Christian Congregation Church

A Christian Congregation Church, em italiano Congregazione Cristiana di Chicago, é uma congregação local, independente, oriunda do avivamento pentecostal italiano na cidade de Chicago

Iniciou-se em 1926, durante uma cisma na comunidade local. Passou a se reunir em várias localidades, até a construção de sua sede histórica na Avenida Fullerton nos anos 1950. Nos nos 1930, acompanhando as mudanças demográficas e deslocamento dos membros para os subúrbios, relocou-se para um novo prédio em Wooddale, Illiniois.

Entre seus ministros estiveram, entre outros, Louis Francescon, Nick di Gregorio, Mike Falco e Rich Sgariotto. Foi, por grande parte dos meados do século XX, a igreja local de referência para a Obra pentecostal italiana nos Estados Unidos e exterior.

Christian Congregation Church, Woodale, Illinois, arredores de Chicago. Na foto, Louis Francescon Carrieri, Michael Falco, Leonardo Marcondes Alves.

Christian Congregation Church, Woodale, Illinois, arredores de Chicago. Na foto, Louis Francescon Carrieri, Michael Falco, Leonardo Marcondes Alves e outros visitantes.

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Fé e Regra da Congregação Cristã de Chicago

Inspiracionistas

Os inspiracionistas foram um movimento religioso pietista fundado em 1714 na Alemanha por Eberhard Ludwig Gruber e Johann Friedrich Rock, sob influência parcial do movimento francês dos Camisards. Este grupo religioso defendia a crença de que seus membros recebiam inspirações ou revelações diretas de Deus, enfatizando uma conexão imediata e pessoal com o divino, em contraste com a intermediação institucional das igrejas tradicionais.

As doutrinas dos inspiracionistas enfatizavam a espiritualidade individual e a orientação direta pelo Espírito Santo, levando a uma rejeição de dogmas rígidos e rituais formais. Essa abordagem atraiu tanto adeptos quanto opositores, especialmente dentro do contexto religioso e social da Alemanha do início do século XVIII. A rejeição de estruturas eclesiásticas hierárquicas e sua insistência em experiências espirituais imediatas colocaram os inspiracionistas em confronto com as autoridades religiosas e políticas da época, o que levou a perseguições e à necessidade de buscar refúgio em outras regiões.

No século XIX, a maior parte dos seguidores inspiracionistas decidiu emigrar para os Estados Unidos, buscando liberdade religiosa e a oportunidade de estabelecer comunidades baseadas em seus ideais. Em 1842, fundaram uma colônia chamada Ebenezer, localizada perto de Buffalo, no estado de Nova York. Essa colônia serviu como um refúgio para o movimento e permitiu a continuidade de suas práticas religiosas e culturais em um ambiente mais favorável.

Posteriormente, a comunidade mudou-se para o estado de Iowa, onde estabeleceu uma série de vilarejos interligados que se tornaram conhecidos como Amana Colonies. Estes vilarejos operavam sob princípios de vida comunitária, com propriedades compartilhadas, trabalho coletivo e uma ênfase na simplicidade e na espiritualidade. Essa organização era administrada pela Amana Society, que servia como a entidade administrativa da comunidade.

Hoje, a herança dos inspiracionistas persiste na forma da Amana Church Society, que conta com aproximadamente 1700 membros. Eles continuam residindo em sete vilarejos próximos a Iowa City, formando um grupo coeso que mantém elementos da tradição religiosa e cultural inspiracionista, ao mesmo tempo em que se adaptaram às realidades modernas.

Christian Fellowship Center

A Christian Fellowship Church (CFC) é uma comunhão de igrejas cristãs unidas por uma visão comum de fé e prática, marcada pela ênfase na santidade, na obediência às Escrituras e no amor sacrificial. Fundada em Bangalore, Índia, em 1975, a CFC expandiu-se internacionalmente, estabelecendo congregações em diversos locais, como Mumbai, Dubai, Cingapura, Londres, Dallas, Loveland (Colorado), Austin, Beaver Springs (Pensilvânia), Atlanta, Brisbane, Melbourne, Bahrein e Sri Lanka.

A origem da CFC remonta a encontros domésticos liderados por Zac Poonen, um ex-oficial da Marinha Indiana que ingressou no ministério em tempo integral em 1965. Inspirado pelo movimento Smith’s Friends durante sua estadia na Noruega em 1971, Poonen iniciou reuniões similares em Bangalore, que eventualmente deram origem à igreja formalmente registrada sob a Lei das Sociedades em 1975. A liderança da CFC caracteriza-se por um modelo de pluralidade de presbíteros, todos sustentados por empregos seculares, sem remuneração por parte da igreja. Essa abordagem reflete um compromisso com a pureza financeira e um serviço a Deus fundamentado no amor altruísta.

