Dorothy Ripley

Dorothy Ripley (1767–1832) foi uma evangelista britânica, que viajou nove vezes como missionária aos Estados Unidos, a primeira em 1801 e a última quando morreu em 1831 na Virgínia.

Ripley era quaker, mas era filha de um pregador leigo metodista. Nascida em Whitby, Inglaterra, cresceu entre os metodistas. Em 1797 sentiu compelida pelo Espírito Santo a pregar o evangelho aos povos escravizados no sul dos Estados Unidos. Compromissada em seu ministério, decidiu nunca se casar.

Ela viajou extensivamente nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha como evangelista no circuito de reuniões campais e nas igrejas que lhe franqueavam os púlpitos. Embora seu ministério não fosse ligado a denominação alguma, o movimento que ela influenciou no Reino Unido resultou no Metodismo Primitivo, valorizando a participação da irmandade leiga nos cultos e na administração das igrejas.

Seu ministério foi voltado para os muitos desprivilegiados. Pregou aos indígenas Oneida, a homens e mulheres nas prisões, nas igrejas afroamericanas e às populações escravizadas no sul dos Estados Unidos.

Vivendo de fé e doação voluntária, muitas vezes foi acusada de ser uma mulher lasciva e até de se prostituir. No entanto, conseguiu publicar seis livros, cuja renda permitiu seu ministério e atendimento aos necessitados. Os títulos são Extraordinary Conversion and Religious Experience of Dorothy Ripley (1810); The Bank of Faith and Works United (1819); An Account of Rose Butler (1819); Letters Addressed to Dorothy RIpley (1807),  An Address to All Difficulties.

Ripley ganhou uma audiência com o presidente Thomas Jefferson para pedir sua permissão para ministrar aos escravos, pregar aos senhores de escravos e fundar uma escola para educar os libertos. Durante a reunião, ela repreendeu Jefferson por manter gente em cativeiro. Mais tarde, em março de 1806, Ripley foi convidada a pregar em um culto na igreja no edifício do Capitólio. Seria a primeira mulher a fazê-lo. Apesar da audiência lotada, Ripley concluiu que poucos ali haviam nascido de novo e fez uma exortação insistente que “o corpo de Cristo era o pão da vida e Seu sangue a bebida dos justos”.

BIBLIOGRAFIA

Everson, Elisa Ann, “A Little Labour of Love”: The Extraordinary Career of Dorothy Ripley, FemaleEvangelist in Early America. Dissertation, Georgia State University, 2007.
https://scholarworks.gsu.edu/english_diss/17

Estela de Rimah

Estela de Rimah ou Estela de Adad-nirari III (810-782 aC), é um monumento monolítico descoberto em Tell er-Rimah, Iraque.

(filho de Hazael), rei da Síria, narrada em 2 Reis 13:5. Lista “Joás, o Samaritano” entre os reis estrangeiros que prestaram homenagem ao rei assírio.

Reino de Deus

O reino sobre o qual Deus governa e a vontade de Deus é cumprida. No Evangelho de Mateus, aparece o evidente sinônimo “reino dos céus”, aparentemente uma circunlocução para “reino de Deus” e contraste entre o reino celestial de Deus e os reinos humanos terrestres. Aparece proeminente na proclamação de João Batista, Jesus e apóstolos.

Várias passagens do Antigo Testamento contenham expressões correlatas, nenhuma explicitamente diz “reino de Deus”. Deus é descrito como o rei de todo o mundo (Sl 22:8; 1Cr 29:11) e do povo de Israel (Êx 19:6; Sl 114:2).

Os Evangelhos sinópticos referem-se claramente à vinda do reino como um evento dramático. O reino, às vezes, é mencionado como uma bênção futura (Mt 7:21; 8:11), às vezes como uma realidade presente (Lc 16:16; 17:20; Jo 3: 3-5). Há indicações que aconteceria durante a vida dos ouvintes da mensagem de Jesus (Mt 4:17; 6:10; 10:7; Mc 1: 14-15; 9:1; Lc 10:8-12; 11:2; 21:31). Outras passagens falam da “vinda” do reino, sem indicar se Jesus quis dizer que já havia chegado ou que viria no futuro (Lc 4:43; Lc 9:11). Outras passagens mencionam pessoas “entrando” no reino, mas não fica claro se no presente ou apenas uma possibilidade futura.

Em João, Jesus fala do reino de Deus em apenas uma passagem (Jo 3: 3-5).

Fora dos Evangelhos, é mencionado em Atos (Atos 1:3; 6-8: 3; 3: 17-21; 28:23; 28:30-31) e algumas vezes nas cartas de Paulo (1Co 6: 9; Gl 5:21; 1Ts 5: 1-2; 1Ts 5:23; 2Ts 1:5).

