Anás, cujo nome significa “Javé mostra graça”, foi um sumo sacerdote judeu que viveu no século I d.C., durante o período do Novo Testamento. Embora não ocupasse o cargo oficialmente na época do ministério de Jesus, Anás exercia grande influência religiosa e política, sendo uma figura central nos eventos que levaram à crucificação de Cristo.
O sumo sacerdote em exercício na época era Caifás, genro de Anás. A relação familiar entre ambos indica a perpetuação do poder dentro de uma mesma linhagem sacerdotal, característica da elite religiosa judaica naquele período. Anás havia sido sumo sacerdote anteriormente, nomeado pelos romanos entre 6 e 15 d.C., e, mesmo após ser deposto, mantinha prestígio e influência, sendo ainda considerado sumo sacerdote por muitos, como se observa em Lucas 3:2.
O Evangelho de João destaca o papel de Anás no julgamento preliminar de Jesus. Após ser preso, Jesus foi levado primeiro a Anás, que o interrogou sobre seus discípulos e ensinamentos (João 18:12-24). Anás então o enviou a Caifás, onde o Sinédrio, a suprema corte judaica, se reuniu para condená-lo.
A participação de Anás no processo contra Jesus demonstra sua influência nos bastidores do poder religioso e político da época. Mesmo sem ocupar o cargo oficialmente, Anás continuava a exercer autoridade e a interferir nas decisões do Sinédrio, evidenciando a complexa dinâmica de poder entre as lideranças religiosas judaicas e as autoridades romanas.