A teologia da CFC fundamenta-se em crenças cristãs clássicas, incluindo a aceitação da Bíblia como Palavra de Deus inspirada e infalível, a doutrina da Trindade, a divindade e humanidade de Cristo, sua vida sem pecado, morte expiatória, ressurreição e ascensão. A igreja ensina a salvação pela graça por meio da fé em Jesus Cristo, a regeneração pelo Espírito Santo e a importância do batismo nas águas e do enchimento do Espírito Santo. A escatologia inclui a ressurreição dos mortos e o juízo final.

As reuniões da CFC não seguem uma liturgia formal, mas são conduzidas com ordem e decência, permitindo espaço para a manifestação dos dons espirituais, como a profecia, desde que contribuam para a edificação da comunidade. A santificação e a obediência prática aos ensinamentos de Jesus, especialmente no Sermão da Montanha, são pilares fundamentais da vida cristã dentro da CFC.

Embora não se considere uma denominação, a CFC opera como uma irmandade de igrejas autônomas unidas por uma visão compartilhada. Historicamente, manteve relações com figuras e movimentos influentes, como Sigurd Bratlie e a Brunstad Christian Church (BCC), além de incorporar elementos da tradição batista, como o batismo do crente e a autonomia congregacional. Também há abertura para manifestações carismáticas, incluindo o falar em línguas, influenciada por líderes como Michael Harper e Harald Bredesen.

A música desempenha um papel significativo na vida da CFC. Cultos e eventos são enriquecidos por música congregacional e instrumental, frequentemente contando com a participação de bandas e orquestras, o que reflete o apreço pela adoração comunitária vibrante. Esse aspecto complementa a ênfase da igreja na espiritualidade prática e na comunhão entre os membros.

Menigheten Spiren

Menigheten Spiren em Drammen, cerca de 40 quilômetros de Oslo, Noruega, é uma comunidade cristã independente.

Embora a Spiren tenha sido formalmente estabelecida em 2007, suas raízes remontam a 1992, quando um grupo de cristãos em Drammen se reuniu sob a denominação Smiths Venner. Inspirados pelos ensinamentos do teólogo Gerard Oord, os membros desse grupo buscaram viver uma fé autêntica, comprometida com a Palavra de Deus. Ao longo dos anos, a comunidade cresceu e se diversificou, atraindo pessoas de diferentes origens culturais e nacionais, incluindo Camarões e Romênia. A liderança da Spiren é exercida por um conselho de anciãos, atualmente composto por Per Baltzersen, Conrad Myrland e Tormod Evensen.

W. M. A. Schniedewind

William M. A. Schniedewind (n. 1962) é um biblista e especialista em línguas semíticas e na composição bíblica.

Nascido em 1962, na cidade de Nova York, Schniedewind recebeu o cargo de Professor de Estudos Bíblicos e Línguas Semíticas do Noroeste e a Cátedra Kershaw de Estudos Antigos do Mediterrâneo Oriental na Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA).

Schniedewind obteve seu B.A. em Religião pela George Fox University em Newberg, Oregon, um M.A. em Geografia Histórica do Antigo Israel pelo Jerusalem University College, e um M.A. e Ph.D. em Estudos do Oriente Próximo e Judaicos pela Brandeis University.

A pesquisa de Schniedewind se concentra na história e literatura do antigo Israel, com ênfase particular na história textual da Bíblia Hebraica. Schniedewind é autor de vários livros e artigos influentes, incluindo How the Bible Became a Book (2004), que explora o desenvolvimento da Bíblia Hebraica como um artefato físico e literário, e The Finger of the Scribe: The Beginnings of Scribal Education and How It Shaped the Hebrew Bible (2019), que examina o papel dos escribas na formação da Bíblia Hebraica.

Schniedewind participou de escavações em Tel Dan e Tel Afeq, em Israel. Ele também é diretor do Qumran Visualization Project, que cria modelos de realidade virtual da antiga Qumran.

Schniedewind é um membro ativo da Sociedade de Literatura Bíblica e da Associação Americana de Escolas Orientais de Pesquisa. Ele atuou como editor de rede para a seção Pergaminhos do Mar Morto e Judaísmo do Segundo Templo da Religious Studies Review e faz parte dos conselhos editoriais do Bulletin of the American Schools of Oriental Research, do Journal of Biblical Literature e de Tel Aviv.

“Como a Bíblia se tornou um livro: a textualização do antigo Israel”, de William Schniedewind, é um livro que traça o desenvolvimento da Bíblia hebraica (Antigo Testamento), desde suas tradições orais até sua forma escrita. O livro discute como a Bíblia foi criada ao longo de séculos de escrita, edição e compilação, com vários autores, editores e redatores acrescentando suas próprias contribuições ao texto.

Schniedewind considera os fatores sociais, políticos e religiosos na escrita e organização da Bíblia. Discute o papel dos escribas, a evoluação do alfabeto e as instituições do estado dos antigos hebreus. Analisa as controvérsias e conflitos que surgiram sobre a interpretação e transmissão do texto bíblico, como o o papel do sacerdócio e a tensão entre diferentes tradições religiosas.