Restrições alimentares

As restrições alimentares na Bíblia refletem a preocupação com a pureza e a santidade, especialmente no Antigo Testamento. A proibição do consumo de sangue (Gênesis 9:4) e as leis sobre animais puros e impuros (Levítico 11; Deuteronômio 14) visavam distinguir Israel dos povos vizinhos e consagrá-lo a Deus. Sacerdotes e nazireus seguiam restrições adicionais (Êxodo 22:31; Levítico 3:17; 10:9; Números 6:3).

No Novo Testamento, as restrições alimentares são flexibilizadas (Atos 15:19,20,28,29). Paulo defende a liberdade de consciência e a orientação do Espírito Santo (Romanos 14; 1 Coríntios 8), priorizando o amor e a consideração mútua entre os cristãos. A ênfase se desloca para a abstinência do pecado e o cultivo de uma vida santa.

Avatar de Desconhecido

Autor: Círculo de Cultura Bíblica

Leonardo Marcondes Alves é um pesquisador multidisciplinar, PhD pela VID Specialized University (Noruega). Especialista em ciências da religião, antropologia, migração, direito e ciências bíblicas, integra a equipe editorial da EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia, Brasil). Biblista e investigador há muito tempo sobre a Congregação Cristã no Brasil, o movimento pentecostal italiano e grupos correlatos. Mantém os sites https://ensaiosenotas.com/ (humanidades e ciências sociais) e https://circulodeculturabiblica.org/ (ciências bíblicas, CCB) para a divulgação científica.

Deixe um comentário