O termo “hebreu” (עִבְרִי, ivri em hebraico; Ἑβραῖος, Hebraios em grego) aparece pela primeira vez na Bíblia para descrever Abraão (Gênesis 14:13), geralmente entendido como um descendente de Éber. A origem exata do termo é incerta.
Embora em alguns momentos históricos possa ter havido sobreposição entre hebreus e Habiru, a distinção entre os dois grupos é fundamental. Os hebreus são um povo com uma história, cultura e religião específicas, enquanto os Habiru são um grupo social diversificado, marginalizado e sem uma identidade étnica ou cultural comum. A associação entre hebreus e Habiru pode ter ocorrido devido a semelhanças em suas experiências de deslocamento e marginalização, bem como a semelhança desses termos nas línguas semíticas.
O termo “hebreu” (עִבְרִי, ivri) deriva possivelmente de Éber, ancestral de Abraão, ou do verbo “avar” (עבר), que significa “atravessar” ou “passar”. Refere-se aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, que formaram as doze tribos de Israel. Por sua vez, termo “Habiru” aparece em textos egípcios, mesopotâmicos e hititas, referindo-se a um grupo social diverso e marginalizado, composto por nômades, foragidos, mercenários e outros que não se encaixavam na estrutura social estabelecida. A origem exata do termo é incerta, mas geralmente não está ligada a uma etnia específica.
Os hebreus são tradicionalmente considerados descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, que formaram as doze tribos de Israel. A história dos hebreus narrada na Bíblia começa com o chamado de Abraão para deixar sua terra natal e se estabelecer em Canaã, terra prometida por Deus. Após um período de migração e estabelecimento, os hebreus enfrentaram a escravidão no Egito, de onde foram libertados por Moisés, um evento central na história e identidade do povo.
O termo “hebreu” é usado no Antigo Testamento para se referir aos descendentes de Abraão até o período do exílio. Após o exílio, o termo “judeu” (יְהוּדִי, yehudi) passa a ser usado com mais frequência, derivado do nome do reino de Judá.
