Piratonitas

Os piratonitas eram os habitantes da cidade de Piratom, localizada na região montanhosa de Efraim, que era também conhecida como “as montanhas dos amalequitas” (Juízes 12:15). A designação “piratonita” servia para identificar os naturais dessa cidade.

A Bíblia menciona alguns indivíduos notáveis originários de Piratom. Abdom, filho de Hilel, o piratonita, foi um dos juízes de Israel e liderou a nação por oito anos, sendo posteriormente sepultado em Piratom (Juízes 12:13-15). Benaia, filho de Hoidai, de Piratom, também é listado entre os valentes de Davi (1 Crônicas 27:14).

Harodita

O harodita era o natural da cidade de Harode. A Bíblia menciona diversos indivíduos com essa designação, todos eles associados ao círculo dos valentes guerreiros do rei Davi, o que sugere que Harode era uma localidade que produziu homens corajosos e leais.

Entre os haroditas listados estão:

  • Sama, filho de Agé, o harodita, que se destacou por uma defesa heróica contra os filisteus (2 Samuel 23:11-12). Em 1 Crônicas 11:27, ele é listado como Sama, o hararita, o que pode indicar uma variação no nome ou uma possível conexão entre Harode e a região montanhosa referida por “Har”.
  • Ellica, o harodita, também faz parte da lista dos valentes de Davi (2 Samuel 23:25).
  • Helede, filho de Baaná, o netofatita (em 2 Samuel 23:29), é chamado de Helede, o harodita, em 1 Crônicas 11:30, sugerindo que ele era de Harode ou tinha alguma ligação significativa com essa cidade, embora sua origem familiar fosse de Netofa.

Meolatitas

Os meolatitas eram os habitantes do povoado de Meolá, também conhecido como Abel-Meolá. Esta localidade é mencionada em diversos contextos bíblicos, principalmente associada ao profeta Eliseu.

Abel-Meolá era a cidade natal de Eliseu, filho de Safate (1 Reis 19:16; 2 Reis 3:11). Foi para Abel-Meolá que Elias foi enviado para ungir Eliseu como seu sucessor profético (1 Reis 19:16-21). A conexão de um profeta tão significativo com esta cidade confere a ela uma importância especial nas narrativas bíblicas.

Além de sua associação com Eliseu, Abel-Meolá é mencionada em outros contextos históricos e geográficos. Foi um dos locais para onde os midianitas em fuga foram perseguidos após a vitória de Gideão (Juízes 7:22). Abel-Meolá estava situada no vale do Jordão, ao sul de Bete-Seã (1 Reis 4:12, onde é mencionada como parte do distrito administrativo de Baaná, filho de Ailud).

Meronotita

O termo “meronotita” era uma alcunha dada a indivíduos que procediam da região de Meronote. Dois personagens bíblicos são associados a essa designação: Jedeias e Jadom (este último mencionado por Josefo).

Jedeias, o meronotita, é mencionado em 1 Crônicas 27:30 como o encarregado das jumentas do rei Davi. Sua responsabilidade por esses animais de carga real indica uma posição de confiança e administração dentro da casa de Davi. A alcunha “o meronotita” identifica sua origem geográfica, conectando-o à região de Meronote.

Jadom, também identificado como meronotita por Josefo (e não explicitamente no texto bíblico canônico),teria ajudado Neemias na reconstrução das muralhas de Jerusalém por volta de 455 a.C. Sua colaboração nessa importante tarefa de restauração da cidade demonstra seu compromisso com a comunidade judaica pós-exílio. A designação de Jadom como meronotita, embora de fonte extrabíblica, reforça a ideia de que Meronote era uma região conhecida o suficiente para servir como identificador para seus habitantes.

A localização exata de Meronote não é precisamente especificada na Bíblia, mas a designação “meronotita” para esses dois indivíduos distintos sugere que era uma região reconhecível na época, seja durante o reinado de Davi ou no período da reconstrução sob Neemias.

Nefuseus

Os nefuseus eram membros de uma família que tinha Asná como seu ancestral epônimo. Alguns descendentes dessa família retornaram do exílio na Babilônia em 537 a.C., acompanhando Zorobabel no primeiro grupo de exilados que retornou a Judá após o edito de Ciro, rei da Pérsia.

A menção dos nefuseus ocorre nas listas de famílias que retornaram do exílio, encontradas nos livros de Esdras 2:50 e Neemias 7:52. Essas listas detalham os grupos familiares e os números de pessoas que voltaram para reconstruir Jerusalém e restabelecer a comunidade judaica na sua terra. A inclusão dos nefuseus nessas listas sublinha sua participação no esforço de restauração pós-exílio.

A família de Asná, da qual os nefuseus eram parte, é listada entre os netinins (servos do templo), indicando uma possível função ou serviço que seus antepassados desempenhavam no Templo antes da destruição e do exílio.