O silonita era o natural da cidade de Siló, localizada aproximadamente 38 km ao norte de Jerusalém, no território da tribo de Efraim. Siló possuía grande importância religiosa na história inicial de Israel, pois abrigou o Tabernáculo e a Arca da Aliança desde a época da conquista sob Josué até o tempo dos juízes (Josué 18:1; Juízes 18:31; 1 Samuel 1:3).
Durante o período em que o Tabernáculo estava em Siló, a cidade se tornou o principal centro de culto para as tribos de Israel, e as festas anuais eram celebradas ali (Juízes 21:19). Famílias como a de Elcana e Ana faziam peregrinações anuais a Siló para adorar e oferecer sacrifícios (1 Samuel 1:3). Foi em Siló que Ana orou fervorosamente por um filho e onde Samuel iniciou seu serviço ao Senhor sob a orientação do sacerdote Eli (1 Samuel 1-3).
No entanto, devido à corrupção dos filhos de Eli e a outros pecados do povo, Deus permitiu que os filisteus derrotassem Israel e capturassem a Arca da Aliança, marcando o fim da proeminência de Siló (1 Samuel 4). Siló foi posteriormente destruída, como profetizado (Jeremias 7:12-15; 26:4-6).
Apesar de sua destruição, a memória de Siló como um importante centro religioso persistiu.
