Arrebatamento

O Arrebatamento descreve o encontro transformador dos cristãos com Cristo nos ares em sua segunda vinda (1 Tessalonicenses 4:16-17; 1 Coríntios 15:51-52; Apocalipse 1:7). O termo grego “harpazo”, traduzido como “arrebatamento”, indica um encontro irresistível, no qual os crentes serão levados ao encontro de Cristo.

A expressão “nas nuvens… encontro com o Senhor nos ares” pode aludir ao costume de receber dignitários fora das cidades, simbolizando o triunfo de Cristo.

O arrebatamento implica a transformação dos corpos dos crentes, tornando-os glorificados e aptos para o reino de Deus.

O retorno de Cristo terá um impacto universal (2 Pedro 3:10-12; 2 Timóteo 4:1), contrariando interpretações individualistas e limitadas ao âmbito terrestre. O arrebatamento marca o ápice da história da salvação e o início do reino eterno de Deus.

Na perspectiva dispensacionalista, o arrebatamento é um evento iminente. Essa crença se baseia na ideia de uma distinção clara entre Israel e a Igreja, com Deus retomando seu plano para Israel após o arrebatamento da Igreja. Em algumas interpretações, o arrebatamento é visto como o evento que dará início à última semana de Daniel, um período de sete anos de tribulação na terra, culminando na segunda vinda de Cristo e no estabelecimento de seu reino milenar. Essa interpretação do arrebatamento se desenvolveu no século XIX, com as obras de John Nelson Darby e outros teólogos dispensacionalistas, e se tornou influente em diversos círculos evangélicos nos Estados Unidos.

BIBLIOGRAFIA

Jewett, Robert. Jesus against the Rapture: Seven Unexpected Prophecies, Westminster John Knox, 1979.

Armagedom

Armagedom, termo que aparece apenas em Apocalipse 16:16, designa o local onde os reis da terra se reunirão para a batalha final contra Deus. Embora a palavra signifique literalmente “Monte de Megido”, sua interpretação é controversa.

A maioria dos estudiosos associa Armagedom à cidade bíblica de Megido, localizada em um vale estratégico na Galileia, palco de batalhas históricas. Megiddo, portanto, simbolizaria um local de confronto e julgamento divino.

Outros sugerem que “Armagedom” seja um erro de transcrição ou uma referência a outro local, como o Monte Carmelo ou mesmo a Babilônia, descrita como uma montanha em outras passagens bíblicas.

Independentemente da localização precisa, Armagedom representa o confronto final entre o bem e o mal, o julgamento divino sobre os ímpios e a vitória final de Deus e seu Reino.

Arca de Noé

A Arca de Noé foi construída por Noé a mando de Deus na narrativa do dilúvio em Gênesis 6-9. Deus, vendo a corrupção e a violência na terra, decide destruir a humanidade com um dilúvio, mas preserva Noé, sua família e um casal de cada espécie animal na arca.

A arca, construída de madeira e vedada com betume, tinha dimensões colossais. Estimando medidas correspondentes às atuais, dimensionava cerca de 135 metros de comprimento, 22,5 metros de largura e 13,5 metros de altura. Possuía três andares e um teto com uma abertura para ventilação. Noé e sua família, juntamente com os animais, permaneceram na arca durante o dilúvio, que durou quarenta dias e quarenta noites.

Após o dilúvio, a arca pousou no Ararate. Noé e sua família saíram da arca e receberam a bênção de Deus, que lhes ordenou multiplicarem-se e encherem a terra. Deus estabeleceu uma aliança com Noé, prometendo nunca mais destruir a terra com um dilúvio, e o arco-íris se tornou o símbolo dessa aliança.

Arcanjo

Arcanjo, termo derivado do grego ἀρχάγγελος “archangelos”, designa um anjo com altos poderes. Embora a palavra apareça apenas duas vezes na Bíblia (1 Tessalonicenses 4:16; Judas 1:9), a crença em anjos superiores é presente na tradição judaica e cristã.

Tradicionalmente, dois anjos são identificados como Miguel (Judas 1:9; Apocalipse 12:7) e Gabriel (Lucas 1:19,26). Miguel, o único explicitamente chamado de arcanjo nas Escrituras canônicas, é descrito como um guerreiro celestial, que luta contra as forças do mal, enquanto Gabriel é o mensageiro divino, encarregado de anunciar eventos importantes, como o nascimento de João Batista e de Jesus.

A origem do conceito de arcanjo pode ser encontrada em textos judaicos anteriores ao Novo Testamento, como o livro de 1 Enoque, que descreve uma hierarquia angelical complexa. Essa crença foi incorporada à tradição cristã, influenciando a teologia e a iconografia sobre os anjos.

Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal

A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, presente no Jardim do Éden, ocupa um lugar central na narrativa da queda da humanidade em Gênesis 2-3. Deus proibiu Adão e Eva de comerem seu fruto, alertando que a desobediência traria a morte (Gênesis 2:17).

A serpente, porém, enganou Eva, afirmando que o fruto concederia conhecimento e sabedoria divinos (Gênesis 3:4-5). Eva cedeu à tentação e comeu do fruto, dando também a Adão. Esse ato de desobediência trouxe consequências catastróficas para a humanidade: a perda da inocência, a consciência do bem e do mal, a vergonha, o sofrimento e a morte entraram no mundo.