Avivamento de Brighton

O Avivamento de Brighton, também conhecido como Despertar de Brighton, foi um movimento de efervescência cristã que ocorreu em Brighton, Inglaterra, entre 1830 e 1840. Este foi um dos muitos movimentos de avivamento que ocorreram na Grã-Bretanha durante o século XIX. O movimento salientou a conversão pessoal, o evangelismo e a reforma social.

O Avivamento de Brighton foi liderado por diversos pregadores, incluindo William Huntington, Robert Murray McCheyne e Edward Irving. Estes pregadores utilizaram uma variedade de métodos para disseminar sua mensagem, como a pregação ao ar livre, a realização de reuniões e a distribuição de folhetos.

O Avivamento de Brighton teve um impacto na cidade. Observou-se um aumento na frequência e no número de membros das igrejas locais. O movimento contribuiu para a redução dos índices de criminalidade e pobreza na cidade. O avivamento teve repercussão nacional britânico no século XIX.

Catherine Mowry LaCugna

Catherine Mowry LaCugna (1952-1997) foi uma teóloga católica americana.

A contribuição acadêmica de LaCugna se concentrou na teologia trinitária, com uma abordagem feminista e contextualizada. LaCugna obteve seu doutorado em Teologia pela Universidade de Notre Dame em 1979, onde estudou com Zachary Hayes. Lecionou no departamento de teologia da Universidade de Notre Dame de 1981 até 1997.

O trabalho de LaCugna sobre a doutrina da Trindade é central em sua produção. Ela criticou abordagens que considerava abstratas e especulativas, argumentando que se distanciavam da experiência da salvação. Defendeu um retorno à “Trindade econômica”, a revelação de Deus como Pai, Filho e Espírito Santo na história da salvação. Seu pensamento teológico se centrava na ideia de que a teologia deve ser feita “para nós” (pro nobis), a serviço da vida cristã e da transformação do mundo. A doutrina da Trindade, portanto, é vista como uma descrição de como Deus se relaciona com a humanidade e convida à participação na vida divina.

LaCugna é uma das pioneiras da teologia feminista. Argumentou que a teologia dominante foi moldada por perspectivas patriarcais, e que era preciso desenvolver novas abordagens que levassem em conta as experiências das mulheres. Enfatizou a importância da contextualização da teologia, a necessidade de considerar os contextos culturais e sociais nos quais a teologia é feita. Para LaCugna, teologia e espiritualidade estão ligadas. Ela defendeu uma espiritualidade trinitária, um convite à comunhão com Deus e com o próximo.

Sua obra mais conhecida é “God for Us: The Trinity and Christian Life” (1991). Neste livro, LaCugna apresenta sua reinterpretação da doutrina da Trindade, enfatizando seu caráter relacional e sua relevância para a vida cristã. “Freeing Theology: The Essentials of Theology in Feminist Perspective” (1993) é uma coleção de ensaios de teólogas feministas, na qual LaCugna contribuiu com um ensaio sobre a Trindade. Também publicou em periódicos acadêmicos, incluindo Theological Studies e Modern Theology. Alguns de seus ensaios e palestras foram publicados postumamente.

Christian Congregation Church

A Christian Congregation Church, em italiano Congregazione Cristiana di Chicago, é uma congregação local, independente, oriunda do avivamento pentecostal italiano na cidade de Chicago

Iniciou-se em 1926, durante uma cisma na comunidade local. Passou a se reunir em várias localidades, até a construção de sua sede histórica na Avenida Fullerton nos anos 1950. Nos nos 1930, acompanhando as mudanças demográficas e deslocamento dos membros para os subúrbios, relocou-se para um novo prédio em Wooddale, Illiniois.

Entre seus ministros estiveram, entre outros, Louis Francescon, Nick di Gregorio, Mike Falco e Rich Sgariotto. Foi, por grande parte dos meados do século XX, a igreja local de referência para a Obra pentecostal italiana nos Estados Unidos e exterior.

Christian Congregation Church, Woodale, Illinois, arredores de Chicago. Na foto, Louis Francescon Carrieri, Michael Falco, Leonardo Marcondes Alves.

