Gregório de Nissa

Gregório de Nissa, latim Gregorius Nyssenus, (c. 335 — c. 394) foi um autor patrístico e bispo de Nissa, na Capadócia. Durante sua vida foi um defensor da ortodoxia trinitária contra o partido ariano.

Nascido em Cesareia, na Capadócia, Ásia Menor, agora Kayseri, Turquia,
ele é chamado de Padres Capadócios com seu irmão Basílio de Cesaréia e seu amigo Gregório de Nazianzo.

Após um afastamento imposto pelo imperador, manteve-se à frente de sua diocese em Nissa e envolveu-se em questões de amplitude maiores na Igreja.

Em 379 Gregório participou de um concílio em Antioquia e foi enviado em missão às igrejas da Arábia. Nessa missão fez uma visita a Jerusalém. Em 381 participou do Concílio de Constantinopla.

Sua doutrina de salvação deixou várias influências na teologia cristã, como uma analogia de um anzol para a teoria do resgate, o conceito de cooperação (sinergia) e doutrina de reconciliação universal (apokatastasis).

Cânone vicentino

Cânon Vicentino é um triplo teste de catolicidade (universalidade de sã doutrina para o cristianismo) estabelecido pelo autor patrístico Vicente de Lérins (séc. V d.C.). É sumarizado pelo seguinte aforismo:

“Aquilo que é acreditado em toda parte, sempre e por todos”.

Somente as doutrinas e tradições que passarem pelo crivo desse triplo teste de ecumenicidade, antiguidade e consentimento, deveria ser aceito.

Justino Mártir

Justino (c. 100-165 dC) foi um apologista cristão durante o reinado de Antonino Pio. Morreu como mártir em Roma após sua condenação como um cristão, quando apresentou uma apologia pela fé cristã. Foi um dos primeiros filósofos cristãos.

No início de sua primeira apologia, informa que nasceu em Flavia Neapolis (a antiga Siquém em Samaria) de pais seguidores das religiões greco-romanas.

Embora vivesse em ambiente samaritano, não se interessou pela religião mosaica. Lista familiariedade com sete seitas judaicas (Trifo 80. 4). Depois de desapontar com a filosofia (Trifo 3) se converteu ao Cristianismo. Conhecia os estóicos e os platônicos dada sua educação em Éfeso.

Converteu-se ao cristianismo por volta do ano 130 e abriu uma pequena escola em Roma, onde escreveu suas Duas Apologias. Na primeira, escrita em c.155 defende o cristianismo contra a calúnia popular e o desprezo intelectual. Na segunda, escrita em c.162, responde à perseguição.

O aluno de Justino, Taciano, atribui sua morte à informação dada por Crescente, um rival cínico (Oratio 19).

Seu Diálogo com Trifo é a primeira grande obra da tipologia cristã, também um registro do embate entre o cristianismo e do nascente judaísmo rabínico. Nela, elabora sua doutrina do Logos, que, como Cristo, esteve presente em muitas epifanias do Antigo Testamento e garante a unidade da inspiração das escrituras. Por vezes, sua interpretação tipológica não faz juz ao texto citado. Acabou por influenciar o modo de recepção cristã do Antigo Testamento até o advento da exegese crítica.

Primeira e Segunda Apologias: argumenta que um ‘logos espermático’, idêntico a Cristo, instrui todo homem em sabedoria até mesmo os filósofos não cristãos prefiguraram a revelação de Cristo. Tenta demonstrar a lealdade dos cristãos às autoridades civis.

Justino menciona as “memórias” dos apóstolos as quais seriam chamadas de “evangelhos”. Seus escritos atestam que os quatros evangelhos estavam em uso e também alude ao Apocalipse. Notoriamente, não menciona Paulo ou seus escritos.