Barsabás

Barsabás, significando “filho de Saba”, era um apelido comum no século I, presente no livro de Atos dos Apóstolos, associado a dois personagens distintos: José e Judas.

  1. José Barsabás. Em Atos 1:23, após a ascensão de Jesus, os apóstolos se reúnem para escolher um substituto para Judas Iscariotes. Dois discípulos, José, chamado Barsabás, e Matias, são indicados. Após oração, a sorte recai sobre Matias, que se junta aos onze apóstolos. Este episódio revela que José Barsabás era um discípulo próximo de Jesus, considerado digno de assumir o apostolado, tendo acompanhado o ministério de Cristo desde o batismo de João (Atos 1:21-22).

2. Judas Barsabás é mencionado em Atos 15:22. Após o Concílio de Jerusalém, ele é enviado, juntamente com Silas, à Antioquia para levar a decisão apostólica sobre a circuncisão dos gentios convertidos. Descrito como “um dos principais entre os irmãos” (Atos 15:22), Judas Barsabás seria uma pessoa de respeito na comunidade cristã primitiva, provavelmente um profeta (Atos 15:32), encarregado de comunicar e esclarecer as determinações do concílio.

Barrabás

Barrabás, cujo nome deriva do aramaico “Bar Abbas”, significando “filho do pai”, é uma figura mencionada nos quatro Evangelhos do Novo Testamento (Mateus 27:15-26; Marcos 15:6-15; Lucas 23:18-24; João 18:40). Sua história se entrelaça com a de Jesus no momento crucial de sua condenação.

Preso por sedição e homicídio (Marcos 15:7; Lucas 23:19), Barrabás era um rebelde, possivelmente ligado aos zelotes, grupo que se opunha à dominação romana. Durante a festa da Páscoa, era costume romano libertar um prisioneiro a pedido do povo. Pilatos, então governador da Judeia, ofereceu à multidão a escolha entre Jesus e Barrabás. Influenciada pelos líderes religiosos, a multidão clamou pela libertação de Barrabás e pela crucificação de Jesus (Mateus 27:20-21; Marcos 15:11; Lucas 23:25).