O Ano de Descanso, também chamado Ano Sabático, era um período de descanso para a terra ordenado por Deus aos israelitas. A cada sete anos, a terra deveria permanecer em pousio: não se plantava nem se colhia, permitindo que ela se regenerasse naturalmente (Êxodo 23:10-11; Levítico 25:2-7). O que nascesse espontaneamente seria para o sustento do dono da terra, dos pobres, dos estrangeiros e dos animais. Além do descanso da terra, o Ano Sabático era também um período de remissão de dívidas entre os israelitas (Deuteronômio 15:1-11).
A cada 50 anos, após sete ciclos de sete anos, celebrava-se o Ano do Jubileu, um ano de libertação e restauração ainda mais amplo. Além do descanso da terra, o Jubileu determinava a devolução de terras vendidas ou confiscadas aos seus donos originais e a libertação de todos os escravos (Levítico 25:8-55; 27:16-25). O Jubileu representava um tempo de restauração social e econômica, promovendo a justiça e a igualdade na comunidade.
Isaías, em sua profecia messiânica (Isaías 61:1-3), anunciou um novo Jubileu, uma era de libertação espiritual e social. Jesus, em sua primeira pregação na sinagoga de Nazaré (Lucas 4:16-21), proclamou o cumprimento dessa profecia em sua própria vinda, inaugurando um tempo de graça e salvação para todos que nele cressem.
O Ano Novo, ou Festa das Trombetas, marcava o início do ano religioso para os israelitas. Celebrado na primeira lua nova do mês de Tishrei (setembro-outubro), era um dia de descanso, de toques de trombeta e de ofertas especiais (Levítico 23:23-25; Números 29:1-6). Até hoje, os judeus celebram essa festa, chamada Rosh Hashaná, como o Ano Novo.
Os anos Sabático e do Jubileu expressam a preocupação de Deus com a justiça social, o descanso e a restauração. Esses períodos simbolizam a intervenção divina na história para restaurar a ordem e promover a liberdade e a igualdade entre seu povo.
