Acube

Acube, nome que possivelmente significa “suplantador” ou “aquele que segura o calcanhar”, identifica diferentes indivíduos no Antigo Testamento, principalmente levitas e descendentes de Davi.

Acube, descendente de Davi: Filho de Elioenai, pertence à linhagem real de Davi (1 Crônicas 3:24).

Acube, porteiro do Templo: Levita que foi chefe de uma família de porteiros no Templo após o exílio babilônico (Esdras 2:42; Neemias 7:45; 11:19; 12:25; 1 Esdras 5:28).

Acube, família de servidores do Templo: Nome de uma família de servidores do Templo chamados netineus, que provavelmente realizavam tarefas auxiliares no culto (Esdras 2:45; 1 Esdras 5:30).

Acube, intérprete da lei: Levita que atuou como intérprete da Lei durante a leitura pública feita por Esdras (Neemias 8:7; 1 Esdras 9:48).

Acaico

Acaico, cristão do primeiro século, é mencionado em 1 Coríntios 16:17 como um dos três irmãos (junto com Estéfanas e Fortunato) que visitaram Paulo em Éfeso. Sua visita, provavelmente representando a igreja de Corinto, trouxe alívio e alegria a Paulo, que ansiava por notícias e contato com a comunidade coríntia.

É possível que Acaico e seus companheiros tenham levado consigo uma carta da igreja de Corinto para Paulo, mencionada em 1 Coríntios 7:1. Essa carta teria contido perguntas e dúvidas dos coríntios sobre diversos assuntos, como casamento, divórcio e idolatria, às quais Paulo responde em sua primeira carta aos Coríntios.

Acã

Acã, um homem da tribo de Judá, condenado por roubar os despojos de Jericó.

Após a vitória da conquista de Jericó, Deus ordenou que todos os despojos da cidade fossem consagrados ao Senhor, mas Acã cobiçou e escondeu alguns objetos de valor (Josué 7:1-26).

Esse ato de desobediência teve consequências graves. Israel sofreu uma derrota inesperada na batalha seguinte, em Ai. Através de um processo de sorteio sagrado, Acã foi identificado como o transgressor e confessou seu pecado. Ele e sua família foram apedrejados e seus bens queimados no vale de Acor, que significa “perturbação”.

Absalão

Absalão (אַבְשָׁלוֹם, “pai da paz”), terceiro filho de Davi (2Sm 3:3), cuja mãe era Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur, ocupa um papel central na narrativa de 2 Samuel 13-19. Destaca-se na narrativa bíblica por sua beleza física (2Sm 14:25), ambição desmedida e trágico destino.

Nascido em Hebron durante o reinado de Davi em Judá. Absalão assassinou seu meio-irmão Amnom para vingar o estupro de sua irmã Tamar (2 Samuel 13). Após um período de exílio de três anos em Gesur, retornou a Jerusalém. Por meio de artimanhas e promessas populistas, conquista o apoio do povo, moveu uma rebelião contra seu pai. Usurpou o trono de Davi, forçando-o a fugir (2 Samuel 15-16). A rebelião de Absalão culminou em uma batalha, na qual ele foi morto por Joabe, apesar das ordens de Davi para que fosse poupado (2 Samuel 18).

A trajetória de Absalão reflete a justiça divina em ação, punindo Davi por seus pecados e ao mesmo tempo preservando sua dinastia, conforme prometido por Natã (2 Samuel 7:12-16; 12:10-14). A morte de Absalão, embora trágica, pavimentou o caminho para a ascensão de Salomão ao trono.

Abiude

  1. Abiude ou Abiúde, forma grega do nome hebraico Abihud, aparece em Mateus 1:13 como ancestral de Jesus Cristo. Ele era descendente de Zorobabel, líder do retorno do exílio babilônico, e pai de Eliaquim, figurando na genealogia que liga Jesus à linhagem real de Davi.
  2. Abiúde, terceiro filho de Bela e descendente de Benjamim, é mencionado brevemente em 1 Crônicas 8:3 como parte da genealogia da tribo. A Bíblia não fornece mais informações sobre sua vida ou seus descendentes.