Jaspe (יָשְׁפֵה, yashfeh, em hebraico; ἴασπις, íaspis, em grego) é uma pedra preciosa mencionada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Em Êxodo 28:20 e 39:13, yashfeh é a última pedra da quarta fileira do peitoral do sumo sacerdote, representando uma das doze tribos de Israel. Ezequiel 28:13 também lista yashfeh entre as pedras preciosas que adornavam o rei de Tiro. A Septuaginta traduz consistentemente yashfeh como ἴασπις (íaspis). No Novo Testamento, o jaspe aparece em Apocalipse. Em Apocalipse 4:3, aquele que está sentado no trono é descrito com a aparência de jaspe (ἴασπις) e sardônio (σάρδιον, sárdion), sugerindo brilho e cores variadas. Em Apocalipse 21:11, a luz da Nova Jerusalém é comparada ao brilho de uma pedra de jaspe (ἴασπις), cristalina. A cidade e seus muros também são descritos como sendo de jaspe (Apocalipse 21:18-19). O jaspe, na mineralogia moderna, é uma variedade opaca de calcedônia, frequentemente apresentando diversas cores e padrões. No entanto, o ἴασπις (íaspis) bíblico, especialmente no contexto de Apocalipse, pode ter se referido a uma pedra mais translúcida, possivelmente um tipo de calcedônia cristalina ou até mesmo diamante, devido à ênfase no seu brilho e pureza. A descrição em Apocalipse sugere uma pedra de grande beleza e luminosidade, simbolizando a glória divina e a santidade da Nova Jerusalém. Portanto, embora o termo yashfeh/íaspis seja geralmente traduzido como “jaspe”, seu significado exato, especialmente no contexto apocalíptico, pode abranger uma gama de pedras preciosas de grande brilho e beleza.
