidos mais tarde se juntariam à Primeira Igreja Presbiteriana Italiana, à Waldensian Presbyterian Church de Chicago, à West Taylor Street Mission (Presbiteriana), à Moody Italian Mission, à Igreja Metodista Italiana e à Assembleia Cristã.

Frequentemente é confundido com outro homônimo e também pastor valdese Filippo Grill (1859 – 1945), o qual foi missionário na Eritreia e missionário em St. Louis.

BIBLIOGRFIA

Ballesio, Gabriella. Fillipo Grilli in Dizionario Biografico dei Protestanti in Italia. Società di Studi Valdesi.s.d.

Cicero,Jr., Frank. Relative Strangers: Italian Protestants in the Catholic World. Academy  Chicago Publishers, 2011.

Erutti, Leonard.  The Life and Mission of Peter Ottolini. St. Louis, 1963.

Francescon, Louis. Faithful Testimony. Chicago, 1952.

Griglio, P. Filippo Grilli «La Luce», n. 20, 17 May 1939. Tourn N., I valdesi in America, Turin, Unione tipografica, 1906.

Watts, George Byron. The Waldensians in the New World. Durham, NC, 1941.

Epístola aos Gálatas

Epístola paulina que discorre como a justificação ocorre pela fé, não por observância de ritos ou por confiança na identidade.

Possui informações históricas e teológicas importantes para compreender o cristianismo primitivo. Relata dados autobiográficos sobre Paulo, seus ensinos, sua missão para os gentios e sua posição como apóstolo.

Gênesis

É o livro que relata as origens do cosmo, de várias instituições e do povo hebreu. Chamado em hebraico Bereshith, ou seja, “no início”, a primeira palavra do livro e de Gênesis, “criação” ou “geração”, em grego. Tradicionalmente, Gênesis é o primeiro livro que integra o Pentateuco ou Torá.

Divide-se em duas partes principais. A primeira parte (1-11) é a História Primeva, com os relatos sobre a cosmogonia, o pecado original, as primeiras tecnologias, as gerações, o dilúvio e a dispersão após a Torre de Babel. A segunda parte (12-50) compreende os ciclos dos patriarcas Abraão (10-25:18), Isaque (25: 19-35: 29), Jacó e seus filhos, especialmente José no Egito (36-50).

Sua autoria é anônima. Desde o período helenístico sua autoria foi atribuída diversamente a Moisés, José, Samuel, Esdras e a grupos de escribas.

BIBLIOGRAFIA

Arnold, Bill T., ed. The Cambridge Companion to Genesis. Cambridge: Cambridge University Press, 2022.

Brenner-Idan, Athalya, ed. A Feminist Companion to Genesis. 2nd ed. London: Bloomsbury T&T Clark, 2012.

Carr, David M. The Formation of Genesis 1–11: Biblical and Other Precursors. Oxford: Oxford University Press, 2020.

Colares, Karen de Souza. Antropologia do Feminino em Gênesis. Dissertação de mestrado. Faculdade Jesuíta, Belo Horizonte, 2019.

Hendel, Ronald. Genesis 1–11: A New Translation with Introduction and Commentary. Anchor Yale Bible. New Haven, CT: Yale University Press, 2024.

Mesters, Carlos. Paraíso terrestre: saudade ou esperança? Petrópolis: Vozes, 1971.

Niesiołowski-Spanò, Łukasz. “Primeval History in the Persian Period?” Scandinavian Journal of the Old Testament 21, no. 1 (2007): 106–26.

Reventlow, Henning Graf, and Yair Hoffman, eds. Creation in Jewish and Christian Tradition. Vol. 319. London: A&C Black, 2002.

Walton, John H. O mundo perdido de Adão e Eva: o debate sobre a origem da humanidade e a leitura de Gênesis. Rio de Janeiro: Ultimato, 2021.

Walton, John H. The Lost World of the Flood: Mythology, Theology, and the Genealogies. Downers Grove, IL: IVP Academic, 2022.

Inscrição de Khirbet er-Ra’i

A inscrição de Khirbet er-Ra’i, anunciada sua descoberta em 2021, constitui um exemplo de escrita paleo-hebraica ou proto-cananeia. São cinco letras somente, sendo proposto que signifique Yrb‘l ou Jerubaal, um dos nomes de Gideão (Jz 6:31–32).

Khirbet er-Ra’i é um sítio arqueológico na Sefelá, cerca de 4 km de Láquis.

BIBLIOGRAFIA

Christopher Rollston, Yosef Garfinkel, Kyle H. Keimer, Gillan Davis and Saar Ganor, 2021. The Jerubba‘al Inscription from Khirbet al-Ra‘i: A Proto-Canaanite (Early Alphabetic) Inscription. Jerusalem Journal of Archaeology 2: 1–15. https://doi.org/10.52486/01.00002.1; https://jjar.huji.ac.il

Genealogia

A linhagem da descendência de uma pessoa ou grupo (família, tribo ou nação) desde um ancestral. Há cerca de duas dezenas de listas genealógicas na Bíblia, notavelmente no Antigo Testamento e as genealogias de Jesus.

As genealogias antecedem a escrita. Suas origens prováveis são os patronímicos, a identificação pelo nome do pai. Ainda hoje, vários povos árabes mantém a nomenclatura nasab, a cadeia genealógica de nomes por linhagem parterna. Por exemplo, um nome como “Ayyub ibn Yusuf ibn Idris ibn Uzair al-Baghdadi” (Jó filho de José filho de Enoque filho de Esdras de Bagdá) contém informações de várias gerações. Um nassab, meticuloso genealogista árabe, mantém registros e tradições que recontam por séculos as histórias de uma família. Em sociedades linhageiras essas genealogias servem para identificação pessoal e reconhecer alianças de diferentes famílias, clãs e tribos. E o pertencimento a linhagens importantes ou ter um ancestral célebre aufere direitos e prestígio.

Com o surgimento da escrita, as genealogias passaram a atestar direitos.

Listas de reis legitimavam dinastias e as ligavam a ancestrais célebres, ancestrais epônimos (fundadores da nação) e até mesmo deuses.

Marcos de propriedade de terras também usavam por registros genealógicos e eram escritos em pedra, vasos selados ou tabuletas de argila.

Registros dessa prática são registradas em artefatos arqueológicos mesopotâmicos. Por exemplo, o oficial Marduk-zakir-shumi ganhou terras do rei babilônico Marduk-apla-iddina (1173-1161 a.C.) e registrou em seu marco:

Marduk-zaki-shumi, filho de Nabunadinahe, seu avô era Rimeni-Marduk, bisneto de Uballitsu-Marduk, descendente de Arad-Ea.

Como a terra pertencia à família, as linhagens eram importantes para determinar direitos de venda ou de remissão nos jubileus. Cf. Jos 13-22; Lev 25. Em

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