Diná

Diná, em hebraico דִּינָה‎, “julgada”, foi uma filha de Leia e Jacó. Foi estuprada por Siquém, um príncipe da cidade homônima, despertando a vingança de Simeão e Levi. (Gn 34).

A última menção de Diná na Bíblia aparece quando a família de Jacó se prepara para descer ao Egito. É listada entre os 70 membros da família que desceram juntos (Gênesis 46:15).

BIBLIOGRAFIA

Bechtel, Lyn M. “What If Dinah Is Not Raped? (Genesis 34).” Journal for the Study of the Old Testament 19, no. 62 (1994): 19–36. doi:10.1177/030908929401906202.

Blyth, Caroline. “`Listen to My Voice’: Challenging Dinah’s Silence in Genesis 34.” The Expository Times 120, no. 8 (2009): 385–87.

Blyth, Caroline. “Terrible Silence, Eternal Silence: A Feminist Re-Reading of Dinah’s Voicelessness in Genesis 34.” Biblical Interpretation: A Journal of Contemporary Approaches 17, no. 5 (2009): 483–506.

Johnson, Janell. “Negotiating Masculinities in Dinah’s Story: Honor and Outrage in Genesis 34.” Review & Expositor 115, no. 4 (2018): 529–41. doi:10.1177/0034637318798362.

Klopper, Frances. “Rape and the Case of Dinah : Ethical Responsibilities for Reading Genesis 34.” Old Testament Essays 23, no. 3 (2010): 652–65.

Rofé, Alexander. “Defilement of Virgins in Biblical Law and the Case of Dinah (Genesis 34).” Biblica 86, no. 3 (2005): 369–75.

Ruit, Gavi S. “Rabbinic Commentaries on Genesis 34 and the Construction of Rape Myths.” Journal of Jewish Ethics 3, no. 2 (2017): 247–66.

Shemesh, Yael. “Rape Is Rape Is Rape: The Story of Dinah and Shechem (Genesis 34).” Zeitschrift FÜr Die Alttestamentliche Wissenschaft 119, no. 1 (2007): 2–21.

Thomson, H. “Hermeneutical Reflections on Genesis 34: The Rape of Dinah.” Saint Marks Review 197, no. 197 (2003): 39–40.

Debir Quiriate-Sefer

Debir, Quiriate-Sefer ou Quiriate-Sana  é um local mencionado em Js 5:15-19 e Jz 1:11. Quiriate Sefer significa “a cidade do livro”. Possivelmente era um centro escribal ou de arquivos e tenha sido uma pequena cidade-estado cananeia (Js 10:38, 39). Há registros de duas conquistas pelos israelitas (Js 15:13-19; Jz 1:11-15). Localizada em território tribal de Judá, tornou-se uma cidade levítica dos coatitas (Js 21:9, 15; 1Cr 6:54, 58).

Há hoje duas localidades potenciais para essa cidade. Uma seria Khirbet Rabud, sítio arqueológico próximo a Hebrom. Outro seria próximo a Modi’in Illit, onde o sítio arqueológico de mesmo nome situa-se entre Jerusalém e Tel Aviv, ao norte da região de Sefelá. O local, no período do Segundo Templo, foi uma aldeia com uma sinagoga, constituíndo um importante sítio arqueológico.

Dinheiro

Em sentido estrito dinheiro ou moeda é algum objeto convencionado como meio de troca ou designação de valor. No Antigo Testamento, o dinheiro assumia diferentes formas, incluindo metais, bens e gado. A peça de metal cunhada com a designação “moeda” somente seria popularizada mais tarde, já dos períodos persa e helenista em diante.

Entre as referências mais antigas a “dinheiro” estão as descrições de transações realizadas pelos patriarcas hebreus. Por seu incidente com Sara, Abimeleque pagou restituição a seu marido, Abraão (Gn 20: 14-16) em “ovelhas e bois, e escravos e escravas” que eram o equivalente a “mil moedas de prata”.

A palavra hebraica geralmente usada para “dinheiro” (kesef) significa literalmente “prata”. Como a prata era mais comum do que o ouro, que precisava ser importado do Egito ou da Anatólia, a maioria das transações bíblicas ocorreu com a prata.

Há relato de valoração dual desses metais, isto é, seu valor de uso como joia e valor atribuído como dinheiro. Acã escondeu a Josué os despojos tirados de Jericó (Js 7:21), incluindo dinheiro na forma de anéis e barras. O ouro que Jó recebeu quando suas riquezas foram restauradas (Jó 42:11) incluía anéis.

