Dedanitas

Os dedanitas eram os descendentes de Dedã, que é mencionado em duas genealogias distintas no Antigo Testamento, levando a diferentes interpretações sobre sua origem e relações tribais.

Em Gênesis 10:7, Dedã é listado como um dos filhos de Raama, que era filho de Cuxe, da linhagem de Cam. Nesse contexto, os dedanitas seriam um povo de origem africana ou árabe meridional.

Por outro lado, em Gênesis 25:3 e 1 Crônicas 1:32, Dedã é mencionado como um dos filhos de Joctã, que era um descendente de Sem. Nesse contexto, os dedanitas seriam um povo de origem árabe. Eles são mencionados em profecias bíblicas relacionadas a nações árabes e ao comércio. Por exemplo, em Isaías 21:13 e Ezequiel 27:20 e 38:13, Dedã é associado a rotas comerciais e a outras tribos árabes, indicando sua participação na economia da região. A localização exata de seu território é debatida, mas geralmente é situada em alguma parte da Arábia, possivelmente a noroeste.

Coreítas

Os coreítas eram os descendentes de Coré, que, conforme a genealogia apresentada, era filho de Eliasafe e neto do levita Corá (não o Corá que liderou a rebelião em Números 16, mas outro indivíduo com o mesmo nome). Essa distinção genealógica é importante para evitar confusões, pois havia diferentes indivíduos chamados Corá na história bíblica.

Os coreítas mencionados neste contexto específico parecem estar associados a um período posterior na história de Israel, particularmente durante o reinado de Davi. Eles são mencionados entre os porteiros do Templo, encarregados da guarda das entradas e dos tesouros (1 Crônicas 26:1-19). Especificamente, Simei, filho de Jaate, da linhagem de Gérson (outro filho de Levi), teve filhos que se tornaram chefes das casas de seus pais, e eles foram contados com seus irmãos como porteiros. Entre eles estavam Selumiel e outros, que eram coreítas (1 Crônicas 26:14).

A função dos porteiros era essencial para a ordem e a segurança do Templo, garantindo que apenas aqueles com permissão entrassem e protegendo os bens sagrados. A designação dos coreítas para essas responsabilidades demonstra a continuidade do serviço levítico e a organização do trabalho no Templo sob a liderança de Davi.

Coraítas

Os coraítas eram os membros da família descendente de Corá, que era filho de Izar, um dos filhos de Coate e, portanto, um levita (Êxodo 6:18, 21; Números 16:1; 1 Crônicas 6:22). Corá é mais conhecido por liderar uma significativa rebelião contra a autoridade de Moisés e Arão no deserto, um evento narrado em detalhes no livro de Números, capítulo 16. Nessa rebelião, Corá e outros líderes das tribos de Rúben e Gade questionaram o sacerdócio exclusivo de Arão e a liderança de Moisés, resultando em um julgamento divino severo.

No entanto, a linhagem de Corá não foi completamente extinta. A Bíblia registra que os filhos de Corá não morreram na punição infligida a seu pai (Números 26:10-11). Posteriormente, os coraítas desempenharam funções importantes no serviço do Tabernáculo e, mais tarde, do Templo em Jerusalém. Eles eram conhecidos por suas habilidades musicais e eram designados como porteiros e cantores (1 Crônicas 6:31-38; 9:19; 2 Crônicas 20:19).

Diversos Salmos são atribuídos aos “filhos de Corá” (por exemplo, Salmos 42, 44-49, 84, 85, 87, 88), indicando uma tradição poética e litúrgica dentro dessa família levítica. Esses Salmos frequentemente expressam temas de anseio por Deus, confiança em meio à dificuldade e a glória do santuário. A sobrevivência e a subsequente proeminência dos coraítas demonstram a complexidade das narrativas bíblicas sobre pecado, julgamento e a continuidade da graça divina através das gerações.

Coatitas

Os coatitas eram os descendentes de Coate, o segundo filho de Levi (Gênesis 46:11; Êxodo 6:16; Números 3:17; 1 Crônicas 6:1). Coate teve quatro filhos: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel, que deram origem às quatro principais famílias coatitas (Números 3:19; 1 Crônicas 23:12).

Dentro da tribo de Levi, os coatitas tinham responsabilidades específicas e importantes relacionadas ao serviço do Tabernáculo e, posteriormente, do Templo. Eles eram encarregados do transporte e cuidado dos objetos mais sagrados, incluindo a Arca da Aliança, a mesa dos pães da proposição, o candelabro, o altar de ouro e outros utensílios sagrados (Números 4:4-15). Dada a santidade desses objetos, apenas os coatitas tinham permissão para carregá-los, e mesmo assim, sob a supervisão de Arão e seus filhos, e após terem sido devidamente cobertos (Números 4:17-20).

Moisés e Arão eram da família de Anrão, um dos filhos de Coate (Êxodo 6:18, 20). Corá, que liderou uma rebelião contra a liderança de Moisés e Arão, também era coatita, da família de Izar (Números 16:1). Nos tempos de Davi, alguns coatitas foram designados para funções musicais no Templo (1 Crônicas 6:31-38; 1 Crônicas 15:16-17) e outros para cuidar dos pães da proposição (1 Crônicas 9:32).

Quiteus

Os quiteus eram os descendentes de Quitim, o terceiro filho de Javã (Gênesis 10:4; 1 Crônicas 1:7). Javã é identificado como o ancestral dos povos gregos ou jônicos. Portanto, os quiteus eram um povo com origens ligadas às regiões costeiras e ilhas do Mediterrâneo oriental, especialmente Chipre.

O nome “Quitim” é frequentemente usado na Bíblia para se referir a Chipre ou, por extensão, a outras ilhas e regiões costeiras do Mediterrâneo. Em algumas passagens, pode também se referir a povos marítimos ou a navios em geral.

Há menções de Quitim em contextos proféticos que indicam seu poder naval e sua possível participação em eventos históricos e conflitos na região. Por exemplo, em Isaías 23:1, 12, Tiro é lamentada como tendo cruzado para Quitim. Jeremias 2:10 menciona as “ilhas de Quitim”. Em Ezequiel 27:6, pranchas de navios são feitas de ciprestes de Quitim. Daniel 11:30 fala de “navios de Quitim” que se oporiam ao rei do norte.

Os quitim aparecem nas óstracas de Arade, indicando a presença de mercenários gregos no sul de Judá pré-exílico.

Essas referências sugerem que os quiteus eram um povo marítimo com influência na região do Mediterrâneo, possivelmente envolvidos em comércio e poder naval. Sua origem como descendentes de Javã os conecta ao mundo grego e às culturas do Egeu.