Zaretã

Zaretã ou Zarethan (צָרְתָן, Tsartan) é uma cidade associada à travessia do rio Jordão pelos israelitas sob a liderança de Josué e, posteriormente, ao reinado de Salomão. Sua localização, ainda que incerta, é geralmente identificada na região do vale do Jordão, ao norte do Mar Morto.

Zaretã é mencionada como um local onde o rei Salomão mandou fundir os utensílios de bronze para o Templo de Jerusalém (1 Reis 7:46; 2 Crônicas 4:17). O texto em 1 Reis 7:46 especifica que a fundição ocorreu “na planície do Jordão, entre Sucote e Zaretã, na terra argilosa”. A menção de Sucote como um ponto de referência adicional ajuda a restringir ainda mais a localização de Zaretã.

A travessia do Jordão (Josué 3:16) é o evento mais significativo ligado a Zaretã . O texto descreve como as águas do Jordão, que estavam transbordando em toda a sua extensão durante a época da colheita, pararam de correr em um ponto distante, “em Adã, cidade que está ao lado de Zaretã”. Isso permitiu que os israelitas atravessassem o rio em terra seca. A menção de Adã perto de Zaretã ajuda a localizar a área do milagre.

Zaretã comofronteira (Josué 13:27) listada como parte do território da tribo de Gade, situada no vale do Jordão.

Zafon

Safom, Zafom, Zafon ou Zaphon é um nome que aparece na Bíblia Hebraica, tanto como um local geográfico quanto com um significado simbólico, ligado a crenças culturais da época.

Zafom é mencionada como uma cidade localizada a leste do rio Jordão, no território da tribo de Gade (Josué 13:27; Juízes 12:1). Nesses trechos, Zaphon é apresentada como um ponto de referência geográfico.

O termo Zafom é usado em algumas passagens bíblicas, especialmente em contextos poéticos ou proféticos, onde pode carregar conotações de poder divino ou autoridade.

Além de sua localização, Zafom é a palavra hebraica para “norte”.

No contexto das culturas antigas do Oriente Médio, o Monte Zafon (ou Ṣapānu) era uma montanha considerada sagrada, habitação do deus El e Baal em algumas mitologias cananeias e ugaríticas. Era vista como sua morada e um lugar de grande poder.

Isbaque

Isbaque (יִשְׁבָּק, Yishbaq) foi o quinto dos seis filhos que Abraão teve com Quetura, sua esposa após a morte de Sara (Gênesis 25:2; 1 Crônicas 1:32). Seus irmãos eram Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã e Suá.

Assim como seus irmãos nascidos de Quetura, a Bíblia não oferece detalhes significativos sobre a vida de Isbaque ou seus descendentes. Gênesis 25:5-6 relata que Abraão deu presentes a todos os seus filhos com suas concubinas (incluindo Quetura) e os enviou para longe de seu filho Isaque, o herdeiro principal, para a “terra do Oriente”. Esse ato visava evitar conflitos sobre a herança.

Josefo, o historiador judeu do primeiro século, em suas “Antiguidades Judaicas”, menciona que Abraão estabeleceu esses filhos em colônias, e que eles tomaram posse da “Trogloditis” (uma região na costa do Mar Vermelho) e da Arábia Feliz. No entanto, essa informação não é encontrada no texto bíblico.

Alguns estudiosos sugerem que os descendentes de Isbaque poderiam estar ligados a tribos árabes antigas, possivelmente identificadas em inscrições seculares. Uma dessas sugestões é a possível conexão com um povo mencionado em uma inscrição cuneiforme conhecido como “Jasbuqu”. No entanto, essas identificações permanecem conjecturas, dada a escassez de informações bíblicas e a dificuldade em correlacionar evidências arqueológicas com esses nomes bíblicos.

O significado do nome “Isbaque” em hebraico é incerto, mas algumas sugestões incluem “ele deixará” ou “ele esvaziará”.

Jocsã

ocsã (יָקְשָׁן, Yoqshan) é o segundo filho de Abraão com Quetura, com quem ele se casou após a morte de Sara (Gênesis 25:2; 1 Crônicas 1:32). Seus irmãos eram Zinrã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.

A Bíblia fornece poucas informações sobre Jocsã além de sua genealogia. Gênesis 25:3 e 1 Crônicas 1:32 mencionam que Jocsã foi o pai de Sebá e Dedã.

Os descendentes de Dedã são posteriormente listados como Assurim, Letusim e Leumim (Gênesis 25:3).

A localização exata dos descendentes de Jocsã é incerta, mas algumas teorias e fontes seculares sugerem possíveis ligações com tribos árabes no norte da Arábia ou até mesmo conexões com regiões da Anatólia. No entanto, essas associações permanecem em grande parte especulativas, dada a falta de detalhes específicos na narrativa bíblica.

O nome Jocsã pode ter o significado de “caçador” ou “apanhador” em hebraico.

Zinrã

Zinrã ou Zimran (זִמְרָן) é um nome que aparece na Bíblia Hebraica como um dos filhos de Abraão com Quetura, com quem ele se casou após a morte de Sara (Gênesis 25:2; 1 Crônicas 1:32). Zinrã é listado ao lado de seus irmãos: Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.

A Bíblia não oferece muitos detalhes sobre a vida de Zimran ou seus descendentes.

Uma teoria, baseada em fontes seculares como o geógrafo Ptolomeu, identifica os descendentes de Zimran com uma tribo árabe chamada “Zabram”, localizada a oeste de Meca. Outras sugestões o ligam a regiões da Arábia. No entanto, essas identificações permanecem especulativas, pois a Bíblia em si não fornece informações concretas sobre o destino ou os feitos dos descendentes de Zimran.

O nome “Zimran” em hebraico pode estar relacionado à raiz zamar, que significa “cantar” ou “fazer música”. Isso poderia sugerir que o nome significa algo como “músico” ou “celebrado em canções”.