A necessidade de cunhar dinheiro foi tardia. As moedas cunhadas surgiram na Anatólia e Grécia como método de pagamento por volta do século VI ou V aC. A invenção de moedas ainda está envolta em mistério: de acordo com Heródoto (I, 94), as moedas foram cunhadas pela primeira vez por Alietas da Lídia (c. 610–560 a.C.), enquanto Aristóteles afirma que as primeiras moedas foram cunhadas por Demódica de Kyrme, esposa do rei Midas da Frígia. As mais antigas moedas encontradas em circulação foram cunhadas na ilha grega de Egina, pelos governantes locais ou pelo rei Feidon de Argos.

A difusão da moeda cunhada foi nos períodos persa e helenista. E a Bíblia atesta isso bem como a cunhagem de moedas helenistas e hasmoneias nesse períofo. Em Esdras 2:68-69, as famílias fizeram ofertas voluntárias para a reforma do Templo, dando ao tesouro “sessenta e um mil dáricos de ouro, cinco mil minas de prata”. O dárico e a mina eram moedas persas.

No período do Novo Testamento, a cunhagem romana havia se tornado um dos meios usados ​​pelo governo imperial para manter o império unido. O dinheiro cunhado, legalmente autorizado pelos governos, tornou-se o padrão de troca de bens, serviços e pagamento de impostos.

Um denário era o salário normal pago a um trabalhador por um dia de trabalho (Mt 20: 2). Era também o imposto do Templo na época de Jesus e provavelmente era a moeda referida em Mateus 22:21.

O dracma (Mt 15: 8) era uma moeda incomum da época de Cristo, pois o denário romano há muito tinha substituído as moedas de prata da fase selêucida helenista.

O didracma e o tetradracma (na verdade estater) (Mateus 17:24) são referências a moedas de prata da cidade de Tiro, usadas nos negócios do Templo. Os estaters eram iguais a siclos e, como os judeus foram proibidos de emitir suas próprias moedas de prata, foram forçados a usar moedas dessa cidade mercantil. Ironicamente, as moedas traziam a imagem do velho inimigo de Israel, Baal. Cambistas estavam disponíveis para trocar moeda estrangeira por essas moedas tírias. Judas foi pago com trinta estaters.

Uma das menores moedas era o Lepton, aquela da oferta da viúva (Marcos 12:42, Lucas 12:59; 21:2).

Davi

Davi filho de Jessé (hebraico דָּוִד; דָּוִיד ; grego Δαυίδ; “amado”) foi rei de Judá e depois sobre todo Israel no período da monarquia unida. Teria reinado entre c. 1010 a c. 970 a.C.

O ciclo narrativo sobre Davi aparece de 1 Sm 16:13-1 a Re 2:12. Pastor do rebanho de seu pai, tornou-se músico na corte de Saul e se voluntariou para enfrentar os filisteus. Perseguido pelo enciumado Saul, não se levantou contra o rei, mas viveu em fuga, ajuntando um grupo de soldados irregulares. O profeta Samuel ungiu Davi como o futuro rei de Israel.

Após a morte de Saul, Davi unifica as tribos , mas enfrenta dificuldades em sua vida familiar.

Errante e dependente do perdão divino, Davi é o arquétipo do beneficiário da graça. Os salmos davíticos expressam essa relação de confissão, clamor e conforto esperando no Senhor. Com a promessa de que sua linhagem ocuparia o trono de Israel para posterioridade, nos livros dos profetas a dinastia davídica ocupa uma posição especial. Assim, na esperança messiânica o legado de Davi aparece em Jesus Cristo como herdeiro de seu reino.

Deuteronômio

Deuteronômio em grego é “a segunda lei”. O título hebraico é devarim, de “estas são as palavras“. No conjunto do Pentateuco é o último livro e serve de recapitulação da jornada e instrução da Lei aos israelitas. Consiste em três discursos de despedida (1-4, 5-26, 27-31:27) de Moisés nas planícies de Moabe, no final dos 40 anos de peregrinação pelos desertos durante o êxodo.

Em maior detalhe, o livro começa com um discurso de despedida proferido por Moisés nas planícies de Moabe (1: 1-5). Recapitula como Deus trouxe o povo à beira do Jordão (1: 1-4:43). Em um segundo discurso, Moisés explica o significado da aliança (5-11) e apresenta o Código de Leis Deuteronômicas (12-26), o cerne do livro. Seguem instruções para a renovação da aliança (27), uma lista de bênçãos e maldições (28) e uma exortação final para observar a aliança (capítulos 29-30). Seguem o Cântico de Moisés (31-32), sua bênção final a Israel (33) e o relato de sua morte no Monte Nebo (34) encerra o livro.

Na comparação do Código Deuteronômico (Dt 12-26) com o Livro da Aliança ou Código da Aliança (Êx 20: 22-23: 33) e o Código de Santidade (Lv 17-26) há cinco tópicos únicos a Deuteronômio: a centralização da adoração (12:1-32; passim); as cidades apóstatas (13: 12-16); deveres reais (17: 14-20); direito da guerra (20:1-20); e o assassino desconhecido (21: 1-9).