O reino de Deus ultrapassa as questões de adesão à Lei veterotestamentária ou da busca pelo domínio material, pois o reino consiste na justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14:17). Quando Jesus disse que o reino de Deus estava próximo (Mc 1:15), anunciou que Deus governaria as vidas humanas pelo perdão dos pecados. Não seria um reino externo como o de Davi ou o Império Romano, mas para algo espiritual e universal. Nesse reino, há o mandado de cristãos cumprirem seu decreto de cuidado com os pobres e necessitados (Mt 25:35; Tg 1:27), perdão e reconciliação (Mt 18: 21-35; Ef 4: 1-6), trazer vida e luz a todas as nações (Mt 5: 13-16).

O cristianismo ocidental tende a enfatizar Jesus como o servo sofredor, enquanto o cristianismo oriental destaca Jesus como rei — o Pantocrator.

Período dos reis de Israel e Judá

O período dos reis compreende entre a monarquia dividida (928 a.C.) e a queda de Jerusalém (586 a.C.).

É o período com maior atestação histórica do Antigo Testamento. É registrado nos livros de 1 Reis, 2 Reis, 1 Crônicas e 2 Crônicas, bem como em informações esparsas nos livros dos profetas. Diversas fontes literárias e arqueológicas desse período também corroboram para uma reconstrução de sua história.

Esse período coincide com um relativo declínio do Egito e a emergência da Assíria e mais tarde da Babilônia como poderes políticos. A Idade do Ferro IIB (c.920-722 a.C.) foi o apogeu do reino de Israel enquanto a Idade do Ferro IIC (c.720-586 a.C.) seria a vez do reino de Judá.

Todos os reis israelitas e todos, exceto três reis da Judá (Asa, Ezequias e Josias) foram denunciados por infidelidade no culto a Deus.

Ramsés II

Ramsés II, cujo reinado foi entre 1279 e 1213 a.C., foi o terceiro faraó da 19ª Dinastia (1292-1186 a.C.) no Novo Reino (c.1550–c.1069).

Deixou registros revindicando uma vitória decisiva sobre os hititas na Batalha de Cades, dando-lhe a reputação de grande guerreiro. Na realidade, a batalha foi mais um empate, mas resultou no primeiro tratado de paz conhecido em 1258 a.C.

Embora seja regularmente associado ao faraó do livro bíblico do Êxodo, não há nenhuma evidência histórica ou arqueológica.

Papiros Rylands

Os Papiros Rylands são uma coleção de milhares de fragmentos de papiros e documentos do norte da África e da Grécia, guardados pela Biblioteca da Universidade John Rylands, em Manchester. É uma das maiores coleções de papiros e uma com exemplares mais antigos de alguns títulos.

Os Papiros Rylands inclui textos religiosos, devocionais, literários e administrativos. A coleção consiste de papiros hieróglifos, hieráticos e demóticos datam do século XIV aC ao século II dC. Além deles, cerca de 500 papiros coptas e cerca de 800 papiros árabes. Há cerca de 2.000 papiros gregos.

Contém fragmentos do Evangelho de João e Deuteronômio, os primeiros fragmentos sobreviventes do Novo Testamento e da Septuaginta (Papiro 957, Papiro Rylands iii.458); Papiro 31, um fragmento da Epístola aos Romanos; Papiro 32, um fragmento da Epístola a Tito; Papyrus Rylands 463, Evangelho apócrifo de Maria em grego; John Rylands Papyrus 470, uma oração em grego koiné para Maria (tratada como Theotokos), escrita por volta de 250.

Roma

Roma, capital do império romano.
Os primeiros cristãos estabeleceram em poucas décadas após a morte de Jesus. Foi visitada por Paulo, a quem escreveu sua epístola. A tradição ocidental diz que Paulo e Pedro foram mortos em Roma durante uma perseguição movida por Nero.
Inicialmente era uma igreja judia e gentia de língua grega até que no final do século II começam a realizar seus cultos em latim. Seus locais de culto nas catacumbas são importantes para arqueologia e história do cristianismo.

Raqia

Raqia expansão, extensão ou firmamento era a abóboda celeste na cosmologia da Antiguidade. Os povos da Antiguidade imaginavam que o céu era coberto por redoma côncava que retinha as águas celestes.

Na Bíblia Hebraica aparece em Gn 1:6-8, 14-20; Sl 19:1; 150:1; Ez 1:22-26; 10:1; Dn 12:3.

Outras culturas da época possuíam semelhante cosmovisão:

  • Os antigos egípcios pensavam que o céu era um telhado sustentado por pilares.
  • Os sumérios acreditavam que o céu era uma abóboda de estanho.
  • O céu de Homero é um hemisfério de metal que cobre uma terra redonda, plana, semelhante a um disco, cercada por água. Na Odisséia e a Ilíada a abóbada celeste é mencionada alternativamente como feita de bronze ou de ferro.
  • Para Anaxímenes e Empédocles as estrelas estão encravadas em uma cúpula celeste cristalina.
  • Platão se refere à “abóbada do céu” e ao “céu acima do céu” (Fedro 247)
  • A abóboda celeste aparece nos escritos medievais de Nachmanides (Ramban), Comentário sobre a Torá, vol. 1, pp. 33, 36.