Martin Buber (1878-1965) foi um filósofo e pensador teológico judeu.
Buber cresceu com seus avós em Lemberg (hoje Lviv na Ucrânia). Seu avô, Salomon Buber, era um especialista em Midrash. O jovem Martin Buber estudou em Viena e Berlim. Em 1899 ele se casou com a católica Paula Winkler. Quando conheceu Theodor Herzl por volta de 1900, envolveu-se no movimento sionista. Juntamente com Franz Rosenzweig, traduziu a Bíblia Hebraica para o alemão.
Começou sua carreira acadêmica na Europa, mas fugindo do nazismo, estabeleceu-se em Jerusalém. Lá se torna professor de antropologia e sociologia na Universidade Hebraica .
Em seu pensamento filosófico, o diálogo, como princípio antropológico, é o conceito central, o que se reflete, entre outras coisas, no título de sua principal obra: Ich und Du. O pensamento “Eu-Tu” de Buber enfatiza o profundo encontro relacional entre os indivíduos. Postula que a verdadeira existência humana se encontra na relação autêntica e recíproca entre o “eu” e o “tu”. Rejeita tratar as pessoas como objetos (Das ou “isso”). Defende o poder transformador do diálogo genuíno e o reconhecimento do valor inerente e da singularidade do outro, promovendo conexões significativas e um senso mais profundo de interconexão.
