Mito

O termo mito, em grego mythos, refere-se ao modo narrativo de comunicação. Mito constrata com Logos, o modo racional-argumentativo de comunicação. Por vezes a palavra é utilizada para uma narrativa sobre deuses e, nesse sentido empregado por H. Gunkel, talvez apenas Gn 6:1-4 e Jó 1 se enquadrem como mito. Também mito indica a história que acompanha algum ritual. Pode
também designam um modo de pensar, a qualidade mitopoética do pensamento humano, bem como um modo narrativo. Nesse sentido, não quer dizer que seja menos verdade, antes é uma forma complexa de retratar a realidade — principalmente conceitos desconhecidos, distantes no tempo ou difícil de compreensão.

Também é importante diferenciar mito de mitologia e de lenda. Mitologia combina logos e mythos para explicar algo, sobretudo etiologias. Lendas são formas narrativas de personagens supostamente históricos, enquanto a mitologia envolve personagens sobrenaturais ou meramente imaginários.

Há outra conotação no Novo Testamento, utilizando o termo “mythos” para estórias falsas, especulativas, fabulosas e tolas a serem rejeitadas como enganosas e perigosas. (1Tm 1: 4; 4: 7; 2Tm 4: 4; Tito 1:14;2 Pe 1:16). Não há certeza se essas passagens compreendem tradições narrativas (agadá) ou especulações doutrinárias.

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Autor: Círculo de Cultura Bíblica

Leonardo Marcondes Alves é um pesquisador multidisciplinar, PhD pela VID Specialized University (Noruega). Especialista em ciências da religião, antropologia, migração, direito e ciências bíblicas, integra a equipe editorial da EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia, Brasil). Biblista e investigador há muito tempo sobre a Congregação Cristã no Brasil, o movimento pentecostal italiano e grupos correlatos. Mantém os sites https://ensaiosenotas.com/ (humanidades e ciências sociais) e https://circulodeculturabiblica.org/ (ciências bíblicas, CCB) para a divulgação científica.

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