Nisã

Nisã, o primeiro mês do calendário religioso judaico e o sétimo do calendário civil, corresponde ao período entre março e abril, marcando o início da primavera em Israel. Originalmente chamado de “Abibe” (Êx 13:4), que significa “espigas verdes”, Nisã passou a ser chamado por esse nome após o exílio babilônico, como se observa em Neemias 2:1 e Ester 3:7.

É um mês de grande significado para o povo judeu, pois marca a saída do Egito e o início da jornada rumo à Terra Prometida (Êx 12:2). Deus designou Nisã como “o primeiro dos meses do ano” (Êx 12:2), estabelecendo uma distinção entre o calendário sagrado, que começa com a libertação do Egito, e o calendário civil, usado para fins agrícolas.

Em Nisã, os judeus celebram a Páscoa (Pessach), relembrando a libertação da escravidão e a proteção divina (Êx 12:14). A Festa dos Pães Asmos, que se inicia em Nisã, complementa a Páscoa, simbolizando a purificação e a renovação (Êx 12:15).

Nisã é mencionado em diversos contextos bíblicos, desde o dilúvio (Gn 8:4) até o retorno do exílio (Ed 7:9).

Rio Nilo

O Rio Nilo, curso d’água que atravessa o nordeste da África, aparece na história bíblica, principalmente no contexto do Êxodo. Ligado ao Egito, terra onde os israelitas viveram por séculos, o Nilo é mencionado no Antigo Testamento, associado à vida, fertilidade e provisão.

É às margens do Nilo que Moisés, ainda bebê, é colocado em um cesto para escapar da morte (Êx 2:3). O rio torna-se o local da salvação para o futuro libertador de Israel.

O Nilo também é onde ocorrem as primeiras pragas que Deus envia ao Egito para libertar seu povo (Êx 7:17-25). A água transformada em sangue, a morte dos peixes e a contaminação do rio mostram o poder de Deus.

O Nilo é descrito com suas sete fontes (Gn 2:13) e suas cheias (Is 19:5-7). Ezequiel o chama de “o grande rio” (Ez 29:3), reconhecendo sua importância para o Egito.