Gersonitas

Os gersonitas eram os descendentes de Gérson, o primogênito de Levi (Gênesis 46:11; Êxodo 6:16; Números 3:17; 1 Crônicas 6:1). Gérson teve dois filhos, Libni e Simei, que deram origem às duas principais famílias gersonitas (Êxodo 6:17; Números 3:18; 1 Crônicas 6:16-17).

Dentro da estrutura tribal levítica, os gersonitas tinham responsabilidades específicas relacionadas ao cuidado e transporte de partes do Tabernáculo durante as peregrinações no deserto. Eles eram encarregados de carregar as cortinas do Tabernáculo, a tenda da congregação com sua cobertura, o véu da entrada do Tabernáculo, as cortinas do pátio, o véu da entrada do pátio e suas cordas (Números 3:25-26; 4:24-26). O trabalho dos gersonitas era supervisionado por Itamar, filho do sacerdote Arão (Números 4:28).

Durante a divisão da terra prometida, os gersonitas receberam cidades para habitar em Basã e na Galileia, com algumas delas sendo cidades de refúgio (Josué 21:27-33; 1 Crônicas 6:71-76). Nos tempos de Davi, alguns gersonitas foram designados para funções no serviço do Templo, incluindo a supervisão dos tesouros (1 Crônicas 23:7-11; 26:20-22).

Estaoleus

Os estaoleus eram os habitantes da cidade de Quiriate-Jearim, que também era conhecida por outros nomes como Quiriate-Arim, Quiriate-Baal, Baala ou Baale.

Os estaoleus tinham uma possível conexão ancestral com diferentes grupos: os itritas (ou jitreus), os puteus, os sumateus ou os misraeus. A menção dessas possíveis origens indica uma história complexa ou uma mistura de populações que formaram a comunidade de Quiriate-Jearim.

Quiriate-Jearim desempenhou um papel na história bíblica, principalmente por ter sido o local onde a Arca da Aliança permaneceu por um longo período, após ser devolvida pelos filisteus e antes de ser levada para Jerusalém por Davi (1 Samuel 6:21-7:2; 2 Samuel 6:2-4; 1 Crônicas 13:5-6).

A identidade étnica precisa dos estaoleus e suas conexões com os grupos mencionados (itritas, puteus, sumateus, misraeus) não são detalhadamente explicadas nas Escrituras, sugerindo que sua importância primária estava ligada à sua residência em Quiriate-Jearim

Emins

Os emins eram um povo antigo que habitava a região a leste do Mar Morto, particularmente a área que mais tarde se tornou o território de Moabe. Eles são descritos em Deuteronômio 2:10-11 como um povo grande, numeroso e de alta estatura, assim como os anaquins, e eram chamados de refains pelos moabitas. Essa descrição os associa a outros grupos conhecidos por sua estatura imponente, como os refains e os anaquins, que eram considerados descendentes dos nefilins (Gênesis 6:4).

A Bíblia relata que os moabitas desapossaram os emins e se estabeleceram em seu lugar (Deuteronômio 2:12). A menção dos emins serve para ilustrar as migrações e as conquistas de povos na região de Canaã e seus arredores antes da chegada dos israelitas. Sua conexão com os anaquins e refains sugere uma percepção comum de povos antigos com características físicas notáveis, que frequentemente eram associados a uma origem mítica ou semidivina. A linhagem específica de Enaque, filho de Arba, é mais diretamente ligada aos anaquins que habitavam a região de Hebrom (Josué 15:13-14; 21:11), embora a descrição dos emins os assemelhe a esse grupo em termos de tamanho e força.

Elonitas

Os elonitas eram um dos ramos familiares dentro da tribo de Zebulom, descendentes de Elom, um dos filhos de Zebulom (Gênesis 46:14; Números 26:26). A tribo de Zebulom era uma das doze tribos de Israel, com território localizado na região da Galileia.

A família dos elonitas é mencionada nas genealogias tribais para registrar o crescimento e a organização do povo de Israel. Em Números 26, que apresenta um censo das tribos após a praga no deserto, os elonitas são listados como um dos clãs (ou famílias) de Zebulom, juntamente com os sereditas (descendentes de Serede) e os jaleelitas (descendentes de Jaleel).

Ecronitas

Os ecronitas eram os habitantes da cidade filisteia de Ecrom, uma das cinco principais cidades-estado da Filístia, juntamente com Gaza, Asquelom, Asdode e Gate. Ecrom estava localizada na fronteira norte do território filisteu, sendo a mais distante de Gaza e próxima da fronteira com Judá.

Ecrom é mencionada em diversos momentos da narrativa bíblica. Inicialmente, foi designada à tribo de Judá, mas os filisteus mantiveram o controle sobre ela (Josué 13:3; 19:43; Juízes 1:18). Um episódio notável envolvendo Ecrom é o retorno da Arca da Aliança pelos filisteus após sete meses de sua captura. As pragas que afligiram os filisteus foram atribuídas à presença da Arca, e os sacerdotes e adivinhos filisteus aconselharam devolvê-la a Israel, enviando-a em um carro puxado por vacas até Bete-Semes, uma cidade próxima a Ecrom (1 Samuel 5:10-12; 6:1-12).

Durante o reinado de Samuel, houve conflitos entre Israel e os filisteus, e em uma ocasião, os israelitas perseguiram os filisteus derrotados até Ecrom (1 Samuel 7:13-14). Em tempos posteriores, durante o reinado de Acazias de Israel, este consultou Baal-Zebube, o deus de Ecrom, sobre sua doença, o que provocou a repreensão do profeta Elias (2 Reis 1:2-17).

Ecrom também é mencionada em profecias contra a Filístia (Jeremias 25:20; Amós 1:8; Sofonias 2:4; Zacarias 9:5, 7), frequentemente em associação com as outras cidades filisteias, indicando sua importância e seu destino compartilhado nas mudanças políticas e militares da região. Escavações arqueológicas em Tel Miqne, geralmente identificado como a antiga Ecrom, revelaram evidências de uma significativa cidade filisteia com uma cultura distinta e interações comerciais com outras regiões.