Dinheiro

Em sentido estrito dinheiro é algum objeto convencionado como meio de troca ou designação de valor. No Antigo Testamento, o dinheiro assumia diferentes formas, incluindo metais, bens e gado.

Entre as referências mais antigas a “dinheiro” estão as descrições de transações realizadas pelos patriarcas hebreus. Por seu incidente com Sara, Abimeleque pagou restituição a seu marido, Abraão (Gn 20: 14-16) em “ovelhas e bois, e escravos e escravas” que eram o equivalente a “mil moedas de prata”.

A palavra hebraica geralmente usada para “dinheiro” (kesef) significa literalmente “prata”. Como a prata era mais comum do que o ouro, que precisava ser importado do Egito ou da Anatólia, a maioria das transações bíblicas ocorria com a prata.

Há relato de valoração dual desses metais bem como seu valor de uso. Acã escondeu a Josué os despojos tirados de Jericó (Js 7:21), incluindo dinheiro na forma de anéis e barras. O ouro que Jó recebeu de sua família quando suas riquezas foram restauradas (Jó 42:11) incluía anéis.

A necessidade de cunhar dinheiro foi tardia. As moedas cunhadas surgiram na Anatólia e Grécia como método de pagamento por volta do século VI ou V aC. A invenção de moedas ainda está envolta em mistério: de acordo com Heródoto (I, 94), as moedas foram cunhadas pela primeira vez por Alietas da Lídia (c. 610–560 a.C.), enquanto Aristóteles afirma que as primeiras moedas foram cunhadas por Demódica de Kyrme, esposa do rei Midas da Frígia. As mais antigas moedas encontradas em circulação foram cunhadas na ilha grega de Egina, pelos governantes locais ou pelo rei Feidon de Argos.

A difusão da moeda cunhada foi nos períodos persa e helenista. E a Bíblia atesta isso bem como a cunhagem de moedas helenistas e hasmoneias nesse períofo. Em Esdras 2:68-69, as famílias fizeram ofertas voluntárias para a reforma do Templo, dando ao tesouro “sessenta e um mil dáricos de ouro, cinco mil minas de prata”. O dárico e a mina eram moedas persas.

No período do Novo Testamento, a cunhagem romana havia se tornado um dos meios usados ​​pelo governo imperial para manter o império unido. O dinheiro cunhado, legalmente autorizado pelos governos, tornou-se o padrão de troca de bens, serviços e pagamento de impostos.

Um denário era o salário normal pago a um trabalhador por um dia de trabalho (Mt 20: 2). Era também o imposto do Templo na época de Jesus e provavelmente era a moeda referida em Mateus 22:21.

O dracma (Mt 15: 8) era uma moeda incomum da época de Cristo, pois o denário romano há muito tinha substituído as moedas de prata da fase selêucida helenista.

O didracma e o tetradracma (na verdade estater) (Mateus 17:24) são referências a moedas de prata da cidade de Tiro, usadas nos negócios do Templo. Os estaters eram iguais a siclos e, como os judeus foram proibidos de emitir suas próprias moedas de prata, foram forçados a usar moedas dessa cidade mercantil. Ironicamente, as moedas traziam a imagem do velho inimigo de Israel, Baal. Cambistas estavam disponíveis para trocar moeda estrangeira por essas moedas tírias. Judas foi pago com trinta estaters.

Uma das menores moedas era o Lepton, o da oferta da viúva (Marcos 12:42, Lucas 12:59; 21:2).

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