Jacó

Nome de duas pessoas na Bíblia.

  1. Jacó é um dos patriarcas hebreus. Irmão gêmeo mais novo de Esaú, filho de Isaac e Rebeca, pai de Diná e de doze filhos, patriarcas das tribos.

O nome de Jacó foi mudado para Israel (Gn 32:28; 35:10). Deus renova com Jacó a promessa e aliança feita a Abraão e Isaque, de terra e descendência (Gn 28:13-15). Jacó experimentou manifestações divinas (Gn 28:10-22; 32:3-22). Casou-se com Leia e Raquel. Acompanhou os filhos ao Egito, onde morreu (Gn 49:28-50:14).

2. O pai de José, marido de Maria (Mt 1:15-16).

Jezabel

Jezabel, rainha de Israel do século IX a.C. Era filha de Etbaal, rei dos sidônios, na Fenícia. Casou-se com Acabe e estimulou o culto a Baal em Israel.

O ciclo narrativo de Jezabel aparece de 1 Reis 16 a 2 Reis 10. Coincide com um dos períodos mais prósperos para o Reino de Israel, sob a dinastia Omrita. Suas políticas religiosas foram confrontadas por Elias, profeta defensor do Yahweismo, o culto de Yahweh.

Embora Jezabel seja às vezes representada como uma sedutora com base em Ap 2:20-22, o Livro de Reis não a retrata assim.

Jesus Cristo

J̓esus Cristo, em grego Ιησοῦς Χριστός. Jesus é a forma do hebraico. “Yahweh salva” e Cristo em hebraico significa Messias, מָשִׁיחַ, que significa “o ungido”. Jesus de Nazaré, referência dada à cidade da qual foi criado, foi crido como o ungido divino, em cumprimento de antigas profecias, revelando Deus.

Os ensinos, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo são narrados nos quatro Evangelhos , enquanto outros escritos do Novo Testamento registram os efeitos confiança nele entre seus seguidores (a Igreja) como seu Senhor e Salvador.

Pelos registros neotestamentários, Jesus apareceu por volta do ano c24 d.C. publicamente ao povo da Judeia e regiões vizinhas. Ensinava por parábolas, estendendo sua amizade com os excluídos, atendendo os necessitados com milagres e falava do reino de Deus como uma realidade presente. Foi crucificado pelos romanos em colaboração com a elite político-religiosa judaica. Ressuscitado dos mortos,apareceu vivo para seus seguidores. Assim, foi crido como co-criador (João 1: 1-3) e o justo juiz no final dos tempos (Mt 16:27). Desde então, os cristãos compreenderam sua morte como expiação pelo pecado, sua ressurreição como vitória sobre a morte como ato inagural da salvação.

O Novo Testamento registra que em todos os atos na vida de Jesus Cristo esteve revelado a ação do Espírito Santo. Pelo Espírito Santo Maria concebeu e o Logos se fez carne (Mt 1:18; Lc 1:33; Jo 1:14). No batismo a voz do Pai e o Espírito desceu sobre o Filho (Mt 3:16; Mc 1:10; Lc 3:22; Jo 1:32-33). Este mesmo Espírito guiou Jesus ao deserto (Mt 4:1; Mc 1;12; Lc 4;1) para a vitória sobre a tentação. Seus ensinos foram pelo Espírito (At 1:2), quando pregou paz aos que estavam longe e paz aos que estavam perto, para que todos tivessem acesso em um Espírito ao Pai (Ef 2:18-22). Cristo foi morto e levantado para a justificação pelo Espírito (Rm 4:25; 8:11). Prometeu o batismo no Espírito (At 1:1–4). E pelo Espírito os cristãos esperaram seu retorno (Ap 22:17).

Referências extrabíblicas
Alusões a Jesus aparecem nos autores greco-romanos e sírios.

  • Plínio (Epístolas 10.96) escreveu ao imperador Trajano sobre a “superstição” cristã na Ásia menor.
  • Tácito (Anais 15.44) observou que Cristo foi executado sob Pilatos;
  • Suetônio (Vidas 24.4) registra agitações entre a comunidade judaica de Roma por causa de um “Crestus”.
  • Flegonte de Trales (citado por Orígenes de Alexandria, Contra Celso, 2. 14) teria dito que Jesus previu eventos futuros e que houve um eclipse e terremoto em seus dias. Apesar de conhecido somente por Orígenes, no geral Contra Celso é um fonte historiográfica fiável.
  • O filósofo sírio Mara Serapion teria escrito uma carta por volta do ano 73 d.C. lamentando a morte de três pessoas importantes à humanidade: Pitágoras, Sócrates e um “rei dos judeus” cuja nova lei continuava como legado.
  • Talus. Escritor samaritano de expressão grega. Sua obra foi perdida, mas sobrevive em fragmentos. É citado por escritores cristãos como registrando um evento de escuridão no século I d.C.
  • Numênio (fl.150-200), filósofo e erudito sírio, menciona Moisés e os escritos cristãos com respeito.

