Mar de Sufe

O Mar de Sufe (יַם סוּף, Yam Suf), expressão hebraica que significa “Mar de Juncos”, é o corpo d’água que os israelitas atravessaram durante o Êxodo, libertos da escravidão no Egito. Embora tradicionalmente traduzido como “Mar Vermelho” (ἐρυθρὰ θάλασσα, erythrà thálassa), a localização exata e a natureza do Mar de Sufe são debatidas.

Algumas hipóteses o identificam com o Golfo de Suez, enquanto outras sugerem lagos ou pântanos no norte do Egito. Foi o cenário da passagem dos israelitas em terra seca, e se fecharam sobre o exército egípcio em perseguição (Êx 14:21-29).

Dinaítas

Dinaítas (דִּינָיֵא, dinayê; Διναῖοι, Dinaioi), termo que aparece em Esdras 4:9, designa um grupo de escribas que atuavam na corte do rei persa Artaxerxes. Esses escribas, provavelmente pertencentes à província de Dina na Assíria, se opuseram à reconstrução do templo em Jerusalém pelos judeus que haviam retornado do exílio (Ed 4:9-10).

Juntamente com outros povos e oficiais, os dinaítas enviaram uma carta a Artaxerxes, acusando os judeus de sedição e rebelião, e buscando interromper a obra do templo (Ed 4:11-16).

A intervenção dos dinaítas e seus aliados resultou na suspensão da reconstrução do templo por vários anos, até que a obra foi retomada sob o reinado de Dario I (Ed 6:1-12).

Dagom

Dagom (דָּגוֹן, Dagon; Δαγών, Dagōn), deus principal dos filisteus, era cultuado em cidades como Asdode e Gaza (1Sm 5:2-7; Jz 16:23). Sua imagem, provavelmente com corpo de peixe e cabeça e mãos humanas, representava sua associação com a fertilidade e o mar.

A narrativa bíblica destaca o confronto entre Dagom e o Deus de Israel, quando a Arca da Aliança foi capturada pelos filisteus. Colocada diante da imagem de Dagom em Asdode, a Arca provocou a queda e a destruição da estátua (1Sm 5:3-5).

Interpretado como um sinal da superioridade de Javé sobre os deuses pagãos, esse episódio humilhou os filisteus e os levou a devolver a Arca aos israelitas (1Sm 6:1-12).

Berilo

Berilo (בָּרֶקֶת, bareqet; βήρυλλος, bēryllos), pedra preciosa translúcida de brilho vítreo, é mencionada na Bíblia em contextos que evocam beleza, valor e santidade. Encontrado em diversas cores, como verde, azul, amarelo e vermelho, o berilo era apreciado na antiguidade por sua raridade e brilho.

Em Êxodo 28:20, o berilo é listado como uma das doze pedras preciosas que adornavam o peitoral do sumo sacerdote, cada uma representando uma das tribos de Israel. Essa associação do berilo com o vestuário sacerdotal ressalta seu valor e sua conexão com o sagrado.

Ezequiel, em sua visão do carro celestial (Ez 1:16), descreve as rodas como “semelhantes à cor do berilo”, evocando a beleza e a grandiosidade da criação divina.

No livro do Apocalipse, o berilo é mencionado como uma das pedras preciosas que adornam os fundamentos da Nova Jerusalém (Ap 21:20), simbolizando a perfeição e a glória do Reino de Deus.

Belsazar

Belsazar (בֵּלְשַׁאצַּר, Bēlšaʾṣṣar; Βαλτάσαρ, Baltasar), cujo nome em acádio significa “Bel proteja o rei”, foi o último rei do Império Neobabilônico, governando como corregente com seu pai, Nabonido (Dn 5:1). Neto de Nabucodonosor (Dn 5:2,11,18,22), Belsazar é retratado em Daniel 5 como um monarca arrogante e idólatra, que profana os vasos sagrados do templo de Jerusalém durante um banquete (Dn 5:3-4).

Em meio à festa, uma mão misteriosa escreve na parede uma mensagem enigmática (Dn 5:5). Daniel, chamado para interpretar a escrita, repreende Belsazar por sua idolatria e orgulho, e anuncia a queda iminente de Babilônia (Dn 5:18-28).

Naquela mesma noite, o Império Babilônico cai diante dos persas, e Belsazar é morto (Dn 5:30) durante a captura da Babilônia por Dario, o medo, em 539 a.C. (Dn 5:30; 7: 1).

Apesar de Nabucodonosor ser citado como o pai de Belsazar em Dn 5:11, 18, tal indicação aparenta ser a invocação do ancestral de maior prestígio, como ocorria na fórmula Bīt-PN, como, por exemplo, “Filho ou Casa de Davi”.