Urim e Tumim

Urim e Tumim, expressão hebraica que pode ser traduzida como “luzes e perfeições”, referem-se a um método de consulta divinatória utilizado pelos antigos israelitas para discernir a vontade de Deus.

O Urim e Tumim estão associados ao peitoral do sumo sacerdote (Êx 28:30) e eram usados para obter respostas “sim” ou “não” a perguntas importantes. Algumas teorias sugerem que se tratavam de objetos sagrados, como pedras preciosas ou dados, usados em conjunto com a oração e a meditação para revelar a vontade divina.

A utilização do Urim e Tumim é mencionada em diversos contextos, como na escolha de um novo rei (1Sm 10:22) e na consulta sobre estratégias militares (Jz 1:1; 20:18). No entanto, a prática parece ter caído em desuso em períodos tardios do Antigo Testamento, possivelmente devido ao crescimento da profecia como.

Suquitas

Os suquitas, mencionados em 2 Crônicas 12:3 como parte do exército do faraó Sisaque que invadiu Judá no reinado de Roboão, são um povo de origem incerta. Embora a Bíblia não forneça detalhes sobre sua identidade, talvez os suquitas fossem de origem líbia, o que os associaria a povos norte-africanos.

A invasão de Sisaque a Judá ocorreu no quinto ano do reinado de Roboão (1Rs 14:25), e a participação dos suquitas nesse exército indica sua relevância como força militar na época.

A Bíblia relata que Sisaque e seus aliados, incluindo os suquitas, conquistaram diversas cidades em Judá, saquearam o tesouro do templo e do palácio real em Jerusalém, e impuseram pesadas condições a Roboão (2Cr 12:2-12).

Nazireu

Nazireu, que significa “consagrado” ou “separado”, era um termo usado no Antigo Testamento para designar indivíduos que faziam um voto especial a Deus (Nm 6:1-21). Esse voto, chamado de nazireado, implicava em restrições e práticas específicas como abster-se de vinho e produtos da videira, não cortar o cabelo e evitar contato com cadáveres (Nm 6:3-8).

O nazireado era um período de dedicação intensificada a Deus, marcado pela separação de elementos que poderiam ser considerados impuros ou profanos. Sansão (Jz 13:5) e Samuel (1Sm 1:11) são exemplos de nazireus consagrados desde o nascimento. Outros, como Paulo (At 18:18), fizeram o voto por um período determinado.

Ao final do nazireado, o indivíduo oferecia sacrifícios no tabernáculo ou no templo, raspava a cabeça e queimava o cabelo no altar (Nm 6:13-20). O nazireado simbolizava uma consagração total a Deus, uma entrega completa à vontade divina.

Nazireus mencionados na Bíblia:

  • Sansão: Juízes 13:5 deixa claro que ele foi consagrado nazireu desde o ventre materno.
  • Samuel: 1 Samuel 1:11 descreve o voto de Ana, sua mãe, dedicando-o como nazireu.
  • João Batista: Lucas 1:15 indica que ele seria nazireu desde o nascimento.
  • Paulo: Atos 18:18 e 21:23-26 relatam que Paulo cumpriu votos de nazireado, embora não esteja claro se ele próprio era nazireu ou se apenas participou de um ritual de purificação.

Possíveis nazireus :

  • José: Alguns estudiosos sugerem que José, filho de Jacó, pode ter sido nazireu, baseando-se em sua aparência física (cabelo comprido) e em sua resistência à tentação.
  • Elias: A tradição judaica associa Elias ao nazireado, embora não haja menção explícita na Bíblia.
  • Jeremias: Alguns comentadores especulam que Jeremias pode ter sido nazireu, com base em sua dedicação a Deus e em certas passagens de seu livro.
  • Absalão: Josefo afirma que Absalão era nazireu, o que explicaria seu cabelo comprido e o fato de tê-lo cortado após certo tempo (2Sm 14:26).

Richard Hays

Richard B. Hays (1948-2025) foi um estudioso do Novo Testamento que contribuiu para a ética cristã e a hermenêutica bíblica. Ministro na Igreja Metodista Unida, Hays lecionou em Yale e Duke Divinity School, onde também foi reitor.

Em “The Moral Vision of the New Testament” (1996), Hays explora a relação entre a Bíblia e a ética. Ele argumenta que a narrativa bíblica oferece uma visão moral para os cristãos.

Hays escreveu sobre as epístolas paulinas e os Evangelhos, com obras como “Echoes of Scripture in the Letters of Paul” (1989) e “The Faith of Jesus Christ” (1983).

Hays participou de círculos acadêmicos e eclesiásticos, motivando o estudo das Escrituras e a vida cristã de acordo com o Novo Testamento.