Fontes judaicas, como Josefo (Antiguidades) e o Talmude, contêm poucos dados de valor histórico sobre Jesus. Josefo menciona a execução de João Batista – além de uma passagem contestada sobre Jesus como um homem sábio e que apareceu a seus seguidores após Sua ressurreição. As referências no Talmude aparece em contextos polêmicos a apologéticos

Fontes menores constituem os relatos pseudoepigráficos (ca. 150-350 dC), os ágrafas (dizeres de Jesus fora dos evangelhos canônicos) e a literatura patrística dos primeiros séculos.

Josias

O nome Josias em hebraico significa “curado por Yahweh” , יאשַׁיָּה. Outras variantes ocorrem em Jr 27:1 e Zc 6:10. Em grego Ι᾿ωσίας. Refere-se a dois personagens bíblicos.

(1) Josias rei em Judá (c. 640–609 a.C.), cuja ascenção ao trono foi aos oito anos de idade. Sua história está contida em 2 Rs 22-24; 2 Cr 34; 2Cr 35; além do contexto de Jr 1–12 .

Josias fez uma reforma religiosa em seu reino, buscando a retidão. Com a descoberta de um livro no templo, buscou executar a observância de suas instruções. O conjunto das reformas adotadas por Josias levam a crer que tal livro teria o conteúdo de Deuteronômio.

Reformas de Josias2 ReisDeut
Remoção das asserás23:4, 6, 1412:3; 16:21
Bane o culto aos astros23:4, 1117:3
Proíbe prostituição cultual23:723:18
Centralização dos altares23:8, 13, 15, 1912
Veda sacrifício infantil23:1412:31; 18:10
Veda invocação aos mortos23:2418:11
Páscoa centralizada23:21-2316:1-8

Josias morreria na Batalha de Megido, quando o faraó Neco, em passagem para lutar contra os caldeus, teria enfrentado o exército de Judá.

Lamentando a morte do rei,Jeremias compôs uma ode elegíaca (2Rs 23: 29-37; 2Cr 35: 20-27), a qual hoje não nos alcançou.

Seus sucessores provaram ser um desastre político, cuminando com a queda de Jerusalém pelos babilônios.

(2) Josias filho de Sofonias. Um residente em Jerusalém após o cativeiro, em cuja casa o profeta foi instruído a coroar o sumo sacerdote Josué (Zc 6:10).

Jonas

A aventura do profeta mostra que os erros humanos são passíveis de arrependimento.

Jonas foge da ordem de Deus de ir pregar o arrependimento ao povo de Nínive e é lançado ao mar (1). No ventre do grande peixe Jonas ora e é lançado na terra, indo pregar a Nínive (2-3). Após o arrependimento do povo, Jonas se frustra, mas Deus exige compaixão.

Diferente dos outros livros proféticos, o Livro de Jonas apresenta uma sátira. O profeta é teimoso, desobediente e falta compaixão humana.

A narrativa é situada nos tempos do reino de Israel e antes da queda de Nínive (612 aC). Jonas é tradicionalmente identificado com o profeta desse nome mencionado em 2 Re 14:25. A composição é geralmente datada do período persa.

A compaixão de Deus aparece como tema central do livro (Jo 4,2). Esta fórmula referente à compaixão divina ocorre em outras passagens (Êx 34:6-7, Nm 14:18; Sl 86:15; 103:8; 145:8; Joel 2:13; Ne 9:17).

Notoriamente, o Livro de Jonas apresenta animais como personagens centrais. É um grande peixe (baleia, ou keta, na Seputaginta) que engole o profeta, os animais jejuam na cidade arrependida, Deus tem compaixão dos animais e é um pequeno bicho quem come a aboboreira que abriga Jonas.

BIBLIOGRAFIA

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Bolin, Thomas M. “Jonah 4:11 and the Problem of Exegetical Anachronism.” Scandinavian Journal of the Old Testament 24.1 (2010): 99–109.

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Sherwood, Yvonne. A Biblical Text and Its Afterlives: The Survival of Jonah in Western Culture. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.


1 João

O tema dessa epístola joanina é a pessoa de Jesus Cristo possibilita o amor na  conduta cristã.

Depois de um prólogo que afirma uma fundamentação no testemunho da obra de Jesus (1:1-4), essa epístola apresenta o que seria verdadeira mensagem de Jesus: o amor recíproco (1:5-3:24). Convida a exercitar uma avaliação crítica daquilo e de quem se apresenta, (4:1-5:12), tendo o amor como o teste essencial (4:7-21). Encerra com um pós-escrito sobre pecados, perdão e doutrina correta (5:13-21).