Christian Congregation Church, Woodale, Illinois, arredores de Chicago. Na foto, Louis Francescon Carrieri, Michael Falco, Leonardo Marcondes Alves e outros visitantes.

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Fé e Regra da Congregação Cristã de Chicago

Maná

Maná (מָן, man; μάννα, manna), o “pão do céu” (Êx 16:4; Sl 78:24) provido por Deus aos israelitas durante seus 40 anos de peregrinação no deserto, era uma substância branca, semelhante à semente de coentro, com sabor de bolos de mel (Êx 16:31). Coletado diariamente, exceto no sábado (Êx 16:5), o maná sustentava o povo até sua chegada à terra prometida (Êx 16:35; Js 5:12).

Embora alguns associem o maná a fenômenos naturais, a Bíblia o descreve como uma provisão miraculosa, um teste à fé do povo (Êx 16:4-5, 16-19; Dt 8:2-3). Apesar da constante provisão divina, os israelitas murmuravam, questionando a libertação do Egito e demonstrando falta de confiança em Deus (Êx 17:3; Nm 11:20; 20:5).

No Novo Testamento, o maná adquire significado figurativo, representando Cristo, o “pão da vida” (Jo 6:35, 48-51). Em João 6, após alimentar 5.000 pessoas, Jesus é confrontado com a demanda por um sinal messiânico, uma alusão ao maná (Jo 6:30-31). Ele responde que o verdadeiro pão do céu é Aquele que desceu do céu para dar vida ao mundo (Jo 6:33).

Hebreus 9:4 menciona o maná como parte dos objetos sagrados guardados na arca da aliança, símbolos da aliança e da provisão divina. A presença do maná no Santo dos Santos prefigura o ministério de Cristo, o sumo sacerdote que ofereceu o sacrifício perfeito para redenção eterna (Hb 9:11-12).

Apocalipse 2:17 promete o “maná escondido” aos que vencerem. Essa expressão pode se referir ao maná guardado na arca, à Eucaristia, ao alimento espiritual ou ao próprio Cristo, revelado plenamente aos fiéis na consumação dos tempos.

Nefilim

Nefilim (נְפִלִים, nephilim), termo que aparece em Gênesis 6:4a e Números 13:33, designa seres enigmáticos que habitaram a Terra antes do dilúvio e no período anterior à conquista de Canaã. Sua identidade é objeto de debate, sendo frequentemente interpretados como gigantes ou seres semidivinos.

A etimologia do termo é incerta. Derivado do verbo hebraico נָפַל (naphal, “cair”), pode se referir a guerreiros caídos em batalha, seres extraordinários ou até mesmo “abortos”, sugerindo uma aparência disforme. A Septuaginta traduz o termo como γιγαντες (gigantes), “gigantes”, influenciando a interpretação posterior.

Em Gênesis 6:4a, os nefilim são mencionados no contexto da união dos “filhos de Deus” com as “filhas dos homens”. A relação exata entre esses seres e a descendência dessa união é obscura, gerando diversas interpretações. Alguns os consideram os próprios filhos dessa união, enquanto outros os veem como uma classe de guerreiros poderosos, contemporâneos a esses eventos.

Números 13:33 associa os nefilim aos anaquins, povo de gigantes que habitava Canaã. Essa conexão reforça a interpretação dos nefilim como gigantes, embora a presença deles após o dilúvio gere dificuldades.

A interpretação dos nefilim variou ao longo da história. Textos judaicos como o Targum Pseudo-Jonathan e o Talmude Babilônico os descrevem como anjos caídos ou seus descendentes. O livro apócrifo de Enoque expande a narrativa de Gênesis 6, apresentando os nefilim como gigantes nascidos da união de anjos rebeldes com mulheres.

O Novo Testamento, embora não mencione os nefilim, alude a Gênesis 6:1-4 em passagens como Judas 1:6-8 e 2 Pedro 2:4, associando os “filhos de Deus” a anjos caídos. Jesus, em Mateus 24:37-39, menciona os eventos anteriores ao dilúvio, mas sem referências a seres sobrenaturais.