Beemote

Beemote, em hebraico בהמות, criatura colossal mencionada em Jó 40:15-24. O texto bíblico o descreve como um animal de força extraordinária, com ossos como barras de bronze e membros como barras de ferro. Sua dieta consiste em grama, e ele habita rios e pântanos.

Alguns intérpretes associam o Beemote a um hipopótamo, enquanto outros o veem como uma criatura mitológica, um símbolo do poder indomável da criação. Na literatura judaica extrabíblica, como o Livro de Enoque e o Apocalipse de Baruque, o Beemote é retratado como um monstro terrestre invencível, criado por Deus no quinto dia.

Em algumas tradições, o Beemote e o Leviatã (monstro marinho) serão mortos e servidos como banquete para os justos no final dos tempos.

BIBLIOGRAFIA

Ansell N (2017) Fantastic Beasts and Where to Find The(ir Wisdo)m: Behemoth and Leviathan in the Book of Job. In van Bekkum J, et al. (eds) Playing with Leviathan: Interpretation and Reception of Monsters from the Biblical World. Leiden: Brill, pp. 90-114.

Batto BF (1999) Behemoth. In van der Toorn K, Becking B, van der Horst PW (eds) Dictionary of Deities and Demons in the Bible. Leiden: Brill, pp. 165-169.

Serafim

Serafins, mencionados em Isaías 6:2-7 e Apocalipse 4:6-8, são seres celestiais de alta ordem, associados à presença e ao serviço de Deus. Descritos como tendo seis asas, com duas cobrem o rosto, com duas cobrem os pés e com duas voam, os serafins clamam “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória!” (Is 6:3).

Em Isaías 6, um serafim purifica os lábios do profeta com uma brasa viva do altar, preparando-o para sua missão profética. Essa ação sugere que os serafins desempenham um papel na mediação entre Deus e os humanos, purificando e consagrando aqueles que são chamados a servir.

No Apocalipse, os serafins estão ao redor do trono de Deus, adorando-o e proclamando sua santidade sem cessar. Sua presença intensifica a imagem da majestade e da glória divina, criando uma atmosfera de reverência e adoração.

Urim e Tumim

Urim e Tumim, expressão hebraica que pode ser traduzida como “luzes e perfeições”, referem-se a um método de consulta divinatória utilizado pelos antigos israelitas para discernir a vontade de Deus.

O Urim e Tumim estão associados ao peitoral do sumo sacerdote (Êx 28:30) e eram usados para obter respostas “sim” ou “não” a perguntas importantes. Algumas teorias sugerem que se tratavam de objetos sagrados, como pedras preciosas ou dados, usados em conjunto com a oração e a meditação para revelar a vontade divina.

A utilização do Urim e Tumim é mencionada em diversos contextos, como na escolha de um novo rei (1Sm 10:22) e na consulta sobre estratégias militares (Jz 1:1; 20:18). No entanto, a prática parece ter caído em desuso em períodos tardios do Antigo Testamento, possivelmente devido ao crescimento da profecia como.

Suquitas

Os suquitas, mencionados em 2 Crônicas 12:3 como parte do exército do faraó Sisaque que invadiu Judá no reinado de Roboão, são um povo de origem incerta. Embora a Bíblia não forneça detalhes sobre sua identidade, talvez os suquitas fossem de origem líbia, o que os associaria a povos norte-africanos.

A invasão de Sisaque a Judá ocorreu no quinto ano do reinado de Roboão (1Rs 14:25), e a participação dos suquitas nesse exército indica sua relevância como força militar na época.

A Bíblia relata que Sisaque e seus aliados, incluindo os suquitas, conquistaram diversas cidades em Judá, saquearam o tesouro do templo e do palácio real em Jerusalém, e impuseram pesadas condições a Roboão (2Cr 12:2-12).