Queretitas

Os queretitas eram um dos ramos ou clãs que compunham o povo filisteu. Eles são frequentemente mencionados em conjunto com os peletitas, formando um grupo que servia como guarda-costas pessoal e força especial do rei Davi (2 Samuel 8:18; 15:18; 20:23; 1 Reis 1:38, 44; 1 Crônicas 18:17).

A origem dos queretitas é debatida. Uma teoria sugere que eles eram filisteus que migraram para o sul de Canaã a partir de Creta, assim como o restante dos filisteus. O nome “Creta” é associado a “Querete” em algumas passagens bíblicas (Ezequiel 25:16; Sofonias 2:5), o que reforça essa ligação.

Outra perspectiva considera que os queretitas poderiam ser um grupo mercenário ou aliado que se juntou aos filisteus. Sua associação próxima com os peletitas no serviço de Davi sugere que eles formavam uma unidade coesa e de confiança.

Independentemente de sua origem exata, os queretitas tiveram um papel relevante na corte de Davi, atuando como uma força leal e possivelmente estrangeira, o que poderia explicar sua posição especial como guarda pessoal do rei. Sua menção em conjunto com os filisteus em algumas profecias (Ezequiel 25:15-17; Sofonias 2:4-7) indica que eram considerados parte do contexto cultural e político filisteu.

Netofatitas

Os netofatitas eram os moradores do povoado de Netofa, localizado aproximadamente 5 km ao sul de Jerusalém. Esta pequena cidade, apesar de sua modesta dimensão, é notável por ter sido a origem de vários indivíduos importantes mencionados nas Escrituras, principalmente associados ao círculo de Davi.

Alguns dos valentes guerreiros de Davi eram netofatitas, incluindo Sera, filho de Hazro (2 Samuel 23:28), e Sião, filho de Ana (2 Samuel 23:29). Em 1 Crônicas 11:30, Helede, filho de Baaná, é chamado de netofatita, embora em 2 Samuel 23:29 ele seja listado como filho de Sarar, o ararita (possivelmente uma variação de hararita, indicando uma possível conexão regional ou familiar). Além dos guerreiros, os netofatitas também são mencionados em um contexto pós-exílio. Alguns dos filhos dos cantores se estabeleceram em Netofa (Neemias 12:28).

A proximidade de Netofa a Jerusalém pode ter contribuído para o envolvimento de seus habitantes em eventos e serviços relacionados à capital e ao reino de Judá. A menção de guerreiros e músicos originários de Netofa destaca a contribuição desta comunidade para a sociedade israelita em diferentes aspectos.

Piratonitas

Os piratonitas eram os habitantes da cidade de Piratom, localizada na região montanhosa de Efraim, que era também conhecida como “as montanhas dos amalequitas” (Juízes 12:15). A designação “piratonita” servia para identificar os naturais dessa cidade.

A Bíblia menciona alguns indivíduos notáveis originários de Piratom. Abdom, filho de Hilel, o piratonita, foi um dos juízes de Israel e liderou a nação por oito anos, sendo posteriormente sepultado em Piratom (Juízes 12:13-15). Benaia, filho de Hoidai, de Piratom, também é listado entre os valentes de Davi (1 Crônicas 27:14).

Harodita

O harodita era o natural da cidade de Harode. A Bíblia menciona diversos indivíduos com essa designação, todos eles associados ao círculo dos valentes guerreiros do rei Davi, o que sugere que Harode era uma localidade que produziu homens corajosos e leais.

Entre os haroditas listados estão:

  • Sama, filho de Agé, o harodita, que se destacou por uma defesa heróica contra os filisteus (2 Samuel 23:11-12). Em 1 Crônicas 11:27, ele é listado como Sama, o hararita, o que pode indicar uma variação no nome ou uma possível conexão entre Harode e a região montanhosa referida por “Har”.
  • Ellica, o harodita, também faz parte da lista dos valentes de Davi (2 Samuel 23:25).
  • Helede, filho de Baaná, o netofatita (em 2 Samuel 23:29), é chamado de Helede, o harodita, em 1 Crônicas 11:30, sugerindo que ele era de Harode ou tinha alguma ligação significativa com essa cidade, embora sua origem familiar fosse de Netofa.

Meolatitas

Os meolatitas eram os habitantes do povoado de Meolá, também conhecido como Abel-Meolá. Esta localidade é mencionada em diversos contextos bíblicos, principalmente associada ao profeta Eliseu.

Abel-Meolá era a cidade natal de Eliseu, filho de Safate (1 Reis 19:16; 2 Reis 3:11). Foi para Abel-Meolá que Elias foi enviado para ungir Eliseu como seu sucessor profético (1 Reis 19:16-21). A conexão de um profeta tão significativo com esta cidade confere a ela uma importância especial nas narrativas bíblicas.

Além de sua associação com Eliseu, Abel-Meolá é mencionada em outros contextos históricos e geográficos. Foi um dos locais para onde os midianitas em fuga foram perseguidos após a vitória de Gideão (Juízes 7:22). Abel-Meolá estava situada no vale do Jordão, ao sul de Bete-Seã (1 Reis 4:12, onde é mencionada como parte do distrito administrativo de Baaná, filho de Ailud).