Gade

  1. Gade (גד, Gad; Γάδ, Gad), sétimo filho de Jacó e primeiro com Zilpa, serva de Lia (Gn 30:11), deu origem à tribo israelita que leva seu nome. O nome “Gade”, que significa “sorte” ou “tropa”, prenunciava a natureza guerreira e o papel crucial da tribo na história de Israel.

Acampados a sul do tabernáculo durante a jornada no deserto (Nm 2:14), os gaditas se destacaram por sua bravura e habilidade militar (1Cr 12:8). Estabelecidos a leste do Jordão, em terras propícias à pecuária (Nm 32:1-5), defenderam suas fronteiras com coragem, sendo comparados a leões em ferocidade (1Cr 12:8).

Participaram ativamente da conquista de Canaã (Js 4:12) e, no tempo de Davi, se uniram ao rei em Ziclague (1Cr 12:8-15), demonstrando lealdade em sua luta contra Saul.

2. Gade, o profeta, que aconselhou Davi em momentos decisivos (1Sm 22:5; 2Sm 24:11-19).

Gaditas

Os gaditas (בְּנֵי גָד, bnei gad), descendentes de Gade, sétimo filho de Jacó (Gn 30:11), formavam uma tribo israelita conhecida por sua bravura e habilidade militar. Estabelecidos a leste do Jordão, em terras férteis e propícias à criação de gado (Nm 32:1-5), os gaditas eram guerreiros destemidos e “adestrados para a guerra” (1Cr 12:8).

A Bíblia destaca sua destreza no manejo de “escudo e lanças” (1Cr 12:8), comparando-os a leões em ferocidade e a corças em agilidade (1Cr 12:8).

Durante a conquista de Canaã, os gaditas lutaram ao lado das demais tribos, demonstrando coragem e lealdade (Js 4:12). Após a conquista, retornaram às suas terras a leste do Jordão, onde se dedicaram à pecuária e à defesa de suas fronteiras.

No tempo de Davi, os gaditas se juntaram ao rei em Ziclague (1Cr 12:8-15), apoiando-o em sua luta contra Saul e contribuindo para a consolidação do reino.

Éfode

Éfode (אֵפוֹד, ephod; ἐπωμίς, epōmis), peça fundamental do vestuário sacerdotal no Antigo Testamento, era uma espécie de avental usado sobre a túnica, pendendo dos ombros e cobrindo a frente e as costas. Confeccionado com materiais ricos e coloridos, como linho fino, ouro, púrpura e azul (Êx 28:6), o éfode distinguia os sacerdotes e simbolizava sua função sagrada.

O éfode do sumo sacerdote era especialmente elaborado, com pedras preciosas nas ombreiras e um peitoral ricamente adornado (Êx 28:15-30). Esse peitoral, contendo o Urim e o Tumim, era usado para consultar a vontade de Deus (Êx 28:30).

O éfode também é mencionado em contextos de idolatria (Jz 8:27; 17:5), indicando que era usado em cultos a outras divindades. Essa associação reforça a importância do éfode como símbolo do sagrado e da mediação entre o divino e o humano.

Revolta de Absalão

A Revolta de Absalão, narrada em 2 Samuel 13-19, foi um dos episódios mais dramáticos e dolorosos na vida do rei Davi. Absalão (אַבְשָׁלוֹם, ʼAvshalom), terceiro filho de Davi, movido por ambição e desejo de vingança pela violação de sua irmã Tamar, organiza uma conspiração para usurpar o trono de seu pai.

Linha do tempo da revolta:

  • Assassinato de Amnom (2Sm 13:28-29): Após dois anos planejando sua vingança, Absalão manda assassinar Amnom, seu meio-irmão que havia estuprado Tamar.
  • Fuga para Gesur (2Sm 13:37-38): Temendo a reação de Davi, Absalão foge para Gesur, onde permanece por três anos.
  • Retorno a Jerusalém (2Sm 14:21-24): Davi, influenciado por Joabe, permite que Absalão retorne a Jerusalém, mas sem restaurar seu favor imediatamente.
  • Conspiração e conquista do povo (2Sm 15:1-6): Absalão, fingindo interesse pelos problemas do povo, começa a conspirar contra Davi e a ganhar apoio popular.
  • Fuga de Davi (2Sm 15:13-17): Alertado sobre a rebelião, Davi foge de Jerusalém com seus leais, deixando a cidade nas mãos de Absalão.
  • Absalão em Jerusalém (2Sm 15:37; 16:15): Absalão entra em Jerusalém e se estabelece como rei, recebendo conselhos de Aitofel e Husai.
  • Batalha na floresta de Efraim (2Sm 18:6-8): As tropas de Davi, lideradas por Joabe, enfrentam o exército de Absalão na floresta de Efraim. Absalão é morto por Joabe, apesar das ordens de Davi para que sua vida fosse poupada.
  • Luto de Davi (2Sm 18:33; 19:1-8): Davi lamenta profundamente a morte de Absalão, causando descontentamento entre suas tropas.
  • Retorno de Davi a Jerusalém (2Sm 19:9-15): Davi retorna a Jerusalém e retoma seu reinado, mas enfrenta novas tensões e desafios.

Onri

Onri (עָמְרִי, ʿOmri), cujo nome significa “Javé é minha vida”, foi o sexto rei de Israel, governando por 12 anos (885-874 a.C.) após um período de guerra civil (1Rs 16:23). Embora a Bíblia não forneça detalhes sobre sua ascendência, Onri demonstrou grande habilidade política e militar, consolidando o reino e estabelecendo uma dinastia que duraria quatro gerações.

Onri subiu ao poder após a morte de Zimri, que havia assassinado o rei Elá (1Rs 16:16-22). Após superar a oposição de Tibni, outro pretendente ao trono, Onri estabeleceu a capital em Samaria, uma cidade estrategicamente localizada e facilmente defensável (1Rs 16:24).

Onri também é mencionado em textos assírios e na Pedra Moabita, que atestam seu poder e influência na região. Apesar de seus feitos políticos e militares, a Bíblia critica Onri por “fazer o que era mau aos olhos do Senhor” (1Rs 16:25), mantendo a idolatria e a desobediência aos mandamentos divinos.

Após sua morte, Onri foi sepultado em Samaria e sucedido por seu filho, Acabe (1Rs 16:28).