Adolf Schlatter (1852-1938) foi um teólogo protestante suíço-alemão, dedicado aos estudos do Novo Testamento e à teologia sistemática.
Schlatter ocupou cátedras em renomadas universidades, incluindo Berna, Greifswald, Berlim e Tübingen, onde exerceu um impacto sobre teólogos como Karl Barth e Rudolf Bultmann. Ao longo de sua carreira, Schlatter escreveu mais de 400 obras acadêmicas e populares, cobrindo exegese, teologia e ética cristã.
Schlatter defendia a autoridade das Escrituras e as doutrinas cristãs, com base histórica do cristianismo na vida e nos ensinamentos de Jesus. Criticava as tendências da teologia liberal de minimizar os elementos sobrenaturais da Bíblia e destacava as implicações éticas do Evangelho, chamando à obediência cristã e ao discipulado.
Entre suas principais contribuições estão sua exegese meticulosa e abordagem histórico-gramatical aos textos do Novo Testamento. Desenvolveu um sistema teológico abrangente, integrando estudos bíblicos, teologia histórica e reflexão filosófica, enquanto enfatizava a ética cristã fundamentada no Evangelho e no exemplo de Jesus. Manteve um envolvimento ativo na igreja ao longo de sua vida, servindo como pastor e participando de debates teológicos dentro da comunidade cristã.
