Gregório Palamas (1296–1359) foi um teólogo e monge bizantino que desenvolveu a teologia hesicasta, centrada na oração e na experiência da energia divina.
Gregório Palamas nasceu em Constantinopla, mais tarde se tornou monge no Monte Atos, onde se aprofundou nas práticas de oração e contemplação. Palamas envolveu-se na controvérsia hesicasta, um debate teológico que opôs os defensores do hesicasmo, que buscavam a experiência direta de Deus, aos críticos que viam essas práticas como heréticas.
Palamas sustentava pela distinção entre a essência divina e as energias divinas, sustentando que a luz divina experimentada pelos hesicastas não era a essência de Deus, mas sim uma manifestação de suas energias. Essa ideia foi crucial para a defesa do hesicasmo, pois permitiu que os praticantes buscassem a união com Deus sem confundir a experiência mística com a visão da essência divina, algo considerado impossível nesta vida.
Escreveu extensivamente em defesa do hesicasmo, participando de sínodos em Constantinopla na década de 1340. Suas obras abordaram temas como a Oração de Jesus e a importância da pureza interior para alcançar a iluminação. Através de seus escritos, Palamas não apenas consolidou o hesicasmo como uma prática central na espiritualidade ortodoxa, mas também estabeleceu as bases para sua aceitação como dogma da Igreja Ortodoxa.
