Odres

Odres (em grego: ἀσκοί; em hebraico: נֹאדִים) são recipientes feitos de pele de animal, utilizados para armazenar líquidos como água, vinho, azeite e leite. Sua presença é notável em diversas passagens bíblicas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, ilustrando seu uso comum na vida cotidiana dos povos antigos.

No Antigo Testamento, os odres são mencionados em contextos variados, desde a história de Agar e Ismael no deserto (Gênesis 21:14-19) até a descrição dos suprimentos levados pelos israelitas em sua jornada pelo Egito (Êxodo 12:34). A imagem do odre também é utilizada metaforicamente, como em Jó 32:19, onde o profeta se compara a um odre cheio de vinho, pronto para romper.

No Novo Testamento, a parábola dos odres novos e velhos (Mateus 9:17, Marcos 2:22, Lucas 5:37-38) é uma das mais conhecidas. Jesus utiliza a imagem dos odres para ilustrar a necessidade de adaptar as tradições religiosas aos novos tempos, assim como o vinho novo requer odres novos para não se perder.

Alabastro

Alabastro (ἀλάβαστρον, alabastron, em grego) é um termo que, na Bíblia, se refere a um tipo de pedra, geralmente um carbonato de cálcio (alabastro calcítico ou “ônix egípcio”), embora o termo moderno também possa se referir a um sulfato de cálcio (alabastro gipsita). O alabastro bíblico é mais associado a vasos ou frascos, sem alças, usados para armazenar perfumes e óleos preciosos.

A menção mais famosa do alabastro na Bíblia encontra-se nos Evangelhos Sinópticos (Mateus 26:7; Marcos 14:3; Lucas 7:37) e em João 12:3. Uma mulher, identificada em João como Maria, irmã de Lázaro, unge Jesus com um perfume caríssimo (nardo puro) contido em um vaso de alabastro (alabastron). O ato de quebrar o vaso para derramar o perfume simboliza um gesto de devoção extrema e sacrifício. O termo grego ἀλάβαστρον (alabastron) refere-se mais especificamente ao recipiente do que ao material em si, mas, por associação, passou a designar a pedra comumente usada para fabricá-lo.

Não há um termo hebraico específico no Antigo Testamento que corresponda diretamente ao alabastro. As referências bíblicas ao alabastro estão concentradas no Novo Testamento, e estão intrinsecamente ligadas ao episódio da unção de Jesus, simbolizando um ato de adoração, generosidade e preparação para seu sepultamento. O material, valorizado por sua beleza e capacidade de preservar óleos perfumados, reforça a ideia de preciosidade e sacrifício presentes no gesto da mulher.