A Acácia ou Cetim, árvore característica das regiões áridas do Oriente Médio, desempenha um papel significativo na narrativa bíblica, tanto em sentido literal quanto simbólico. Sua madeira, resistente e durável, foi utilizada na construção do Tabernáculo (Êxodo 25-27, 35-38) e de seus utensílios, como a Arca da Aliança (Êxodo 25:10) e o altar do incenso (Êxodo 30:1).
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Acã
Acã, um homem da tribo de Judá, condenado por roubar os despojos de Jericó.
Após a vitória da conquista de Jericó, Deus ordenou que todos os despojos da cidade fossem consagrados ao Senhor, mas Acã cobiçou e escondeu alguns objetos de valor (Josué 7:1-26).
Esse ato de desobediência teve consequências graves. Israel sofreu uma derrota inesperada na batalha seguinte, em Ai. Através de um processo de sorteio sagrado, Acã foi identificado como o transgressor e confessou seu pecado. Ele e sua família foram apedrejados e seus bens queimados no vale de Acor, que significa “perturbação”.
Abutre
O abutre, ave de rapina conhecida por se alimentar de carniça, é mencionado na Bíblia em contextos que evocam imagens de julgamento, desolação e provisão divina.
Em Levítico 11:13-19 e Deuteronômio 14:12-18, o abutre é listado entre as aves impuras, proibidas para consumo. Essa classificação pode estar relacionada aos seus hábitos alimentares e à associação com a morte e a decomposição.
Em Mateus 24:28 e Lucas 17:37, Jesus usa a imagem dos abutres se reunindo ao redor de um cadáver como uma metáfora para a inevitabilidade do julgamento e a consequência da desobediência a Deus. A presença dessas aves indica a presença da morte e a decadência espiritual.
Por outro lado, em Jó 39:27-30, o abutre é descrito como uma criatura majestosa, cuja capacidade de voar alto e encontrar alimento em lugares remotos ilustra a providência divina que sustenta todas as criaturas.
O abutre, portanto, assume diferentes significados na Bíblia. Ele pode representar a impureza, o julgamento e a morte, mas também a provisão e o cuidado de Deus para com sua criação.
Absalão
Absalão (אַבְשָׁלוֹם, “pai da paz”), terceiro filho de Davi (2Sm 3:3), cuja mãe era Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur, ocupa um papel central na narrativa de 2 Samuel 13-19. Destaca-se na narrativa bíblica por sua beleza física (2Sm 14:25), ambição desmedida e trágico destino.
Nascido em Hebron durante o reinado de Davi em Judá. Absalão assassinou seu meio-irmão Amnom para vingar o estupro de sua irmã Tamar (2 Samuel 13). Após um período de exílio de três anos em Gesur, retornou a Jerusalém. Por meio de artimanhas e promessas populistas, conquista o apoio do povo, moveu uma rebelião contra seu pai. Usurpou o trono de Davi, forçando-o a fugir (2 Samuel 15-16). A rebelião de Absalão culminou em uma batalha, na qual ele foi morto por Joabe, apesar das ordens de Davi para que fosse poupado (2 Samuel 18).
A trajetória de Absalão reflete a justiça divina em ação, punindo Davi por seus pecados e ao mesmo tempo preservando sua dinastia, conforme prometido por Natã (2 Samuel 7:12-16; 12:10-14). A morte de Absalão, embora trágica, pavimentou o caminho para a ascensão de Salomão ao trono.
Restrições alimentares
As restrições alimentares na Bíblia refletem a preocupação com a pureza e a santidade, especialmente no Antigo Testamento. A proibição do consumo de sangue (Gênesis 9:4) e as leis sobre animais puros e impuros (Levítico 11; Deuteronômio 14) visavam distinguir Israel dos povos vizinhos e consagrá-lo a Deus. Sacerdotes e nazireus seguiam restrições adicionais (Êxodo 22:31; Levítico 3:17; 10:9; Números 6:3).
No Novo Testamento, as restrições alimentares são flexibilizadas (Atos 15:19,20,28,29). Paulo defende a liberdade de consciência e a orientação do Espírito Santo (Romanos 14; 1 Coríntios 8), priorizando o amor e a consideração mútua entre os cristãos. A ênfase se desloca para a abstinência do pecado e o cultivo de uma vida santa.
