Izaritas

Os izaritas eram os descendentes de Izar, o segundo filho de Coate e, portanto, neto de Levi (Êxodo 6:18; Números 3:19; 1 Crônicas 6:2, 18). Izar teve três filhos: Corá, Nefegue e Zicri (Êxodo 6:21).

A família mais notória descendente de Izar foi a de Corá, que liderou uma rebelião significativa contra a autoridade de Moisés e Arão no deserto (Números 16). Essa rebelião, que questionava o sacerdócio exclusivo de Arão e a liderança de Moisés, resultou em um julgamento divino severo contra Corá e seus seguidores imediatos.

No entanto, é importante notar que a linhagem de Corá não foi completamente extinta. Os filhos de Corá não morreram na punição infligida a seu pai (Números 26:10-11). Posteriormente, os descendentes de Corá (os coraítas) desempenharam funções importantes no serviço do Tabernáculo e, mais tarde, do Templo, como porteiros e cantores, e alguns Salmos são atribuídos a eles.

Jairitas

Os jairitas eram os habitantes ou descendentes de Jair. Existem duas figuras bíblicas chamadas Jair, o que pode levar a alguma ambiguidade na identificação dos jairitas.

O primeiro Jair foi um juiz de Israel da região de Gileade, que julgou Israel por vinte e dois anos e teve trinta filhos que cavalgavam em trinta jumentos e possuíam trinta cidades na terra de Gileade, que ficaram conhecidas como Havote-Jair (“aldeias de Jair”) (Juízes 10:3-5). Os habitantes dessas cidades poderiam ser considerados jairitas em referência a este juiz.

O segundo Jair relevante foi um descendente de Judá, através de Hezrom, que se casou com a filha de Maquir, pai de Gileade, e herdou suas cidades, chamando-as também de Havote-Jair (1 Crônicas 2:21-23). Os habitantes dessas cidades em Gileade também seriam referidos como jairitas, embora sua linhagem fosse diferente da do juiz Jair de Gileade.

Jazeelitas

Os jazeelitas eram uma das famílias dentro da tribo de Naftali, descendentes de Jazeel, um dos filhos de Naftali (Gênesis 46:24; Números 26:48; 1 Crônicas 7:13). Naftali era um dos doze filhos de Jacó, e sua tribo fazia parte da confederação das tribos de Israel.

Durante o censo realizado por Moisés no deserto, a tribo de Naftali foi dividida em famílias, e os jazeelitas foram um dos grupos listados, indicando sua importância numérica e sua identidade dentro da tribo (Números 26:48). Jazeel, como ancestral epônimo, deu nome a essa porção da tribo de Naftali, contribuindo para a organização genealógica do povo de Israel. Além de sua menção nas listas genealógicas, as Escrituras não fornecem detalhes adicionais sobre a história ou as atividades específicas dos jazeelitas dentro da tribo de Naftali ou na história de Israel como um todo. E

Jitreus

Os jitreus eram os naturais e habitantes da cidade de Quiriate-Jearim, também conhecida como Quiriate-Arim, Quiriate-Baal, Baala ou Baale. Esta cidade possuía um significado especial na história bíblica devido à sua conexão com a Arca da Aliança.

Após os filisteus devolverem a Arca, ela foi levada para Quiriate-Jearim e permaneceu na casa de Abinadabe por um período considerável, até que o rei Davi a transferiu para Jerusalém (1 Samuel 6:21-7:2; 2 Samuel 6:2-4; 1 Crônicas 13:5-6). A longa estadia da Arca em Quiriate-Jearim elevou a importância da cidade como um centro religioso temporário para os israelitas.

A identificação dos habitantes como jitreus estabelece uma ligação direta entre o povo e a cidade. Em 1 Crônicas 2:53, menciona-se que as famílias de Quiriate-Jearim eram os itritas, puteus, sumateus e misraeus, descendentes de Salma. A similaridade entre “jitreus” e “itrítas” pode indicar uma possível variação textual ou uma forma alternativa de se referir aos mesmos habitantes ao longo do tempo.

Libnitas

Os libnitas eram os descendentes de Libni, que era o filho primogênito de Gérson, o primogênito de Levi (Êxodo 6:17; Números 3:18; 1 Crônicas 6:1, 17). Libni deu origem a uma das duas principais famílias dentro do clã dos gersonitas, sendo a outra a dos simeítas, descendentes de Simei, o outro filho de Gérson.

Como parte dos gersonitas, os libnitas tinham responsabilidades específicas relacionadas ao serviço do Tabernáculo durante as peregrinações no deserto. Eles eram encarregados do transporte e cuidado das cortinas do Tabernáculo, da tenda da congregação com sua cobertura, do véu da entrada do Tabernáculo, das cortinas do pátio, do véu da entrada do pátio e suas cordas (Números 3:25-26; 4:24-26). Essas tarefas eram cruciais para a mobilidade e a funcionalidade do santuário móvel de Israel.

Durante a divisão da terra prometida, os libnitas, juntamente com os outros gersonitas, receberam cidades para habitar em regiões como Basã e Galileia (Josué 21:27-33; 1 Crônicas 6:71-76).