Jazeelitas

Os jazeelitas eram uma das famílias dentro da tribo de Naftali, descendentes de Jazeel, um dos filhos de Naftali (Gênesis 46:24; Números 26:48; 1 Crônicas 7:13). Naftali era um dos doze filhos de Jacó, e sua tribo fazia parte da confederação das tribos de Israel.

Durante o censo realizado por Moisés no deserto, a tribo de Naftali foi dividida em famílias, e os jazeelitas foram um dos grupos listados, indicando sua importância numérica e sua identidade dentro da tribo (Números 26:48). Jazeel, como ancestral epônimo, deu nome a essa porção da tribo de Naftali, contribuindo para a organização genealógica do povo de Israel. Além de sua menção nas listas genealógicas, as Escrituras não fornecem detalhes adicionais sobre a história ou as atividades específicas dos jazeelitas dentro da tribo de Naftali ou na história de Israel como um todo. E

Jitreus

Os jitreus eram os naturais e habitantes da cidade de Quiriate-Jearim, também conhecida como Quiriate-Arim, Quiriate-Baal, Baala ou Baale. Esta cidade possuía um significado especial na história bíblica devido à sua conexão com a Arca da Aliança.

Após os filisteus devolverem a Arca, ela foi levada para Quiriate-Jearim e permaneceu na casa de Abinadabe por um período considerável, até que o rei Davi a transferiu para Jerusalém (1 Samuel 6:21-7:2; 2 Samuel 6:2-4; 1 Crônicas 13:5-6). A longa estadia da Arca em Quiriate-Jearim elevou a importância da cidade como um centro religioso temporário para os israelitas.

A identificação dos habitantes como jitreus estabelece uma ligação direta entre o povo e a cidade. Em 1 Crônicas 2:53, menciona-se que as famílias de Quiriate-Jearim eram os itritas, puteus, sumateus e misraeus, descendentes de Salma. A similaridade entre “jitreus” e “itrítas” pode indicar uma possível variação textual ou uma forma alternativa de se referir aos mesmos habitantes ao longo do tempo.

Libnitas

Os libnitas eram os descendentes de Libni, que era o filho primogênito de Gérson, o primogênito de Levi (Êxodo 6:17; Números 3:18; 1 Crônicas 6:1, 17). Libni deu origem a uma das duas principais famílias dentro do clã dos gersonitas, sendo a outra a dos simeítas, descendentes de Simei, o outro filho de Gérson.

Como parte dos gersonitas, os libnitas tinham responsabilidades específicas relacionadas ao serviço do Tabernáculo durante as peregrinações no deserto. Eles eram encarregados do transporte e cuidado das cortinas do Tabernáculo, da tenda da congregação com sua cobertura, do véu da entrada do Tabernáculo, das cortinas do pátio, do véu da entrada do pátio e suas cordas (Números 3:25-26; 4:24-26). Essas tarefas eram cruciais para a mobilidade e a funcionalidade do santuário móvel de Israel.

Durante a divisão da terra prometida, os libnitas, juntamente com os outros gersonitas, receberam cidades para habitar em regiões como Basã e Galileia (Josué 21:27-33; 1 Crônicas 6:71-76).

Malitas

Os malitas eram os descendentes de Mali, o primogênito de Merari, que era o último dos três filhos de Levi (Êxodo 6:19; Números 3:20; 1 Crônicas 6:1, 19). Mali teve dois filhos, Eleazar e Quis (1 Crônicas 6:47).

Como parte da linhagem de Merari, os malitas tinham designações específicas para o serviço do Tabernáculo durante a jornada no deserto. Eles eram responsáveis pelo transporte das tábuas do Tabernáculo, suas barras, colunas, bases e todos os seus acessórios, bem como as colunas do pátio ao redor, suas bases, estacas e cordas (Números 3:36-37; 4:31-32). Essas tarefas exigiam força e organização para garantir a movimentação segura e eficiente da estrutura do santuário.

Durante a divisão da terra prometida, os meraritas, incluindo os malitas, receberam cidades para habitar nas tribos de Rúben, Gade e Zebulom (Josué 21:34-40; 1 Crônicas 6:63, 77-81). Nos tempos do rei Davi, os descendentes de Merari foram organizados para diversas funções no serviço do Templo, incluindo músicos e porteiros (1 Crônicas 6:44-47; 1 Crônicas 15:17-19; 1 Crônicas 26:10-19).

Meraritas

Os meraritas eram os membros da família descendente de Merari, o terceiro e último filho de Levi (Gênesis 46:11; Êxodo 6:16, 19; Números 3:17, 20; 1 Crônicas 6:1, 16). Merari teve dois filhos, Mali e Musi (Êxodo 6:19; Números 3:20; 1 Crônicas 6:19). Esses dois filhos deram origem às duas principais famílias dentro do clã dos meraritas: os malitas (descendentes de Mali) e os musitas (descendentes de Musi).

Durante a peregrinação no deserto, os meraritas tinham responsabilidades específicas e pesadas relacionadas ao transporte e à montagem do Tabernáculo. Eles eram encarregados de carregar as tábuas do Tabernáculo, suas barras, colunas, bases e todos os seus acessórios, bem como as colunas do pátio ao redor, suas bases, estacas e cordas (Números 3:36-37; 4:29-32). O trabalho dos meraritas era supervisionado por Itamar, filho do sacerdote Arão (Números 4:33).

Na distribuição da terra prometida, os meraritas receberam cidades para habitar nas tribos de Rúben, Gade e Zebulom (Josué 21:34-40; 1 Crônicas 6:63, 77-81). Nos tempos do rei Davi, os descendentes de Merari foram organizados para diversas funções no serviço do Templo, incluindo músicos (com Hemã, um merarita, como um dos líderes de canto) e porteiros (1 Crônicas 6:31-47; 1 Crônicas 15:17-19; 1 Crônicas 26:10-19).